André José Adler

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André José Adler
Adler apresentando jogo entre Palmeiras e Antares pelo Torneio Touchdown 2012
Nome completo Endre József Adler
Nascimento 21 de junho de 1944
Budapest,  Hungria
Nacionalidade húngaro
brasileiro
Morte 9 de dezembro de 2012 (68 anos)
São Paulo,  Brasil
Atividade Locutor, comentarista, ator, cineasta e roteirista

Endre József Adler, mais conhecido como André José Adler (Budapeste, 21 de junho de 1944 - São Paulo, 9 de dezembro de 2012) foi um ator, roteirista, diretor, locutor e comentarista de origem húngara e radicado no Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do casal húngaro Endre e Anica, veio para o Rio de Janeiro com os pais aos 3 anos, e começou a carreira de ator aos 12 anos.[1] Em 28 de janeiro de 1957, começou a trabalhar na TV Tupi Rio de Janeiro (canal 6), onde faria o papel de Pedrinho na primeira versão de Sítio do Picapau Amarelo (com direção de Mauricio Sherman), que seria exibida no canal carioca a partir de setembro daquele ano.[2][3][4] No ano seguinte, atuou em seu primeiro filme, "Pega Ladrão", do diretor italiano Alberto Pieralisi (tio de Virna Lisi). [nota 1]

No início da década de 1960, participou de montagens de teleteatro como "Chá e Simpatia" e "Romance do Vilela", também pela TV Tupi, onde trabalhou até o começo de 1961. Transferiu para a TV Continental (canal 9), onde participou do teleteatro "O terno de sarja azul", mas deixou a emissora no ano seguinte. Em 1963, assumiu o papel de "Chiquinho", na peça de teatro "Eles não usam black tie" (de Gianfrancesco Guarnieri), em remontagem no Teatro de Bolso dirigida por Paulo José e Milton Gonçalves. Em 1968, começou a trabalhar roteirista, ator, assistente de produção e assistente de direção na R.F. Farias Produções Cinematográficas. Entre outros, foi assistente de direção de "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (direção de Roberto Farias).[1] Em 1969, atua e também trabalha na continuidade do filme "A Penúltima Donzela"[5] e foi roteirista de "Os Paqueras" juntamente com Reginaldo Faria e Xavier de Oliveira.[6]

Na primeira metade da década de 1970, seguiu sua carreira principalmente no cinema.[1] Deixou a R.F. Farias Produções Cinematográficas em 1970 e entrou na Sincro Filmes em 1971, onde trabalhou como roteirista, assistente de direção e distribuidor até 1974, trabalhando ao lado de Paulo Porto, J.B. Tanko, Gilvan Pereira, Wilson Silva e Pedro Carlos Rovai. Também nesse período, Adler atuou na telenovela da TV Tupi "Tempo de Viver", foi o autor-diretor do musical infantil "O Jardim das Borboletas" e dirigiu seu primeiro curta-metragem, "A Nova Estrela". Entre 1975 e 1977, fez seus últimos trabalhos cinematográficos naquela década, ao lado de Marcos Rey e Alcino Diniz. Ainda 1977, começou a trabalhar para a agência de publicidade Esquire Propaganda, mas no ano seguinte deixou a empresa. Depois de um tempo na Europa sem endereço fixo, mudou-se para Nova York.[2]

Esteve no Brasil em meados da década de 1980, quando chegou a fazer uma participação na série "O Bem-Amado", da Rede Globo, no episódio "I love Sucupira", de 1982, em que ele fez o papel de um diplomata.[4] Também naquele ano, traduziu e dirigiu uma versão da peça de teatro "Cloud Nine - Numa Nice".[7] De volta aos Estados Unidos, começou a trabalhar na New York Chamber of Commerce and Industry (Câmara do Comércio e da Indústria de Nova Iorque) em 1984 e ficou por lá até 1987. Deixou o emprego para fundar a Acting Techniques for Business Performance, onde também era professor, um negócio que vingou até 1990.

Na década de 1990, foi contratado pela ESPN para ser um dos locutores do canal de TV a cabo ESPN Internacional, em Bristol, que iniciaria suas retransmissões para o Brasil em 1992, notabilizando-se como narrador de futebol americano e hóquei no gelo, e deixou a emissora somente em fevereiro de 2006, quando o controle da programação do canal passou para a ESPN Brasil em São Paulo.[8]

Ainda em 2006, Adler voltou para a Hungria, mas continuou ligado ao futebol americano e passou a narrar partidas NFL na TV local Sportklub.[9][10]

Deixou a Hungria em 2008 e regressou ao Brasil, primeiramente para uma viagem na qual foi homenageado com partidas de Futebol Americano com seu nome em Joinville, Rio de Janeiro e São Paulo. As homenagens, cancelamento do seu programa na Hungria e o desejo de retornar ao Brasil o fizeram se mudar para o Rio de Janeiro em busca de novos projetos que haviam sido ventilado pela comunidade do Futebol Americano durante sua visita.

