Bloodsport

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Bloodsport
Força Destruidora (PT)
O Grande Dragão Branco (BR)
Pôster promocional
 Estados Unidos
1988 •  cor •  92 min 
Direção Newt Arnold
Produção Mark DiSalle
Yoram Globus
Menahem Golan
Roteiro Christopher Cosby
Mel Friedman
Sheldon Lettich
Elenco Jean-Claude Van Damme
Donald Gibb
Leah Ayres
Bolo Yeung
Forest Whitaker
Norman Burton
Música Paul Hertzog
Cinematografia David Worth
Edição Carl Kress
Companhia(s) produtora(s) Golan-Globus
Distribuição The Cannon Group
Lançamento Estados Unidos 26 de fevereiro de 1988
Portugal 18 de novembro de 1988
Brasil 9 de dezembro de 1988
Orçamento US$ 1.5 milhões[1]
Receita US$ 65 milhões[2]
Cronologia
Bloodsport II: The Next Kumite
Página no IMDb (em inglês)

Bloodsport (O Grande Dragão Branco (título no Brasil) ou Força Destruidora (título em Portugal)) é um filme norte-americano de artes marciais de 1988, dirigido por Newt Arnold e estrelado por Jean-Claude Van Damme, Roy Chiao, Donald Gibb e Leah Ayres. O filme é parte ficção e parte com base em alegações feitas pelo artista marcial Frank Dux.[3][4][5] Ele vendeu bem na bilheteria, arrecadando $11,806,119 internamente com um orçamento de $1,500,000. Bloodsport era um dos primeiros filmes estrelados por Van Damme e mostrou suas habilidades atléticas. Ele realiza inúmeras proezas físicas, tais como estilo de helicóptero, salto com chutes giratórios, e uma completa espacate.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Foi neste filme de Newt Arnold que o ator belga Jean-Claude Van Damme deu os primeiros passos da sua carreira cinematográfica nos Estados Unidos, precisamente numa história baseada em acontecimentos verídicos. Van Damme é Frank Dux, um jovem treinado em Ninjutsu que aprendeu os rudimentos das artes marciais através dos ensinamentos do seu mestre Senzo Tanaka. E será precisamente num tributo à Senzo que Frank aceita participar do famoso, exigente, mortífero e clandestino torneio Kumite, em Hong Kong, tornando-se assim o primeiro ocidental a ganhar aquela competição.[6]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

O verdadeiro Frank Duk

trabalhou como coordenador das lutas no filme. Entre 1975 e 1980 ele participou de 329 lutas, sem ter sido derrotado.[7] Quando Jean-Claude Van Damme foi contratado, Frank Dux disse que ele não estava na forma adequada para o papel. Desta forma o colocou em um programa de treinamentos de três meses, classificado pelo ator como "o treinamento mais difícil de sua vida".[7] Frank Dux afirmou não ser muito fã das habilidades de Van Damme: “Ele é um lutador OK e um grande exibicionista. Ele queria um papel no filme e estava ansioso. Ele quase deslocou seu ombro tentando fazer algo que não sabia: "Eu o treinava três vezes por semana e o ensinei a lutar nos filmes. Aprendemos juntos a deixa-lo bem nas telas".[8] Frank Dux narra uma cena de bastidores onde brigou de verdade com Jean-Claude Van Damme: "Estávamos ambos malucos. Eu falei pra ele me encontrar no topo do Hotel Victoria que eu o mostraria quem era o campeão. Falei para lutarmos em uma plataforma que não tinha mais que 40 cm de largura, a 60 andares de altura. Eu dei um chute giratório e encarei ele. ‘Frank, você é louco’, ele disse. Depois disso fomos jantar e ele nunca mais levantou a voz para mim. Mesmo quando eu o levei ao tribunal".[8] Mesmo após o término das filmagens, Bloodsport corria o risco de jamais ser lançado. Foi o próprio Jean-Claude Van Damme quem ajudou na edição, sem ser creditado pela função[7] e Jean Claude Van Damme sempre levava seu cão, Buffy, ao set de filmagem.[8] Posteriormente, Frank Dux diz que não assiste ao filme. "Para mim é só uma memória. Fico orgulhoso".[8] Frank Dux admitiu que não conheceu seu mestre ao invadir sua casa, como conta o filme. “Isso foi o roteirista tomando liberdade na história. Quase entrei na Justiça por causa disso. Foi desrespeitoso”.[8] Mas a cena onde Van Damme fica cego durante a luta teria acontecido de verdade, segundo Dux: "Quando você está em uma situação desesperada como esta, você precisa encontrar seu nirvana para entrar na luta novamente".[8] Na luta contra Pumola, quando Van Damme o atinge na área genital, Dux explica que na realidade o soco era na bexiga: "Ficou parecendo isso por causa do ângulo".[8] O lutador Dux diz que parte de seu sucesso como lutador se deu em função de um problema físico. Quando era pequeno, teria nascido com os pés tortos e usado aparelhos para correção. “Isso me acostumou com a dor”.[8] Segundo Frank Dux, não havia nenhum dublê no filme: “Não estávamos pagando por nenhum dublê. Quando fizemos o casting, não era necessário saber artes marciais, mas todos tinham que aprender a levar um soco. Muitos dos caras eram especialistas em dança”.[8]

