Carma (budismo)

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Carma (sânscrito: कर्मन karman, páli: कमा Kamma) significa "ação" ou "fazer"; refere-se a "Ação Intencional", tendo necessidade de volição no ato.

É uma expressão de causa e efeito natural, comumente a palavra é usada para referir tanto o ato quanto suas consequências.

No budismo, o termo carma é usado específicamente para aquelas ações que surgem de:

  • intenção mental (páli: cetana)
  • obsessões mentais

que trazem como consequência um fruto (páli, phala) ou resultado (vipāka), ou na vida presente ou num contexto de um nascimento futuro. Carma é o motor que impulsiona o ciclo de renascimentos,(saṃsāra), para cada ser.

Responsabilidade individual[editar | editar código-fonte]

No canon Pali o Buda cita entre as cinco reflexões diárias uma reflexão a ser feita em relação ao carma:

Eu sou o dono das minhas ações (kamma), herdeiro das minhas ações, nascido das minhas ações, relacionado através das minhas ações e tenho as minhas ações como árbitro. O que quer que eu faça, para o bem ou para o mal, disso me tornarei o herdeiro [1]


Entenda-se que:

  • Eu sou o dono das minhas ações: O indivíduo não pode negar sua responsabilidade no que faz
  • herdeiro das minhas ações: Colherá os frutos de suas ações
  • nascido das minhas ações:O carma condiciona o nascimento, bem como as mudanças que um indivíduo passa em sua vida

Desta maneira o Buda explicita a responsabilidade (e capacidade) dos indivíduos de dirigir seus destinos.

Linearidade[editar | editar código-fonte]

O Carma não segue necessariamente uma sequência direta, os frutos de um Carma podem demorar para amadurecerem, até mesmo o período de vidas.

Referências