Altruísmo eficaz

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O altruísmo eficaz é uma filosofia e um movimento social[1] que aplica evidências e a razão para encontrar as maneiras mais eficazes para melhorar o mundo. Os altruístas eficazes consideram todas as causas e acções e, em seguida, agem da maneira que traga o maior impacto positivo.[2] [3] É esta ampla abordagem baseada em evidências que distingue o altruísmo eficaz do altruísmo tradicional ou da caridade. O altruísmo eficaz, por vezes, envolve encetar acções que são menos intuitivas ou emocionalmente evidentes. Pessoas notáveis envolvidos no movimento incluem o co-fundador do Paypal, Peter Thiel;[4] o co-fundador do Skype, Jaan Tallinn;[5] e o filósofo Peter Singer.[6]

Princípios[editar | editar código-fonte]

Custo-eficácia[editar | editar código-fonte]

Aplicada a intervenções de caridade, o custo-eficácia refere-se à quantidade de bem obtido por cada dólar gasto. Por exemplo, o custo-benefício das intervenções de saúde pode ser medido em anos de vida ajustados para a sua qualidade (QALY — Quality-Adjusted Life Year). A doação eficaz é um componente importante do altruísmo eficaz porque algumas instituições de caridade são muito mais eficazes do que outras.[7] Algumas instituições de caridade simplesmente não conseguem atingir os seus objectivos.[8] Entre as que têm êxito, algumas atingem resultados muito maiores com menos dinheiro.[9] [10]

Investigadores na GiveWell calcularam que algumas caridades são centenas ou milhares de vezes mais eficazes do que outras.[9]

Apesar do custo-eficácia ser um conceito novo na caridade, é normalmente usado pelos economistas. Muitos altruístas eficazes têm formação em filosofia, economia ou matemática, campos que envolvem o pensamento racional e quantitativo.[9]

Os altruístas eficazes também se mobilizaram em torno da ideia de espaço para mais financiamento: a ideia de que a selecção de uma causa à qual doar deve ser baseada no valor marginal que futuras doações à mesma realizariam nessa margem, em vez de ter por base aquilo que já foi realizado.

Priorização de Causas[editar | editar código-fonte]

Muitos altruístas eficazes atribuem um alto grau de importância à avaliação de qual é a causa mais importante a apoiar.[11] Esta é uma maneira pela qual o altruísmo eficaz se distingue do altruísmo tradicional ou da caridade.

Por exemplo, embora haja uma ênfase crescente na eficácia e nas evidências entre entidades sem fins lucrativos, isso geralmente é feito com uma única causa em mente, como a educação ou a mudança climática. É incomum a própria causa ser analisada de forma crítica.[12]

Os altruístas eficazes tentam escolher as causas mais eficazes com base em valores gerais, tais como evitar o sofrimento. Em seguida irão devotar o seu tempo e dinheiro a acções e organizações que buscam essas metas de forma eficiente. Várias organizações fazem pesquisas sobre selecção de causas.[13] [14] A maioria dos altruístas eficazes pensa que as causas mais importantes a focar actualmente são a pobreza no mundo em desenvolvimento, o sofrimento dos animais na criação industrial, e o futuro da humanidade a longo prazo.[11]

Imparcialidade[editar | editar código-fonte]

Os altruístas eficazes rejeitam a visão de que algumas vidas são intrinsecamente mais valiosas do que outras. Por exemplo, acreditam que uma pessoa num país em desenvolvimento tem valor igual a uma pessoa na nossa própria comunidade. Peter Singer diz:

Não faz diferença se a pessoa que eu posso ajudar é o filho de um vizinho a dez metros de mim ou um bengalês cujo nome eu nunca saberei, a dez mil quilómetros de distância. [...] O ponto de vista moral obriga-nos a olhar para além dos interesses da nossa sociedade. Anteriormente [...], isso pode não ter sido viável, mas agora é bastante viável. Do ponto de vista moral, a prevenção da fome de milhões de pessoas fora da nossa sociedade deve ser considerada pelo menos tão premente como o respeito das normas de propriedade dentro da nossa sociedade.[15]

Para além disso, muitos altruístas eficazes acham que as gerações futuras têm igual valor moral aos seres humanos que existem actualmente, por isso se concentram na redução dos riscos para existência da humanidade. Outros reconhecem que os interesses dos animais não-humanos devem ser considerados iguais aos interesses semelhantes de seres humanos e trabalham para evitar o sofrimento dos animais, tais como aqueles da criação industrial.[16]

