Cloreto de benzalcônio

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Cloreto de benzalcônio
Alerta sobre risco à saúde
Benzalconium chloride.svg
Benzalkoniumchloride.png
Massa molar (mixture)
Número CAS 8001-54-5
Número EINECS 264-151-6
Propriedades
Densidade 0.98
Solubilidade em água very soluble
Riscos associados
Classificação UE Irritant Xi
NFPA 704
NFPA 704.svg
0
1
0
 
Frases R R21/22, R34, R50
Frases S S36/37/39, S45, S61
Ponto de fulgor 250oC
Número RTECS BO3150000
Compostos relacionados
Compostos relacionados Benzilamina
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão

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Alerta sobre risco à saúde.

Cloreto de benzalcônio pertence ao grupo de compostos de quartenário de amônia e também é conhecido como cloreto de alquil dimetil benzil amônio, cloreto de alquil dimetil (fenil metil) quartenário amônio, cloreto de alquil dimetil (fenil metil) ou cloreto de amônio alquil dimetil benzil.[1]

Apresenta-se como um pó branco ou branco amarelado, amorfo ou em forma de massa gelatinosa, de odor aromático, sabor amargo, muito solúvel em água, álcool etílico e acetona, praticamente insolúvel no éter e levemente solúvel no benzeno. Em solução aquosa, forma espuma sob agitação[2][3].

Foi sintetizado pela primeira vez em 1935 pelo químico alemão e ganhador do prêmio Nobel, Gerhard Domagk, que reportou uma ação inibitória em uma grande gama de bactérias e leveduras. Após a segunda guerra mundial, foi inicialmente comercializado com o nome de zephiran e germinal.[4].

É um desinfetante catiônico com atividade surfactante e efeito bactericida sobre bactérias gram positivas, gram negativas, fungicida e viricida para vírus envelopados[5]. Possui ação umectante e detergente com propriedades emulsificadora e germicida[6].

É utilizado em uma grande variedade de aplicações, domésticas, agrícolas, industriais e clínicas. Incluindo, por exemplo, amaciantes de tecidos, produtos de higiene pessoal e cosméticos, como xampus, condicionadores e loções, como também soluções oftálmicas e medicações que usam a via nasal.[1]

Referências

  1. a b Beatriz Merchel Piovesan Pereira, Ilias Tagkopoulos (julho de 2019). «Benzalkonium chlorides: uses, regulatory status, and microbial resistance». American Society for Microbiology. Applied and Environmental Microbiology (em inglês). 85 (13): 1-13. doi:10.1128/AEM.00377-19. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  2. Terezinha Costa Carvalho Parlato, Larceny Moreira Vital (1972). «Aplicação do cloreto de benzalcônio em centro cirúrgico: algumas experiências em laboratório». Brasilia. Revista brasileira de enfermagem. 25 (1-2): 52-69. ISSN 1984-0446. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  3. Farmacopeia Brasileira (PDF). 1 6 ed. Brasilia: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2019. p. 575 
  4. Thirumurthy Velpandian (2016). «Preservatives for Topical Ocular Drug Formulations». Pharmacology of Ocular Therapeutics. [S.l.: s.n.] p. 419-430. ISBN 978-3-319-25498-2. doi:10.1007/978-3-319-25498-2_16. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  5. Rogério Frozza, Cesar Bado, Ana Serapião Caselles (fevereiro de 2020). «Ação do cloreto de benzalcônio frente ao vírus de influenza e Newcastle». Paraná: Pubvet/ MV Valero Editora-me. Pubvet. 14 (2): 1-4. ISSN 1982-1263. doi:10.31533/pubvet.v14n2a512.1-4. Consultado em 20 de agosto de 2020 
  6. Adelmir Souza-Machado, Joana G. Valverde,José S. Santana-Junior, Lara G. Barreto, Gabriela S. Nonato, Karinn F. Hagenbeck, Denise V. Xavier, Jamile M. Brasil (2008). «Efeitos tóxicos atribuídos ao cloreto de benzalcônio sobre a mucosa nasal e atividade mucociliar» (PDF). São Paulo: Moreira Jr. Editora Médica. Revista brasileira de alergia e imunopatologia. 31 (1): 2-9. ISSN 0103-2259. Consultado em 20 de agosto de 2020 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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