Arimã

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde setembro de 2009). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Arimã
Angra MainyuAhriman
deus persa do mal
Portal de religião

Angra Mainyu, Ahriman,[1] Arimã[2] ou Arimane é o deus das trevas, da destruição, da morte, do mal e da desordem para os seguidores do zoroastrismo. Em oposição a seu irmão gêmeo, Aúra-Masda, Arimã deseja levar os homens à devassidão e corrupção. Ele é o senhor das trevas que cega os homens que buscam a verdadeira visão - seus métodos são vis e enganadores, ele corrompe os homens com desejos que os desviam da "trilha verdadeira". Ele é o senhor de todos os Devas (deuses malignos), e os utiliza em todos os seus propósitos malignos.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Arimã" é um termo de origem sânscrita.[2]

Mito[editar | editar código-fonte]

Angra Mainyu e Aúra-Masda eram filhos de Zurvan (o Tempo), que tinha características tanto masculinas quanto femininas. Zurvan disse que o primogênito dos dois seria o mais forte, o que levou Angra Mainyu a sair primeiro do ventre de Zurvan. Por isso, Zurvan profetizou que o poder de Angra Mainyu duraria mil anos, após o que seu império do mal seria destruído.[1]

Imagem[editar | editar código-fonte]

Rudolf Steiner, que fundou a antroposofia do movimento espiritual esotérico, usou o conceito de Arimã para citar uma das duas forças extremas que afastam a humanidade da influência centralizadora de Cristo. Steiner associou Arimã, o espírito inferior, ao materialismo, à ciência, à hereditariedade, à objetividade e ao endurecimento da alma. Ele achava que o cristianismo contemporâneo estava sujeito à influência arimânica, pois tendia a interpretações materialistas. Steiner previu que Arimã, como um Ser suprassensível, encarnaria em uma forma terrena, "algum tempo depois de nossa atual existência terrena, de fato no terceiro milênio pós-cristão".[3]

Arquétipo do mal[editar | editar código-fonte]

Arimã ou Arimane é um arquétipo mitológico semelhante ao Satã judaico-cristão, mas não se sabe se este deriva de Arimã, ou se ocorre o contrário. Embora o antropólogo Joseph Campbell afirme que o zoroastrismo foi o primeiro monoteísmo ortodoxo amplamente aceito, pois foi a primeira grande doutrina monoteísta a ser adotada oficialmente por um grande império de influência mundial: o Império Aquemênida (o cristianismo e o islamismo só seriam adotados por grandes impérios bem depois, com o Império Romano e o Império Islâmico, respectivamente). Os Zoroastristas acreditavam que não existia deus se não Aúra-Masda. Indiferentemente da origem, exatamente da mesma forma que o satã cristão, Arimã representa o lado sombrio da alma de todos os homens, o ego que os guia a prazeres fúteis e os afasta de tudo o que é bom.

Referências

  1. a b WILKINSON, P. O livro ilustrado da mitologia: lendas e história fabulosas sobre grandes heróis e deuses do mundo inteiro. Tradução de Beth Vieira. 2ª edição. São Paulo. Publifolha. 2002. p. 26.
  2. a b FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. '986. p. 163.
  3. STEINER, Rudolph. The Ahrimanic Deception - Lecture given by Rudolf Steiner in Zurich October 27th, 1919, Spring Valley, Nova York: Anthroposophic Press. 1985, p. 6.
Ícone de esboço Este artigo sobre religião é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.