Em fevereiro de 2009 foi convidado por Mario Lewandowski para apadrinhar o primeiro campeonato brasileiro de futebol americano, ainda sem nome, que estava sendo desenvolvido com equipes de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Distrito Federal. Aceitou a proposta com um único pedido: que o campeonato tivesse o nome do seu famoso bordão (e antigo programa na TV Sportklub: Touchdown. Depois de uma temporada de sucesso, narrando os jogos em 7 cidades diferentes e cuidando do relacionamento do Torneio Touchdown.[11][nota 2] com a imprensa, as equipes se desentenderam com ele e optaram por se desligarem do Torneio Touchdown, realizando um campeonato pela Associação de Futebol Americano do Brasil - AFAB. Adler levou o projeto do Torneio Touchdown[11][nota 3] adiante com novas equipes e, em conjunto com a empresa Touchdown Eventos[nota 4], passou a dirigir o campeonato na temporada de 2010 até seu falecimento, conseguindo transmissão das partidas no canal Bandsports durante algumas temporadas.

Adler faleceu em São Paulo no dia 9 de dezembro de 2012, aos 68 anos.[13] As causas da morte não foram divulgadas.[10][14]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Como ator[editar | editar código-fonte]

Filmografia como back-office[editar | editar código-fonte]

  • Diretor
    • 1971 - A Nova Estrela (curta-metragem)
    • 1977 - Nem as Enfermeiras Escapam
  • Roteirista
    • 1969 - Os Paqueras, em conjunto com Reginaldo Faria e Xavier de Oliveira
    • 1970 - Pais Quadrados... Filhos Avançados, em conjunto com J.B. Tanko e Gilvan Pereira
    • 1971 - O Bolão, em conjunto com Wilson Silva
    • 1972 - Os Mansos, escreveu o roteiro no episódio "A B... de Ouro", de Pedro Carlos Rovai
    • 1974 - A Viúva Virgem
    • 1974 - As Moças Daquela Hora, de Paulo Porto, escreveu os argumentos baseados no conto de Edgar G. Alves, e roteirizou o episódio "Bahia"
    • 1975 - O Estranho Vício do Dr. Cornélio, de Alberto Pieralisi
    • 1975 - Loucuras de um Sedutor, de Alcino Diniz, ao lado de Marcos Rey e Alcino Diniz
  • Trilha Sonora
    • 1974 - Ainda Agarro Esta Vizinha

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Foi chamado inicialmente para fazer o papel de Pneu Vazio, que era um mensageiro da Western, e era o único que tinha uma bicicleta. Mas pediu para Miguel Schneider, que era o produtor, para poder fazer um teste para o Professor,papel ganho por André. Atuava ao lado de garotos como ele de origens das mais diversas. Recebeu um cachê de 10 mil cruzeiros à época.[1]
  2. Acredito firmemente que a organização de um campeonato, seja do que for, depende de pelo menos um gestor completamente desvinculado de qualquer time e completamente comprometido com o total do campeonato.[12]
  3. Acredito firmemente que a organização de um campeonato, seja do que for, depende de pelo menos um gestor completamente desvinculado de qualquer time e completamente comprometido com o total do campeonato.[12]
  4. Acredito firmemente que a organização de um campeonato, seja do que for, depende de pelo menos um gestor completamente desvinculado de qualquer time e completamente comprometido com o total do campeonato.[12]

Referências

  1. a b c d «Personalidades: André José Adler». Meu Cinema Brasileiro (Web Archieve). Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  2. a b Rêbelo, Paulo (9 de dezembro de 2012). «ANDRÉ JOSÉ ADLER / ENDRE JÓZSEF ADLER (1944-2012)». Paulo Rêbelo. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  3. Mattar, Sergio (30 de maio de 2011). «De menino telespectador a diretor do Sítio do Pica Pau Amarelo». Sergio Mattar. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  4. a b «Início de Adler foi no Sítio do Picapau Amarelo». Globoesporte.com. 19 de janeiro de 2007. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  5. A Penúltima Donzela - Cinemateca Brasileira; acesso em 8 de janeiro,2014
  6. Filme Os Paqueras - acessado em 13/12/2012 Adoro Cinema
  7. Cloud Nine - Numa Nice - Itau Cultural, sem data
  8. Cesar, Edu (10 de dezembro de 2012). «A bola sempre será sua, Adler». Globoesporte.com. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  9. All Star de futebol americano na Hungria 2008
  10. a b Rocha, Matheus (9 de dezembro de 2012). «Morre André Adler, ex-ESPN e criador do Torneio Touchdown». Extratime. Consultado em 8 de janeiro de 2014  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "EXTRATIME/ADLER" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  11. a b Gozzer, Tierry (5 de janeiro de 2012). «Entrevista: idealizador do Torneio Touchdown, André Adler fala sobre as novidades de 2012 no futebol americano». Extratime. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  12. a b c Velasco, Leo (5 de janeiro de 2012). «Torneio Touchdown: Um papo com Adler». Overtime, Globoesporte.com. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  13. «Nota de falecimento de André José Adler». Extratime. 9 de dezembro de 2012. Consultado em 8 de janeiro de 2014 
  14. Nhoque, Danielle (9 de dezembro de 2012). «Morre o 'pai' do futebol americano no Brasil; amigos lamentam a perda de André José Adlerurl=http://touchdown.net/2012/12/09/nota-de-falecimento-de-andre-jose-adler/». Extratime 
  15. Dicas da TV acessado em 13/12/2012
  16. Meu Cinema Brasileiro - acessado em 13/12/2012
  17. 65 Anos de Cinema - acessado em 13/12/2012
  18. 65 Anos de Cinema - acessado em 13/12/2012

Ver também[editar | editar código-fonte]

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