O jogo de luta que Jean-Claude Van Damme e Donald Gibb competem é o jogo de arcade Karate Champ.[7]

A maioria das falas de Bolo Yeung é idêntica às de Bruce Lee em Operação Dragão (1973), onde Yeung também aparece.[7]

Paulo Tocha, intérprete do lutador de Muay Thai chamado Paco, posteriormente se tornou campeão da luta.[7]

O Dim mak, ou toque da morte é um movimento lendário no folclore das artes marciais chinesas, foi utilizado de forma fictícia por Jean-Claude Van Damme no filme. O Dim mak é um ataque sob pressão onde o agressor acerta rapidamente e várias vezes diversas partes do corpo da vítima. Sua aplicação resultaria em espasmos e paralisia muscular, vários ossos quebrados e poderia levar à morte. A personagem Jade Fox, interpretada por Cheng Pei-pei em O Tigre e o Dragão (2000), aplica este golpe.[7]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

A trilha sonora de Bloodsport foi composta por Paul Hertzog, que também compôs outro filme de Jean-Claude Van Damme intitulado Kickboxer. A trilha sonora contém as canções "Fight to Survive" e "On My Own", ambas realizadas por Stan Bush. Canções de Bush são substituídos na trilha sonora com versões alternativas cantadas por Paul Delph, que foi nomeado para um Grammy para este trabalho. O filme toca a música "Steal the Night" de Michael Bishop durante uma cena em que Dux enfrenta Helmer e Rawlins. A canção não foi liberada até meados dos anos 2000, como um único contendo uma versão vocal e instrumental. Em 26 de junho de 2007, Perseverance Records lançou uma edição limitada do CD da trilha sonora, incluindo, pela primeira vez, as versões originais das canções de Stan Bush do filme.

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Bloodsport foi lançado na Região 1 de DVD pela Warner Home Video em 1 de outubro de 2002. e mais tarde foi lançado em Blu-ray, como uma sessão dupla com Timecop.

O filme era rentável, atraindo $11.7 milhões para os EUA de bilheteria.[9]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Bloodsport tem recepção mista por parte da crítica especializada. Possui tomatometer de 33% em base de 18 críticas no Rotten Tomatoes, a média foi de 4.3/10. Tem 76% de aprovação, por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.[10] Leonard Klady do Los Angeles Times, escreveu: "Hacking através da selva de clichê e reservatório de atuação ruim em Bloodsport [...] algumas partidas muito emocionantes".[11]

Van Damme foi indicado ao Framboesa de Ouro de Pior Nova Estrela.[12]

Legado[editar | editar código-fonte]

Sequências[editar | editar código-fonte]

Bloodsport foi seguido por três continuações: Bloodsport II: The Next Kumite (1996), Bloodsport III (1997) e Bloodsport 4: The Dark Kumite (1999). Eles foram liberados diretamente em vídeo, e Jean-Claude Van Damme não aparece.

Remake[editar | editar código-fonte]

Um remake do Bloodsport é planejado. Phillip Noyce foi anexado para dirigir um roteiro escrito por Robert Mark Kamen. Screen Daily, explica: "A história seguirá um americano que vai para o Brasil para se recuperar da violência que ele sofreu no Afeganistão que se envolve em um concurso de artes marciais".[13] Em 24 de julho de 2013, Relativity Media vai fazer a reinicialização com James McTeigue na direção e será filmado na Austrália e Brasil.[14]

Referências

  1. «Bloodsport». The Numbers. Consultado em 17 de junho de 2014 
  2. «Bloodsport (1988)». Box Office Mojo. Consultado em 8 de setembro de 2010 
  3. «LA Times exposé». Articles.latimes.com. 1 de maio de 1988. Consultado em 24 de outubro de 2012 
  4. Richards, David (4 de setembro de 1994). «FILM; Jean-Claude Van Damme, the, uh, Actor?». The New York Times. Consultado em 8 de agosto de 2010 
  5. Cater, Dave (maio de 1987). «Bloodsport – The Ultimate Martial Arts Movie». Inside Kung Fu Presents The Complete Guide To Ninja Training: 38–47 
  6. «Bloodsport». Filmow. Consultado em 30 de março de 2014 
  7. a b c d e f g «O Grande Dragão Branco». AdoroCinema. Consultado em 27 de outubro de 2014 
  8. a b c d e f g h i «O Grande Dragão Branco». Terra Networks. Consultado em 27 de outubro de 2014 
  9. LEONARD KLADY (8 de janeiro de 1989). «Box Office Champs, Chumps : The hero of the bottom line was the 46-year-old 'Bambi' - Page 2». Los Angeles Times. Consultado em 23 de julho de 2012 
  10. «Bloodsport» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 30 de março de 2014 
  11. Klady, Leonard (29 de fevereiro de 1988). «'Bloodsport': A Blow for Cliches». Los Angeles Times. Consultado em 10 de setembro de 2010 
  12. «1988 Archive». Golden Raspberry Awards. Consultado em 11 de outubro de 2014 
  13. Goodridge, Mike (17 de maio de 2011). «Pressman signs Noyce for Bloodsport; lands Venice slot for Moth Diaries». Screen Daily 
  14. Relativity Reboots Jean-Claude Van Damme’s ‘Bloodsport’ (EXCLUSIVE)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]