Cólera (banda)

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Cólera
Cólera ao vivo em São Paulo, 1985
Informação geral
Origem São Paulo, Brasil
Gênero(s) Punk rock
Hardcore punk
Período em atividade 1979–atualmente
Gravadora(s) Ataque Frontal
Devil Discos
Integrantes Val

Pierre, Fábio, Wendel

Ex-integrantes Helinho, Fábio Bossi, Nikima,Kiko, Redson

Cólera é uma banda brasileira de punk rock formada em 1979.

História[editar | editar código-fonte]

Formada em 1979, no distrito do Capão Redondo, pelos irmãos Redson Pozzi (baixo e voz) e Carlos "Pierre" Lopes Pozzi (bateria e voz) acompanhados de Kinno (vocal) e Hélinho (guitarra), o Cólera se tornaria uma das bandas de maior longevidade no cenário punk brasileiro.

Inicialmente influenciada pelo existencialismo rústico da [[Vila Carolina no bairro do Limão (SP). O início do punk no BrasiL, as letras traziam um pouco das ideias do Condutores de Cadáver, banda da qual Hélinho participou. Hélio escrevia versos como "agitação, revolução, destruição eu quero ver", algo que na fase madura da banda seria trocado por "Pela paz em todo o mundo".

O resgate da produção musical desse período da banda, seria feito em 2006 o disco Primeiros Sintomas, álbum com letras surrealistas bem no início da banda.

Por volta de 1981, Hélio e Kinno saem da banda, e entra Valdemir "Val" Pinheiro assumindo o Baixo e Redson foi para a Guitarra e vocal.

A partir daí o Cólera encontrou sua mensagem numa postura pacifista, antimilitarista e ecológica.

Em 1982, participaram da compilação Grito Suburbano com as bandas Inocentes e Olho Seco.

Nesse mesmo ano, participam do festival O Começo do Fim do Mundo no SESC Pompéia em São Paulo, e participam das compilações internacionais em K7 Punk Is... e Hardcore or What? do selo XCentric Noise Records.

Em 1983, Redson cria o selo Estúdios Vermelhos e lança a compilação SUB, que conta com o Cólera, além das bandas Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado. Nesse mesmo ano, participam do álbum-compilação internacional Beating the Meat do selo XCentric Noise Records.

Em 1984, lançam a demo-tape 1.9.9.2..

Em 1985, Redson muda o nome do selo para Ataque Frontal e lança o álbum de estréia do Cólera, Tente Mudar o Amanhã.[1] No mesmo ano o show de lançamento do álbum no Lira Paulistana é gravado, e sai no formato split-LP com a banda Ratos de Porão e o selo também lança a compilação Ataque Sonoro que inclui músicas da banda.

Em 1986, lançam o álbum Pela Paz em Todo Mundo, que foi um recordista de vendas em se tratando de um produção independente: 85 mil cópias[1] , e participam da compilação internacional Empty Skulls, vol. 2 do selo Fartblossom Enterprizes. Também sai pelo selo Hageland Records, o EP Dê o Fora.

Em 1987, lançam o EP É Natal!!? e tornaram-se a primeira banda de punk rock do Brasil a excursionar pela Europa, num circuito alternativo, pelo underground punk europeu[1] , tocando em squats com bandas como a alemã Inferno e a inglesa Disorder, entre outras.

Voltam para o Brasil sem dinheiro e param de lançar seus álbuns independentes. Isso faz com que os próximos álbuns só saiam em 1989, quando foi lançado o álbum ao vivo European Tour '87 e o vídeo 20 Minutos de Cólera, ambos com gravações dos shows da turnê européia, lançados pela A. Indie Records. Também é lançado esse ano, o álbum de estúdio Verde, Não Devaste! pela Devil Discos.[1] Durante esse intervalo entre os álbuns fazem diversos shows com a banda brasiliense Plebe Rude.

