Aie-aie

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAie-aie[1]
Wild aye aye.jpg
Estado de conservação
Espécie em perigo
Em perigo (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Chiromyiformes
Anthony e Coupin, 1931
Família: Daubentoniidae
Gray, 1863
Género: Daubentonia
É. Geoffroy Saint-Hilaire, 1795
Espécie: D. madagascarienses
Nome binomial
Daubentonia madagascarienses
(Gmelin, 1788)
Distribuição geográfica
Daubentonia madagascariensis range map.svg
Sinónimos
Família:
  • Cheiromyidae I. Geoffroy St. Hilaire, 1851
  • Chiromyidae Bonaparte, 1850

Gênero:

  • Aye-aye Lacépède, 1799
  • Cheiromys G. Cuvier, 1817
  • Cheyromys É. Geoffroy, 1803
  • Chiromys Illiger, 1811
  • Myslemur Anon. [?de Blainville], 1846
  • Myspithecus de Blainville, 1839
  • Psilodactylus Oken, 1816
  • Scolecophagus É. Geoffroy, 1795

Espécie:

  • daubentonii Shaw, 1800
  • laniger G. Grandidier, 1930
  • psilodactylus Schreber, 1800
Wikispecies
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O aie-aie, também ai-ai ou aye-aye é um primata estrepsirrino endémico de Madagáscar. É o único representante vivo da família Daubentoniidae. Noturno e arborícola, possui pelo negro e um dos seus dedos é maior, que usa para conseguir caçar larvas nos buracos das árvores. Os seus olhos são grandes e possui boa visão noturna.

O aie-aie é aparentado com os lémures. A sua muito estranha aparência faz com que seja considerado o principal responsável pela origem da palavra "lémur", que quer dizer em latim «espírito noturno». O aie-aie é o único representante vivo do seu género (Daubentonia), família (Daubentonidae) e infraordem (Chiromyiformes). Só se conhece outra espécie próxima ao aie-aie, Daubentonia robusta, que se extinguiu por volta de mil anos atrás.[3]

Lendas[editar | editar código-fonte]

Não só a perda do seu habitat natural faz com que o animal corra perigo de extinção, pois os próprios habitantes da região o matam temendo sua "natureza maligna". Muitos aldeões acreditam que encontrar um aie-aie é pior do que conhecer a própria morte, significando inclusive que um aldeão em breve irá morrer.

Lendas locais afirmam que o animal invade casas à noite para amaldiçoar os moradores com seu longo dedo médio. Variações da lenda dizem que, na verdade, o aie-aie usa o seu dedo do meio para perfurar o coração das pessoas enquanto elas estão dormindo. Essas lendas podem ter se desenvolvido porque, além de não ter uma aparência muito simpática, o aie-aie não possui medo do ser humano, se aproximando de grupos de pessoas para vê-las.[4]

Anatomia e morfologia[editar | editar código-fonte]

Jovens aie-aies geralmente têm o focinho prata e uma faixa em baixo das costas. Entretanto, quando atingem a maturidade, seus corpos são cobertos de pelos grossos e não possuem uma cor sólida. A ponta dos pelos do cabelo e das costas têm terminação branca enquanto o resto do corpo é castanho ou amarelo.

Um aie-aie adulto tem cerca de três pés de comprimento (incluindo a cauda).

Dedos[editar | editar código-fonte]

O traço mais marcante é os seus dedos.

O aie-aie tem seis dedos, o único primata conhecido a ter um “pseudo-polegar” escondido no pulso de cada braço[5].

O pequeno polegar extra possui três graus de movimento, tal como um polegar comum; pode exercer muita força e até possui a sua própria impressão digital.

O terceiro dedo é mais fino que os outros, ele é usado para bater no casco das árvores, enquanto o quarto dedo, o mais longo, é usado para puxar para fora os insetos de dentro das árvores.[6]

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Dieta[editar | editar código-fonte]

O aie-aie come matéria animal, nozes, larvas de insetos, frutas, néctar, semente e fungos, sendo assim considerado omnívoro. Aie-aies têm preferência por besouros cerambycid. O aie-aie não estando em seu habitat natural passa muitas vezes a roubar cocos, mangas, cana-de-açúcar, lichias e ovos de aldeias e plantações. Algumas pesquisa sugerem que aie-aies preferem seiva e legumes a insetos, especialmente gafanhotos, vermes e larvas.[6]

Referências

  1. Groves, C.P. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 111–184. ISBN 978-0-8018-8221-0. OCLC 62265494 
  2. Andrainarivo, C., et al. (2008). Daubentonia madagascariensis (em Inglês). IUCN 2013. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2013 . . Página visitada em 29 de setembro de 2013..
  3. Nowak, R.M. (1999). Walker's Primates of the World 6th ed. Baltimore, Maryland: Johns Hopkins University Press. ISBN 0-8018-6251-5 
  4. * «Spooky creature endangered by superstition». Consultado em 29 de setembro de 2013 
  5. «Um dos primatas mais estranhos do mundo tem mais um dedo do que se pensava» 
  6. a b «The Aye-Ayes or Cheiromys of Madagascar». Science. 2 (75): 574–576. Dezembro de 1881 
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