Célia Metrass

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Célia Metrass
Nascimento 1950 (71 anos)
Lisboa
Cidadania Portugal
Alma mater
Ocupação escritora, relações públicas
Empregador Profabril

Célia Maria da Silva Gutierrez Metrass (Lisboa, 1950)[1][2] é uma ativista feminista portuguesa, co-fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres (MLM), o primeiro movimento de mulheres em Portugal pós-25 de Abril.[3]

Foi co-autora do livro ‘Aborto, direito ao nosso corpo’ em 1975.[4][5]

Percurso[editar | editar código-fonte]

Ainda na década de 60, Célia fez parte do segundo grupo de alunos a estudar no Curso Superior de Relações Públicas e Publicidade, no Instituto Superior das Novas Profissões (INP). Completou mais tarde a sua formação académica com uma Pós graduação em Teoria da Comunicação, pela Universidade Complutense de Madrid.

Em 1969 ela iniciou sua carreira profissional na área das Relações Públicas em 1969 na PROFABRIL. A partir dos finais da década de 70, Célia trabalhou no sector das telecomunicações e participou, desde muito cedo, e de forma ativa, nos movimentos feministas.[2]

Ela escreveu o primeiro — e por mais de uma década o único — livro acadêmico sobre aborto em Portugal, Aborto, direito ao nosso corpo, publicado em 1975 com uma das fundadoras do Movimento de Libertação das Mulheres, Maria Teresa Horta, e com Helena de Sá Medeiros. Na mesma época viajou pelo país a fazer muitas entrevistas, a falar com mulheres sobre casos de violência doméstica.[6]

Em 13 de Janeiro de 1975, ela também foi uma das mulheres que participou da primeira manifestação feminista em Portugal e, em 2010, participou da manifestação do Parque Eduardo VII em Lisboa para relembrar essa primeira manifestação pelos direitos da mulheres.[7][8][9]

É mãe da atriz Joana Metrass.[6][10]

Obra[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Desemprego e educação em casa preocupam as feministas de hoje - DN». www.dn.pt. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  2. a b «Célia Gutierrez Metrass – AMOPC». Consultado em 9 de novembro de 2020 
  3. Lopes, Maria. «Feministas querem obra de arte no Parque Eduardo VII para recordar manifestação». PÚBLICO. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  4. «Manuela Tavares sobre despenalização do aborto: "Para nós, Guterres ficou para sempre marcado"». Semanario SOL. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  5. «Manuela Tavares sobre despenalização do aborto: "Para nós, Guterres ficou para sempre marcado"». ionline. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  6. a b «"Eu gosto muito de meninas e não quero ter que lhes bater." A história sobre violência doméstica que comove Joana Metrass». Máxima. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  7. «Desemprego e educação em casa preocupam as feministas de hoje - DN». www.dn.pt. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  8. Lopes, Maria. «Feministas querem obra de arte no Parque Eduardo VII para recordar manifestação». PÚBLICO. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  9. «Feministas voltam ao Parque Eduardo VII». Esquerda. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  10. «Caras | Joana Metrass tem feito sucesso nos Estados Unidos». Caras. 22 de janeiro de 2016. Consultado em 9 de novembro de 2020 
  11. Lda, Bibliosoft (9 de novembro de 2020). «biblioNET OPAC». Biblioteca Municipal de Sintra. Consultado em 9 de novembro de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Feminae: dicionário contemporâneo. Esteves, João; Osório de Castro, Zília (dir.) e Soares de Abreu, Ilda; Stone, Maria Emília Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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