Barão (Rio Grande do Sul)

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Município de Barão
Bandeira de Barão
Brasão de Barão
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 5 de dezembro de 1988 (28 anos)
Gentílico baronense
Prefeito(a) Cláudio Ferrari (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Barão
Localização de Barão no Rio Grande do Sul
Barão está localizado em: Brasil
Barão
Localização de Barão no Brasil
29° 22' 37" S 51° 29' 45" O29° 22' 37" S 51° 29' 45" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Montenegro IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Carlos Barbosa (N), São Vendelino (L), Bom Princípio (SE), Tupandi (SE), São Pedro da Serra (S), Salvador do Sul (SO), Poço das Antas (SO), Boa Vista do Sul (NO)
Distância até a capital 80 km
Características geográficas
Área 124,497 km² [2]
População 5 742 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 46,12 hab./km²
Altitude 642 m
Clima sub-tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,807 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 63 131,409 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 596,51 IBGE/2008[5]
Página oficial

Barão é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º22'37" sul e a uma longitude 51º29'44" oeste, estando a uma altitude de 642 metros. Sua população estimada chega em 2016 a 6086 habitantes. O município de Barão é composto pelos seguintes distritos: Arroio Canoas, Francesa Alta, General Neto e Francesa Baixa.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 122,31 km². Município com predominância da colonização alemã, encanta qualquer visitante com suas belas paisagens, sua requintada arquitetura, seu clima agradável e a ótima hospitalidade dos moradores do lugar. Dados Gerais

Município, desmembrado de Salvador do Sul em 12 de maio de 1988, situado na Encosta Superior do Nordeste, a 110 km de distância da Capital do Estado, via RST 470, a com área geográfica de 124,5 km², de acordo com o censo de 2010, com 5.742 habitantes, Barão teve a origem de sua denominação, segundo pesquisas do historiador Rubem Neis, rm Luiz Henrique, Barão de Holleben que nasceu em Saxe Mainer, na Alemanha.

Luiz Henrique, Barão de Holleben (Ludwig Heinrich von Holleben)[editar | editar código-fonte]

Formado em engenharia na Inglaterra, veio ao Brasil, casando-se com Maria da Luz dos Santos na cidade de Curitiba no Paraná. Em setembro de 1880, o Barão von Holleben acompanhou o engenheiro Carvalho Borges a Conde D’Eu, hoje município de Garibaldi e Bento Gonçalves a fim de, como engenheiro responsável pela construção da rua Buarque de Macedo, dirigir as obras entre Montenegro e Bento Gonçalves e, então, estabeleceu residência no ponto mais avançado da colonização alemã entre Salvador do Sul e Carlos Barbosa. Na época, o local era pouco habitado e, devido à referência das pessoas ao mesmo que, para identificá-lo, diziam: “vou lá no Barão” por ser ele pessoa destaque ali residente, emprestou seu nome à localidade, posteriormente distrito de Montenegro e de Salvador do Sul e, pela Lei nº 8.635 emancipado política-administrativamente em 12 de maio de 1988. O Barão Luiz Henrique von Holleben ficou residindo por 2 anos no atual município, transferindo-se depois para a capital Porto Alegre onde, entre 1882 e 1894, dedicou seu trabalho na linha de bondes Ferro Carril. Existe, porém, uma outra versão que, segundo o historiador Campos Neto, no seu livro “Montenegro” (página 451), diz que o nome Barão é originário de Francisco Pedro de Abreu, conhecido também como Chico Pedro, o Barão do Jacuí.

Famílias pioneiras[editar | editar código-fonte]

A formação do povo baronense iniciou-se com a vinda dos imigrantes alemães e italianos que, criando raízes profundas, muito contribuíram e contribuem na cultura desta terra e, posteriormente, em menor número, vieram os suíços, franceses e holandeses. Hoje, juntam-se a eles bolivianos e portugueses entre outros, formando uma população com diversidade de raças, línguas e credos mas almejando um único objetivo e, juntando esforços, lutam pelo engrandecimento e o progresso do município. As primeiras famílias de imigrantes alemães foram: Mayer, Beckenbach, Neuhaus, Stein, Schmitz, Koch, Ebeling, Blei, Schäfer, Neukamp e Selbach, entre outros. As de imigrantes italianos: De Marchi, Biasetti. Dai Prá, Grando, Basso, Cerutti, Maragnon, Bedini, Cestari, Delazzari, Bassegio, Grespan e Costa, entre outros. Esses imigrantes alemães e italianos deixaram profundas raízes, influenciando a cultura do povo de Barão com seus hábitos e costumes, sua culinária, suas crenças e fizeram, da agricultura, sua fonte de renda para manter-se e sobreviver na terra desconhecida. Sem dúvida, enfrentaram grandes problemas mas, lutando conseguiram vencer e legaram ao povo seus valores.

