Athos

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Athos

Athos, cujo nome verdadeiro é Armand de Sillègue d'Athos d'Autevielle, nasceu em 1615 em Béarn e morreu em 21 de Dezembro de 1643. Ele inspirou a Alexandre Dumas o personagem fictício "Athos", Conde de La Fère, um d' Os Três Mosqueteiros, personagens do romance histórico de mesmo nome, escrito em 1844. Está presente na obra clássica e em suas sequências: "Vinte Anos Depois" e "O Visconde de Bragelonne", onde encontra seu ocaso...

O personagem histórico[editar | editar código-fonte]

Athos tem seu nome tirado do pequeno burgo Athos-Aspis sobre o Gave d'Oloron, perto de Sauveterre-de-Béarn e de Autevielle. Sendo o caçula da família, não poderia esperar receber por herança os feudos de Athos e de Autevielle, que caberia ao irmão mais velho. Tinha assim que escolher entre uma carreira no Exército ou na Igreja. Era primo, à moda bretã, do Conde de Tréville, cuja proteção permitiu-lhe entrar para o regimento dos Mosqueteiros, em 1640, na mesma época que Porthos. Apenas sabe-se sobre ele que era bearnês e que morreu jovem, sem dúvida morto durante um duelo, como indica o atestado de óbito da Igreja de Saint-Sulpice em Paris,[1] em 21 de Dezembro de 1643. Sendo o Pré au Clercs, onde o corpo foi recolhido, um local conhecido como ponto de encontro de duelistas, é provável que seja deste modo que Athos tenha morrido.

O personagem fictício[editar | editar código-fonte]

Athos
Personagem fictícia de Os Três Mosqueteiros
Origem  França
Sexo Masculino
Características Tinha uma destreza anormal
Amigo(s) Porthos
Aramis
D'artagnan
Inimigo(s) Milady de Winter
Criado por Alexandre Dumas

Assim como para d'Artagnan, não existe apenas um Athos e sim três : o personagem histórico, o personagem fictício de Courtilz, e o mais famoso, de Alexandre Dumas.

Segundo Courtilz, Athos, como seus irmãos de armas, Porthos e Aramis, é um Cadete da Gasconha. Aparece pouco nas "Memórias", onde o personagem principal é d'Artagnan.

Do verdadeiro Athos, personagem de vida breve e sem grande interesse, Dumas fez um homem de berço ilustre, Conde de la Fère. Dá-lhe antepassados gloriosos (um deles servindo sob Francisco I), terras no Berry, um castelo, um passado cheio de segredos. Dumas faz dele o mais velho dos mosqueteiros ; tem trinta anos no início do romance, d'Artagnan apenas dezoito, Aramis e Porthos entre vinte e dois e vinte e três. Ele o faz morrer em 1669, ou seja, vinte e seis anos depois da data real de seu desaparecimento.

Athos é um nobre de alma pura e que carrega um terrível segredo, decorrente de um casamento mal fadado com Milady de Winter, a grande vilã deste primeiro livro.

Alexandre Dumas ainda dá a Athos um filho, Raul, "O Visconde de Bragelonne", que teria tido fora do casamento com a bela Duquesa de Chevreuse, antiga confidente e amiga de Ana de Áustria, rainha de França.

Athos seria membro de três ordens de cavalaria : da Ordem da Jarreteira, por Carlos I da Inglaterra, da Ordem do Espírito Santo, graças a Porthos e ao cardeal Mazarino, no livro "Vinte Anos Depois" e, finalmente, membro da Ordem do Tosão de Ouro por Carlos II da Inglaterra, que ajudou a recolocar no trono.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Diz o atestado (em francês) : "''Convoy, service et enterrement du deffunct Armand, Athos dautebielle mousquetaire de la garde du Roi, gentilhomme de Béarn. pris proche la halle du Pré au Clercs." (que pode ser traduzido como : "Funeral, serviço e enterro do defunto Armand, Athos, mosqueteiro da guarda do rei, cavalheiro de Béarn, recolhido próximo ao Prés au Clercs").

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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