Thomas Pogge argumenta contra essa visão, dizendo: "O que importa moralmente não é apenas como afectamos as pessoas, mas como as tratamos através das regras que impomos."[17] Thomas Nagel apresenta um argumento semelhante, referindo-se à terminologia de Derek Parfit quanto às razões do "agente-neutro" e do "agente-relativo".[18]

Raciocínio contrafactual[editar | editar código-fonte]

Altruístas eficazes argumentam que o raciocínio contrafactual é importante para determinar qual o curso de acção que maximiza o impacto positivo. Muitas pessoas assumem que a melhor maneira de ajudar as pessoas é através de métodos directos, como trabalhar para uma instituição de caridade ou de prestação de serviços sociais.[19] [20] Como as instituições de caridade e prestadoras de serviços sociais geralmente encontram pessoas dispostas a trabalhar para elas, a quantidade de bem que alguém faz numa carreira de "ajuda" convencional deve ser comparado com quanto bem teria sido feito se o segundo melhor candidato tivesse sido contratado para o cargo. Assim, o impacto da escolha de uma carreira de "ajuda" muitas vezes é menor do que parece.[21]

A estratégia de ganhar para dar tem sido proposta como uma possível estratégia para altruístas eficazes. Esta estratégia envolve a escolha de trabalhar em carreiras com salários altos com o objectivo explícito de doar grandes somas de dinheiro à caridade. Alguns altruístas eficazes têm argumentado que o impacto marginal de acções potencialmente anti-éticas numa carreira tão lucrativa seria pequeno, uma vez que outra pessoa o teria feito de qualquer modo, enquanto o impacto das doações seria enorme. [22] [23]

Alguns, no entanto, contestam esse princípio. Por exemplo, Bernard Williams usa um exemplo semelhante sobre um emprego numa fábrica de armas químicas para argumentar contra o utilitarismo.[24] De acordo com o Williams, o utilitarismo dos actos exige exageradamente que as pessoas ajam de forma a violar a sua própria integridade.[25]

As opiniões sobre actos supererogatórios[editar | editar código-fonte]

Vários filósofos influentes do altruísmo eficaz, incluindo Peter Singer e Peter Unger, rejeitam a crença comum de que doar para a caridade é supererogatório. Um acto supererogatório é aquele que é bom, mas é não moralmente exigido. Estes filósofos argumentam que doar a instituições de caridade eficazes que ajudam as pessoas mais pobres do mundo é moralmente exigido. Por outras palavras, afirmam que é moralmente errado não o fazer. Os altruístas eficazes não rejeitam necessariamente a existência de bens supererogatórios, mas são mais propensos a negar que uma determinada acção é supererogatória. Singer e Unger ambos usam várias experiências mentais para ilustrar este ponto. A estrutura básica da experiência mental é que encontraríamos uma pessoa em perigo fatal e poderíamos ajudá-la a baixo custo para nós mesmos. Se não ajudássemos, a pessoa morreria. A maioria das pessoas dizem que seria moralmente errado não ajudar. Singer e Unger concluem que, por isso, é moralmente errado deixar de doar a instituições de caridade que podem salvar vidas a um custo reduzido. Este argumento pressupõe que a distância física não afecta a moralidade de uma acção, um princípio fundamental no altruísmo eficaz. Vários altruístas eficazes individuais doam grandes proporções do seu rendimento anualmente a causas como a pobreza global e o bem-estar animal.[26]

Proponentes notáveis[editar | editar código-fonte]

Peter Singer[editar | editar código-fonte]

O filósofo Peter Singer tem escrito várias obras sobre o altruísmo eficaz, incluindo “A Vida Que Podemos Salvar“ (no qual argumenta que as pessoas devem usar avaliadores de caridades para determinar como fazer mais eficazmeste as suas doações)[27] e o seu artigo "Famine, Affluence and Morality" (no qual argumenta que temos a obrigação de ajudar aqueles que precisam):

Se está ao nosso alcance impedir que algo de mau aconteça, sem assim sacrificar nada de importância moral comparável, então, moralmente, devemos fazê-lo.[28]

Fundou uma organização sem fins lucrativos, também chamada A Vida Que Podemos Salvar, que promove doações a instituições de caridade eficazes. É membro da Giving What We Can e membro do conselho da Animal Charity Evaluators, dá pelo menos 25% do seu rendimento a instituições de caridade.[29] [30] [31]

Toby Ord[editar | editar código-fonte]

Toby Ord é um eticista na Universidade de Oxford. Promove a ética consequencialista e está preocupado com a pobreza global e os riscos catastróficos.[32] Fundou a organização Giving What We Can, que incentiva as pessoas ao compromisso de doarem dez por cento do seu rendimento a instituições de caridade. Ele vive com 18 mil Libras (24 mil Euros) por ano e doa o resto do seu rendimento a instituições de caridade.[33]

