Carbonita

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Carbonita
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Carbonita
Bandeira
Brasão de armas de Carbonita
Brasão de armas
Hino
Gentílico carbonitense [1]
Localização
Localização de Carbonita em Minas Gerais
Localização de Carbonita em Minas Gerais
Carbonita está localizado em: Brasil
Carbonita
Localização de Carbonita no Brasil
Mapa de Carbonita
Coordenadas 17° 31' 37" S 43° 0' 57" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Turmalina, Veredinha, Itamarandiba, Senador Modestino Gonçalves, Diamantina e Bocaiuva
Distância até a capital 421 km[2]
História
Fundação 3 de março de 1963
Administração
Prefeito(a) Nivaldo Moraes Santana (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [3] 1 454,935 km²
População total (IBGE/2017[4]) 9 544 hab.
Densidade 6,56 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [5]) 0,679 médio
PIB (IBGE/2008[6]) R$ 70 760,857 mil
PIB per capita (IBGE/2008[6]) R$ 6 661,10

Carbonita é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em julho de 2017 era de 9 544 habitantes.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A história de Carbonita começa em 1750, com as primeiras expedições dos bandeirantes à região, em busca da riqueza do seu subsolo. O primeiro nome do povoado, então pertencente ao município de Minas Novas, é Barreiras, em homenagem ao fazendeiro Manoel Barreiros, que doou partes de suas terras para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Em 24 de Setembro de 1862, o então povoado de Barreiras passa a pertencer ao município de Itamarandiba, como Distrito. Em 31 de Dezembro de 1943, o Distrito de Barreiras toma nova denominação e ganha o novo e definitivo nome de Carbonita. Em 3 de março de 1963, o então distrito emancipou-se, passando à cidade de Carbonita.

A Etimologia deste vocábulo vem do francês "Charbon", Carbon, que significa carvão, mais "Ita", que significa pedra em tupi-guarani, por causa da grande quantidade de carvão de pedra existente no subsolo do município. Muito da história de Carbonita pode ser encontrada no Livro "Carbonita - De ontem para hoje" do autor Benedito Lemos de Oliveira. O título descreve fatos importantes, acontecimentos e curiosidades do município durante décadas.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizada no Vale do Jequitinhonha Carbonita tem sua base econômica na produção do carvão vegetal. Outro ponto interessante sobre sua população, é a redução significativa de habitantes durante o ano, quando muitos se deslocam para cidades mais desenvolvidas para trabalhar. Ainda sobre os seus habitantes, destacam-se pela hospitalidade e a vontade coletiva de lutar por uma Carbonita melhor.

Situa-se a 421 km de Belo Horizonte e a 135 km de Diamantina, na zona do Alto Jequitinhonha, ao nordeste de Minas Gerais. A área do município é de 1.337 km², com altitude variando de 972 m (máxima) e 625 m (mínima). Na sede do município a altitude é de 672 m acima do nível do mar. Faz divisa com os municípios de Turmalina, Veredinha, Itamarandiba, Diamantina, Senador Modestino Gonçalves e Bocaiuva.

O relevo é composto por altos e baixos. Cerca de 60% é ondulado (baixa declividade, o que permite a mecanização agrícola), 30% montanhoso o que propicia o aparecimento de várias nascentes de córregos; e 10% plano, caracterizado por várzeas. Carbonita, portanto, detém 70% de suas terras adequadas para o desenvolvimento da agropecuária e o restante serve como área de reserva ambiental, mantendo o equilíbrio da natureza. O solo predominante é o latossolo vermelho-amarelo, originando potencial para o desenvolvimento de diversas atividades, tais como: pecuária de corte, café e fruticultura tropical (abacaxi, banana, cítricos, manga, maracujá, etc.).

A hidrografia é representada pelos rios Jequitinhonha ao norte, Araçuaí ao sul e Soledade ao Centro, além dos rios São João e Itacarambi. Vários córregos cortam a cidade de Carbonita: Curralinho, que era o responsável pelo abastecimento de água em todo o perímetro urbano sendo que o Rio Soledade exerce essa função atualmente, Capoeirão, Constantino, Macaúbas, Tomé, Dois Córregos, Riacho, Retiro, Jqui, Àgua Limpa, Santana, Ribeirão, etc.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1981 a 1987, 1989 a 1991 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Carbonita foi de 1,8 °C em 10 de agosto de 1989,[7] e a maior atingiu 39,2 °C em 6 de novembro de 2015.[8] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 118,2 milímetros (mm) em 4 de fevereiro de 2018. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 116,8 mm em 18 de dezembro de 2013, 113,7 mm em 21 de janeiro de 1986, 111,4 mm em 9 de novembro de 2006 e 100 mm em 10 de dezembro de 2002.[9] Dezembro de 2013, com 595,7 mm, foi o mês de maior precipitação, superando o recorde anterior de 503,2 mm em dezembro de 1989.[10]

