Andrew Marvell

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Andrew Marvell.

Andrew Marvell (Winestead-in-Holderness31 de março de 1621 — Londres16 de agosto de 1678) foi um poeta, escritor satírico e parlamentar inglês. Foi pouco reconhecido como poeta em sua época, mas ganhou popularidade como escritor satírico, bem como patriota. Foi amigo e ajudante de um autor de grande renome, John Milton, e admirador do político Oliver Cromwell. Inclui-se-lhe no grupo dos poetas metafísicos, no qual também se encontram John Donne e George Herbert, entre outros.[1]

Vida e estudos[editar | editar código-fonte]

Filho do reverendo Andrew Marvell e Anne Pease, muito cedo, quando tinha 3 anos, sua família se muda a Hull. Ali, seu pai trabalharia como orador em na Holy Trinity Church. Ingressa na Universidade de Cambridge no ano 1633.

Em 1640 morre seu pai, quando ele contava com 19 anos e já fazia 2 anos que se tinha convertido num erudito do Trinity e que sua mãe tinha falecido. Nesse mesmo ano, deixa Cambridge para ser tutor da filha do general Fairfax, chamada Mary, durante dois anos (1640-42). Depois, realizou numerosas viagens pela Europa durante 4 ou 5 anos (entre os anos 1642 e 1646-47), visitando Espanha, França, Holanda e Suécia.

Quando John Milton foi condenado à morte por seus poemas antimonárquicos e suas atividades revolucionárias, Marvell tentou convencer ao rei Carlos II de Inglaterra para que não o executasse.

Em 16 de agosto de 1678,morre em Bloomsbury (ainda que algumas fontes marquem o dia 18 de agosto), esquecido e pobre. Andrew Marvell foi enterrado na igreja St. Giles-in-the-Fields.

Obra, ideologia e poemas[editar | editar código-fonte]

Estátua de Andrew Marvell.

Entre seus poemas mais célebres, encontram-se To His Coy Mistress onde, apesar de seu puritanismo, desprende muito erotismo e o qual, T.S. Eliot faz referência em seu poema The Love Song of J. Alfred Prufrock e também em The Waste Land; e The Garden, entre outros.

Elogiou a Oliver Cromwell em vários de seus poemas, dos quais, Oda horaciana ao regresso de Cromwell de Irlanda se lhe considera como um dos maiores poemas políticos.

Igualmente, escreveu poemas em grego e latim sobre Carlos II de Inglaterra e a rainha, Mary. Assim mesmo, escreveu anonimamente vários poemas onde reflete claramente sua posição antimonárquica e onde condena a censura. Entre as obras que mostram sua postura contra a monarquia, acusando-a de corrupta, estão The last instructions to a painter, do ano 1667 e Britannia and Raleigh. Opôs-se ao também poeta inglês John Dryden.

Cultivou prosa sartírica, o que lhe supôs obter um grande sucesso em sua vida, considerando inclusive melhor sua prosa que sua poesia. No livro Miscelânea de poesia, publicado no ano 1681, encontra-se sua obra poética.

Referências

  1. «Andrew Marvell». Encyclopædia Britannica. Consultado em 28 de agosto de 2015.