Primeiros estabelecimentos[editar | editar código-fonte]

Em 1889, Valentim Diemer, que era Juiz de Paz, fundou o 1º Cartório de Barão. No começo do século XX, Carlos Selbach e Luiz Calliari exerceram influência marcante na comunidade sendo este último, Mestre da Capela. Até 1916, as celebrações religiosas eram feitas na residência de João Schmitz, músico, regente de coral, doador do primeiro harmônio para a comunidade católica baronense. Barão desenvolveu-se a partir da construção e ao lado dos trilhos da via férrea, que ligava Porto Alegre a Caxias do Sul, entre 1906 e 1911 sendo, em 1 de dezembro de 1909, inaugurada estação de Barão. Para os trabalhos de construção e, posterior, conservação da ferrovia, abriu-se uma pedreira nas terras de João Baseggio e Vvª Itália Dai Prá fazendo a ligação à pedreira. Na área mais central, perto da Estação, funcionava uma Cantina e, também, o Armazém de Secos e Molhados Hartmann com grande sortimento de produtos coloniais, utensílios domésticos, ferramentas, tecidos e gêneros alimentícios entre outros. As uvas produzidas na região eram transportadas em carroças puxadas por juntas de bois trazidas pelos próprios produtores em tonéis e cestas.

A Ferrovia é Desativada Com o decorrer dos anos, as condições da ferrovia foram se tornando precárias pelo relevo bastante acidentado que dificultava sua manutenção o que levou à sua desativação em 10 de junho de 1979. Com o desaparecimento do trem de cargas e de passageiros, surgiu a necessidade de ampliação e de melhoria nos meios de transporte rodoviário. Apareceram, então, mais linhas de ônibus que até aí somente possuía um horário a Porto Alegre e um a Garibaldi, caminhões e carros particulares em substituição ao trem e, também, os carros de bois e cavalos, muito ousados antigamente, foram desaparecendo.

A Emancipação[editar | editar código-fonte]

No início de sua formação, Barão pertencia ao município de São João de Montenegro o qual, em 1 de dezembro de 1914, transferiu a sede do 4º distrito de Badensberg para Barão elevando-o à categoria de Vila pelo Ato Municipal nº34. Em 1963, Barão foi elevado a segundo distrito, foram surgindo ideias emancipacionistas e a primeira tentativa ocorreu em 1982 quando a consulta popular deu vitória ao “Não” com uma diferença de 700 votos no plebiscito realizado. Cabe salientar que as Prefeituras envolvidas realizaram campanhas contrárias à emancipação. Todavia, o movimento reiniciou em 1986 e obteve autorização para a realização do plebiscito em 1987. Finalmente, em 24 de abril de 1988, realizou-se mais um plebiscito que deu vitória ao “Sim” com 2900 dos 3925 votos. Sua emancipação política administrativa ocorreu em 12 de maio de 1988 pelo Decreto Lei nº 8365. No mesmo ano realizaram-se as eleições para a 1ª administração do município e o primeiro prefeito foi Valério José Calliari e Bernardino Scottá o primeiro vice-prefeito, 1989/1992 seguidos de Francisco Mário Simon, prefeito e José Inácio Heinzmann, vice-prefeito (1993/1996), Valério José Calliari prefeito e vice, João Paulo Debacker em 1997/2000. Na gestão de 2001/2004 prefeito João Paulo Debacker e vice, Plínio Schneider. Durante a gestão 2005/2008, esteve a frente do Executivo Municipal, Cláudio Ferrari como prefeito e Francisco Mário Simon vice. Cláudio Ferrari foi reeleito como prefeito para a Gestão 2009/2012 tendo como vice Tercílio Anselmini. Para a gestão 2013/2016, foi eleito Jefferson Schuster Born como prefeito e José Flach como vice-prefeito. Na gestão 2017/2020, Cláudio Ferrari e Tercílio Anselmini venceram os então atuais prefeito e vice, Jefferson e Flach. Cláudio Ferrari torna-se assim o primeiro prefeito a ser eleito para 3 mandatos frente à prefeitura municipal de Barão. A Câmara Municipal é composta por nove vereadores.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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