Sucuri

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaSucuri
Eunectes murinus
Eunectes murinus
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Boidae
Género: Eunectes
Espécies
E. murinus

E. notaeus
E. beniensis
E. deschauenseei

As sucuris, também conhecida como anacondas, arigbóias, boiaçus, boiçus, boiguaçus, boioçus, boitiapóias, boiuçus, boiunas, sucurijus, sucurijubas, sucuriús, sucurujus, sucurujubas ou viborões, são serpentes sul-americanas da família Boidae e que pertencentem ao género Eunectes.

Existem quatro espécies, das quais as três primeiras ocorrem no Brasil:

Anatomia interna da sucuri-amarela (Eunectes notaeus).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Sucuri", "sucuriú", "sucuriju" e "sucuruju" provêm do tupi suku'ri.[1] "Sucurijuba" e "sucurujuba" provêm do termo tupi para "sucuri amarela".[1] "Boiaçu", "boiguaçu", "boiuçu", "boioçu" e "boiçu" provêm da contração dos termos tupis mboîa, "cobra" e gûasu, "grande".[2] "Boiuna" provém do termo tupi para "cobra preta": mboîuna.[2] "Arigboia" possui origem tupi.[3] "Anaconda" é proveniente do tâmil anai-kondra ("matadora de elefante") [4] ou do cingalês හෙනකඳයා (henakan̆dayā, "tronco relâmpago").[5][6] "Viborão" é o aumentativo de víbora.[7]

"Eunectes" vem do grego εὐνήκτης, significando "boa nadadora",

Características[editar | editar código-fonte]

A sucuri-verde divide com a píton-reticulada (Python reticulatus), o título de maior serpente do mundo, alcançando 6 metros ou mais de comprimento, muito embora seus indivíduos adultos, em média, alcancem em torno de 3 ou 4 metros. Uma sucuri pode viver com tranquilidade por até 30 anos. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo a maturidade sexual por volta dos seis anos de idade. Há muitas narrativas sobre ataques destas serpentes a seres humanos; no entanto, na sua maioria, os casos são fictícios, principalmente no que diz respeito ao tamanho real do animal.

Em 1997, foi lançado o filme de terror Anaconda, sobre a serpente, o qual foi gravado no Brasil e no Peru.

Mitologia indígena brasileira[editar | editar código-fonte]

Segundo o mito fundador Kaxinawá, houve um homem, Yube, que, ao se apaixonar por uma mulher-sucuri, transformou-se em sucuri também e passou a viver com ela no mundo profundo das águas. Nesse mundo, Yube descobriu uma bebida alucinógena com poderes curativos e de acesso ao conhecimento. Um dia, sem avisar a esposa-sucuri, Yube decide voltar à terra dos homens e retomar a sua antiga forma humana. O mito explica também a origem do cipó ou ayahuasca - bebida alucinógena tomada ritualisticamente pelos Kaxinawá.[8][9][10]

Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. 1986. p.1
  2. a b «CURSO DE TUPI ANTIGO». Consultado em 17 de junho de 2018.. Arquivado do original em 9 de agosto de 2012 
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.163
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.112
  5. Skeat, Walter W. (Walter William) (1911). A concise etymological dictionary of the English language. [S.l.]: Oxford : Clarendon Press 
  6. Robarts - University of Toronto. Notes and queries. [S.l.]: London [etc.] Oxford University Press [etc.] 
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 773
  8. As visões da anaconda: a narrativa escrita indígena no Brasil. Por Lynn Mario T. Menezes de Souza. Revista Semear n°7
  9. O que nos diz a arte Kaxinawa sobre a relação entre identidade e alteridade? Por Elsje Maria Lagrou. Mana vol. 8 n°1 Rio de Janeiro abril de 2002 ISSN 0104-9313.
  10. CELIA - Centre d'Etudes des Langues Indigènes d'Amérique, CNRS, Paris. «Yube, o homem-sucuriju. Relato caxinauá. Por Eliane Camargo. Amerindia n° 24, 1999.» 🔗 (PDF). Arquivado do original (PDF) em 19 de novembro de 2006 
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