Em 1992, é lançado o álbum Mundo Mecânico, Mundo Eletrônico[1] pela Devil Discos, que conta com a regravação da música "1.9.9.2." do primeiro álbum.

Somente em 1998, foi lançado um novo álbum, Caos Mental Geral.[1]

Em 2000, a banda ficaria em evidência com a regravação da música "Medo" pelo Plebe Rude em seu álbum ao vivo Enquanto a Trégua não Vem, e pela regravação da música "Quanto Vale a Liberdade?" pelos Inocentes em seu álbum O Barulho dos Inocentes.[1]

Em 2002, é lançado o álbum 20 Anos ao Vivo, e em 2004 o álbum de estúdio Deixe a Terra em Paz!.[1]

Em 2006, é lançado o álbum Primeiros Sintomas com gravações de 1979 e 1980. Nesse ano, o baixista Fábio sai da banda, sendo subtituido pelo antigo baixista, Val.[1]

Em 2008, fizeram outra turnê européia, comemorando os 29 anos de banda.[1]

Em 2009, deram início a turnê 30 Anos Sem Parar! pelo Brasil, comemorando os 30 anos de banda.[1]

A morte de Redson[editar | editar código-fonte]

Na madrugada de 27 de setembro de 2011, por volta das 00:30 hs, foi informada a morte de Redson, que segundo a fotógrafa da banda Renata Lacerda, veio a falecer devido à uma hemorragia interna, causada por uma úlcera no exôfago.

Em 2012 alguns meses após a morte de Redson, a banda anuncia um novo vocalista e resolve seguir em frente. O escolhido é Wendel Barros ex-roadie e também vocalista da banda Sociedade Sem Hino aluno e amigo de Redson Pozzi. Bem aceito, o novo vocalista se encaixa perfeitamente de acordo com os antigos parâmetros da banda. Em 2013 a banda segue em frente participando concertos e festivais de extrema importância para o cenário independente.

Em 2014 a banda passa por mais uma reformulação, entra Fábio Belluci assumindo a guitarra no lugar de Cacá Saffioti. Com sangue novo demonstra que veio pra fazer a diferença e gravar novo álbum Acorde Acorde Acorde que está em produção e a banda pretende fazer lançamento no final de 2015.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

EPs[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • Ataque Frontal (LP, 2000, Order & Progress Records) [Bootleg]
  • Grito Suburbano - The Best of (CD e LP, 2004, Dirty Faces)
  • Primeiros Sintomas (CD, 2006)

Compilações[editar | editar código-fonte]

  • Grito Suburbano (LP, 1982, Punk Rock Discos)
  • Punk Is... (K7, 1982, Xcentric Noise Records)
  • Hardcore or What? (K7, 1982, Xcentric Noise Records)
  • SUB (LP, 1983, Estúdios Vermelhos)
  • O Começo do Fim do Mundo (LP, 1983, SESC)
  • Volks Grito (LP, 1984, Vinyl Boogie)
  • Beating The Meat (LP, 1984, Xcentric Noise Records)
  • Tropical Viruses #1 (K7, 1984, BCT)
  • Tropical Viruses #2 (K7, 1984, BCT)
  • Ataque Sonoro (LP, 1985, Ataque Frontal)
  • Empty Skulls, vol.2 (LP, 1986, Fart Blossom Enterprises)
  • Let's Get Pissed - It's Christmas, vol. 2 (LP, 1986, Cult Records)
  • Bunker (7" EP, 1987, Bunker Musyk)
  • 1984, The Third Sonic World War (2xLP, 1988, New Wave Records)
  • Tributo ao Olho Seco (CD, 2000, Redstar Records)
  • Compilação Beneficente PEA (CD, 2005)
  • Brasilian Antifascist Compilation ( CD, 2014, Corsário Discos)

Videografia[editar | editar código-fonte]

VHS[editar | editar código-fonte]

  • 20 Minutos de Cólera (1989, A. Indie Records)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]