Thomas Pogge[editar | editar código-fonte]

Aluno de John Rawls, Pogge aborda o altruísmo eficaz de um ponto de vista menos consequencialista. Pogge é membro da Giving What We Can, bem como do Health Impact Fund, que pretende disponibilizar medicamentos avançados a baixo custo para aqueles que vivem na pobreza,[34] [35] e da Academics Stand Against Poverty, uma organização que ajuda os académicos a ter um impacto positivo maior sobre a pobreza no mundo.

O livro de Pogge World Poverty and Human Rights argumenta que as pessoas em democracias ricas estão activamente a prejudicar as dos países em desenvolvimento: "A maioria de nós não deixa apenas as pessoas passar fome, mas também participa nessa privação."[36] Portanto, ao contrário de Singer e Unger, que argumentam que devemos ajudar aqueles que precisam por causa de obrigações positivas, Pogge acredita que a responsabilidade de ajudar os pobres do mundo resulta do facto das pessoas no primeiro mundo, ao emprestarem dinheiro a governos corruptos, estão activamente a prejudicar pessoas.[37]

Peter Unger[editar | editar código-fonte]

No seu Living High and Letting Die, Unger apresenta vários argumentos defendendo que as pessoas no mundo desenvolvido têm uma forte obrigação moral face aos outros. [38] Um exemplo de experiência mental é "O Mercedes Sedan vintage":

Não sendo verdadeiramente rico, o seu único luxo na vida é um Mercedes sedan vintage que, com muito tempo, atenção e dinheiro, você restaurou até ficar “como novo”... Um dia, você pára num cruzamento de duas pequenas estradas no campo, ambas com pouco movimento. Ouvindo uma voz gritar por ajuda, você sai e vê um homem ferido e coberto de sangue. Assegurando-lhe que a sua ferida está confinada a uma das suas pernas, o homem também informa que foi estudante de medicina por dois anos. E, apesar da sua expulsão por ter copiado nos seus exames finais do segundo ano, o que explica o seu estado indigente desde aí, ele amarrou inteligentemente a sua camisa perto da ferida para estancar o sangue. Assim, não há qualquer perigo urgente de perder a sua vida, informa-o, mas há grande perigo de perder o seu membro. Isto pode ser evitado, no entanto, se você o levar para um hospital rural a cinquenta milhas de distância. "Como se feriu?" você pergunta. Um ávido observador de pássaros, ele admite que entrou ilegalmente num campo próximo e, por descuido, cortou-se no arame farpado enferrujado. Agora, se ajudar este invasor, você deverá colocá-lo no seu impecável banco de trás. Mas então, os seus estofos impecáveis, ficarão encharcados de sangue e restaurar o carro vai custar mais de cinco mil dólares. Assim, você vai-se embora. Resgatado no dia seguinte por outro motorista, ele sobrevive, mas perde a perna ferida.

Unger salienta que a maioria das pessoas respondem que este comportamento é moralmente condenável, e que você deve estar disposto a aceitar o custo monetário excessivo dos novos estofos do seu carro se isso vai salvar a vida do homem. Ele contrasta isso com as nossas respostas ao "The Envelope":

Na sua caixa de correio, há algo do (Comité dos EUA para a) UNICEF. Após a leitura, você acredita correctamente que, a menos que envie imediatamente um cheque de 100 dólares, então, em vez de cada uma viver muitos mais anos, mais de trinta crianças vão morrer em breve.

Unger argumenta que reagir de forma diferente nesta experiência mental é moralmente inconsistente, e daí a nossa obrigação de doar à UNICEF ser tão forte quanto a nossa obrigação face ao invasor hipotético no "Mercedes Sedan vintage". Unger diz que uma pessoa relativamente abastada, "como você e eu, deve contribuir para grupos extremamente eficazes, como a Oxfam e a Unicef, com a maioria do dinheiro e propriedades que tem agora e a maioria do que venha a ter no futuro próximo.[39] [40]

Shelly Kagan[editar | editar código-fonte]

Shelly Kagan argumenta no The Limits of Morality que não temos opções morais para agir de uma forma que produza um resultado menor que óptimo. Ele inicia o livro com a alegação de que "a moralidade requer que você execute — daqueles actos que não forem proibidos — aquele acto que possa ser susceptível de conduzir às melhores consequências globais."[41] Ele tenta defender esta afirmação com uma análise detalhada dos diferentes pontos de vista possíveis sobre opções morais e constrangimentos morais, e como estas poderiam ser defendidas. Ele observa que há uma conexão entre a crença na existência de opções morais e uma crença na existência de restrições morais; uma pessoa que acredita que existem opções para agir abaixo do óptimo quase certamente irá também apoiar algumas restrições sobre como nos podemos comportar.

