Ana Cristina Cesar

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Ana Cristina Cesar
Nome completo Ana Cristina Cruz Cesar
Data de nascimento 2 de junho de 1952
Local de nascimento Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil Brasileira
Data de morte 29 de outubro de 1983 (31 anos)
Local de morte Rio de Janeiro
Ocupação Escritora, tradutora e professora
Magnum opus Poética

Ana Cristina Cruz Cesar (Niterói, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983) foi uma poeta e tradutora brasileira, conhecida como Ana Cristina Cesar (ou Ana C.). É considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970, e tem o seu nome muitas vezes vinculado ao movimento de Poesia Marginal. Em 2016, foi [1] homenageada na Festa Literária Internacional de Paraty.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar (fundador da Editora Paz e Terra) e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Irmã de Flávio (viúvo de Gabriela Leite, fundadora da Daspu) e Filipe.

Antes mesmo de ser alfabetizada, aos seis anos de idade, já ditava poemas para sua mãe. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.

Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes. As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra. Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.

Cometeu suicídio aos trinta e um anos, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no sétimo andar de um edifício da rua Toneleros, em Copacabana.

Armando Freitas Filho, poeta brasileiro, foi o melhor amigo de Ana Cristina Cesar, para quem ela deixou a responsabilidade de cuidar postumamente das suas publicações. O acervo pessoal da autora está sob tutela do Instituto Moreira Salles. A família fez a doação mediante a promessa de os escritos ficarem no Rio de Janeiro. Contudo, sabe-se que muitas cartas de Ana Cristina Cesar foram censuradas pela família, principalmente as recebidas do escritor Caio Fernando Abreu.

Principais obras[editar | editar código-fonte]

Poesia[editar | editar código-fonte]

  • Cenas de abril (1979)
  • Correspondência completa (1979)
  • Luvas de pelica (1980)
  • A Teus Pés (1982)
  • Inéditos e Dispersos (1985)
  • Novas Seletas (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
  • Poética (obra completa, 2015)

Crítica[editar | editar código-fonte]

  • Literatura não é documento (1980)
  • Crítica e Tradução (1999)

Variados[editar | editar código-fonte]

  • Correspondência Incompleta (organização: Heloisa Buarque de Hollanda e Armando Freitas Filho, selo HB, e-galáxia)
  • Escritos no Rio (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
  • Escritos em Londres (póstumo, organizado por Armando Freitas Filho)
  • Antologia 26 Poetas Hoje, vários autores (organização: Heloisa Buarque de Hollanda)
  • Ana Cristina Cesar – O sangue de uma poeta, de Italo Moriconi (selo HB, e-galáxia))

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. homenageada FLIP 2016