Dados climatológicos para Carbonita
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,6 36,4 36 34,2 33,4 34 33,6 35 38,4 38,8 39,2 36,6 39,2
Temperatura máxima média (°C) 29,7 30,5 29,6 28,3 26,9 25,6 25,7 27,3 28,8 29,8 28,7 28,8 28,3
Temperatura média compensada (°C) 23,3 23,6 23,1 21,8 19,8 18 17,7 19,1 21,1 22,7 22,6 22,9 21,3
Temperatura mínima média (°C) 18,3 18,3 18,2 16,6 14 11,9 11 11,8 14,5 16,8 17,9 18,4 15,6
Temperatura mínima recorde (°C) 13 12,2 11,6 9,2 5,5 4,2 2,8 1,8 5,9 7,1 11,5 12,6 1,8
Precipitação (mm) 162,5 99,4 139,4 44,3 11,8 3,8 5 5,6 19,3 90,2 193,8 245,9 1 021
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 8 9 4 2 1 1 1 2 5 13 15 72
Umidade relativa compensada (%) 73,1 70,4 74,1 73,5 73,6 72,9 68,6 62 60,4 63 72 75,7 69,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[11] recordes de temperatura:
01/04/1981 a 31/12/1987, 01/01/1989 a 30/06/1991 e 01/01/1993-presente)[7][8]

Ecologia[editar | editar código-fonte]

A vegetação é composta de Cerrados, Campos, Matas e Pastagens, além de florestas de Eucalipto. Uma das partes importantes da vegetação carbonitense é seu uso como tratamento medicinal através de plantas (Fitoterapia). Algumas como Pata de Vaca (Bathinia Foficata), usada para os rins, depuração, prisão de ventre e diabete, Chapéu de Couro (Enchinodorus Macrophyllus), para pele, reumatismo, infecção dos rins e bexiga, pressão alta e arteriosclerose; Doradinha do Campo (Waltherea Douradinha), como diurético, eliminadora de pedras nos rins e edemas; e Cavalinha (Equisitum Arrense), para tratamento de tuberculose pulmonar, hemostáticas, digestivas, úlceras gástricas e intestinais, perda de sangue e incontinência urinária infantil e da velhice; dentre outras, são muito utilizadas em tratamentos para a população carente.

A fauna é caracterizada por aves como papagaio, gavião, siriema, coruja, canarinho, pinta silvo, sabiá, pássaro preto, bem-te-vi, joão-de-barro, periquito, jandainha, inhambú, tiriba e tucano. Os mamíferos que mais aparecem são: coelho, paca, raposa, cotia, veado, tamanduá, tatu, gambá, lobo-Guará e onça. Há ainda a presença de alguns anfíbios como lagartixas e pererecas, peixes, como por exemplo, lambari e traíra e insetos, como besouros, baratas, escorpiões e formigas.

Acesso[editar | editar código-fonte]

Vindo de Belo Horizonte, dois são os caminhos para se chegar ao município:

  • Passando por Curvelo e Diamantina, via BR-040, BR-135, BR-259 e BR-367;
  • Passando por João Monlevade, Guanhães, São João Evangelista, Coluna e Itamarandiba, via BR-381, MG-129, BR-120 e BR-451.

O transporte aéreo pode ser feito de duas formas:

  • Indo de voo comercial até ao aeroporto de Montes Claros, que fica a 210 km de Carbonita, e seguindo o resto da viagem por acesso rodoviário;
  • Existe no município uma pista com 1.200 metros de comprimento, e que possibilita a aterrisagem de pequenos aviões ou jatinhos.

Referências

  1. «IBGE Cidades@». O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2009 
  2. «Distâncias BH/Municípios». Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Consultado em 19 de agosto de 2009 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  4. a b {{citar web |url = ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2017/estimativa_dou_2017.pdf
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  7. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Carbonita». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de julho de 2018 
  8. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Carbonita». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de julho de 2018 
  9. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Carbonita». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de julho de 2018 
  10. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Carbonita». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de julho de 2018 
  11. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 8 de julho de 2018 
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