Estilo de vida[editar | editar código-fonte]

Os princípios do altruísmo eficaz podem implicar mudanças de estilo de vida significativos.[42] Muitos altruístas eficazes tentam viver frugalmente para os padrões dos países ricos, para que desse modo possam doar mais. Um casal altruísta eficaz retratado no Washington Post viveu com 10.000 dólares em 2012. Em média por mês gastaram menos de 200 dólares na mercearia e cerca de 300 dólares em compras não essenciais.[43] Alguns altruístas eficazes também prosseguem carreiras de altos salários, a fim de ter mais dinheiro para doar.[44] Outro altruísta eficaz retratado no Washington Post trabalha como analista quantitativo para uma empresa financeira e doa metade de seu salário.[43]

Outros altruístas eficazes colocam menor ênfase em ser frugal, pois acreditam que é mais importante manter um estilo de vida que tornará o altruísmo eficaz apelativo para os outros, tornando prático continuar a doar para o resto das suas vidas, ou permitindo-lhes fazer o bem directamente através do seu trabalho.

Organizações[editar | editar código-fonte]

Uma série de organizações considera-se parte do movimento altruísta eficaz. Estas organizações são:

  • A Animal Charity Evaluators, uma organização sem fins lucrativos dedicada a encontrar e a advogar oportunidades altamente eficazes para melhorar a vida dos animais.[45]
  • A GiveWell, uma avaliadora de organizações de caridade.[46]
  • A Giving What We Can, uma sociedade internacional para a promoção das instituições de caridade de alívio à pobreza mais custo-eficazes. Investiga as caridades mais custo-eficazes, incentiva a doação inteligente e está a construir uma comunidade de pessoas que dão uma proporção significativa do seu rendimento às causas mais custo-eficazes.[47]
  • A The High Impact Network, uma organização que promove as ideias do altruísmo eficaz, iniciando grupos de encontro locais.[48]
  • Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade, uma organização brasileira que incentiva a doação eficaz e investiga como a tecnologia pode ajudar as futuras gerações.[49]
  • The Life You Can Save, um movimento que promove a luta contra a pobreza extrema, doando a instituições de caridade altamente eficazes. Foi criada pelo filósofo Peter Singer, após a publicação do seu livro A Vida Que Podemos Salvar.[50]
  • A Peer to Peer University está a oferecer um curso on-line gratuito, chamado Compassionate Nerds, que visa ajudar os alunos a serem mais eficazes a fazer o bem. O curso abrange muitos dos grupos mais conhecidos para alguns na comunidade AE como a The Against Malaria Foundation e a Givewell.
  • A 80,000 Hours, um serviço aconselhamento ético de carreiras para pessoas que querem usar as suas carreiras para ter um impacto positivo no mundo.[51]

Peter Singer considera as seguintes organizações como sendo de caridade eficaz:[52]

Respostas[editar | editar código-fonte]

Grande parte da controvérsia sobre o altruísmo eficaz é devido à ideia de que pode ser ético ter uma carreira de altos rendimentos num sector potencialmente anti-ético se isso permite que se doe mais dinheiro. David Brooks, colunista do The New York Times, criticou os altruístas eficazes que adoptam a estratégia de ganhar para dar, ou seja, têm carreiras de altos rendimentos, a fim de ter mais dinheiro para doar. Ele acredita que a maioria das pessoas que trabalham no sector financeiro e em outro tipo de sectores com altos salários, valorizam o dinheiro por razões egoístas e que, estar cercados por essas pessoas, vai fazer com que os altruístas eficazes se tornem menos altruístas.[7] Alguns altruístas eficazes também mencionam esta possibilidade, e visam reduzir este risco através de comunidades on-line, compromissos públicos e doações por meio de fundos recomendados.[53] Ele também questiona se as crianças em países distantes devem ser tratadas como tendo igual valor moral às crianças que nos estão próximas. Ele afirma que a moralidade deve "enobrecer interiormente", uma posição semelhante à ética das virtudes.[7]

Em resposta às críticas deste aspecto do altruísmo eficaz, a National Review questionou se os sectores que normalmente se acredita serem anti-éticos, como o sector financeiro, serão realmente anti-éticos. O escritor afirmou que frequentemente estes sectores produzem mais benefícios do que prejuízos.[54] A revista de negócios Euromoney elogiou o altruísmo eficaz pelo seu ênfase na acção de caridade individual.[55]

Paul Brest da William and Flora Hewlett Foundation (um dos financiadores da GiveWell) escreveu um artigo para a Stanford Social Innovation Review e concluiu escrevendo: "Pensando bem, o meu conselho não solicitado aos proponentes do altruísmo eficaz é o de manterem o rumo."[56] Em contraste, Ken Berger e Robert Penna do Charity Navigator escreveram uma longa crítica à filosofia do altruísmo eficaz na Stanford Social Innovation Review. A sua crítica, publicada no site em Novembro de 2013, alega que os altruístas eficazes seleccionam moralistamente algumas causas como dignas e consideram todos as outras "um desperdício de recursos preciosos."[57] A crítica provocou fortes reacções por parte dos altruístas eficazes, tanto nos comentários no site da SSIR como em outros lugares, incluindo um artigo de resposta (também publicado no SSIR), no qual William MacAskill defendeu a lógica utilitarista que o movimento usa para avaliar a eficácia de diferentes instituições de caridade. [58] [59] [60] [61]

Alguns simpatizantes do altruísmo eficaz também escreveram críticas sobre este, em parte para expressar críticas em que acreditam e, em parte, como um teste de Turing ideológico.[62] [63]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Palestra TED de Peter Singer: "O porquê e o como do altruísmo eficaz".
  2. Effective Altruism Blog.
  3. Site oficial A Vida Que Podemos Salvar (A Nossa Missão).
  4. Peter Thiel foi um dos intervenientes na Cimeira de Altruísmo Eficaz de 2013.
  5. Jaan Tallinn é membro fundador da EA Ventures.
  6. Helen Walters sobre "O porquê e o como do altruísmo eficaz" de Peter Singer.
  7. a b c Your dollar goes further when you fund the right program GiveWell.
  8. Giving 101: The basics GiveWell. Visitado em 2013-02-28.
  9. a b c "Your dollar goes further overseas" GiveWell. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  10. Karnofsky, Holden. "Hunger here vs. hunger there" GiveWell. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  11. a b MacAskill, William. "What Is Effective Altruism?" Effective Altruism. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  12. Karnofsky, Holden. "Strategic Cause Selection" The GiveWell Blog. GiveWell. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  13. "Effective Causes" 80,000 Hours. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  14. "GiveWell Labs Overview" GiveWell. Visitado em 2 de Agosto de 2014.
  15. Singer 1972, pp. 231-232, 237.
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  17. Pogge, T. W.. (2012). "Responsibilities for Poverty-Related Ill Health". Ethics & International Affairs 16 (2): 71. DOI:10.1111/j.1747-7093.2002.tb00398.x.
  18. Nagel, Thomas. The Limits of Objectivity. [S.l.: s.n.], 1979.
  19. Best jobs for saving the world (November 2011). Visitado em 2013-02-28.
  20. Hosler, Aimee (14 June 2011). 10 "helping" professions and how to train for them Schools.com. Visitado em 2013-02-28.
  21. Todd, Benjamin J.. Just What Is 'Making a Difference'? - Counterfactuals and Career Choice 80,000 Hours. Centre for Effective Altruism.. Visitado em 17 de Julho de 2013.
  22. Todd, Benjamin. Which ethical careers make a difference? (Tese de Mestrado).
  23. MacAskill, William. (2013). "Replaceability, Career Choice, and Making a Difference". Ethical Theory and Moral Practice.
  24. Williams, Bernard. Utilitarianism: For and against. Cambridge, UK: Cambridge University, 1973. 97–99 p.
  25. Integrity Stanford Encyclopedia of Philosophy (2013). Visitado em 2013-03-07.
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  27. Singer, Peter. A Vida Que Podemos Salvar: Agir agora para pôr fim à pobreza no mundo. Lisboa: Gradiva, 2011.
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  31. FAQ on Singer's webpage at Princeton Princeton.edu. Visitado em 2011-05-23.
  32. Ord, Toby. Academic Site A Mirror Clear. Visitado em 2 March 2013.
  33. Geoghegan, Tom. "Toby Ord: Why I'm giving £1m to charity", 13 December 2010. Página visitada em 2 March 2013.
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  36. Pogge, Thomas. World Poverty and Human Rights.. [S.l.: s.n.], 2008. ISBN 978-0-7456-4143-0
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Ligações Exteriores[editar | editar código-fonte]

Outras leituras[editar | editar código-fonte]