Cristina de Bourbon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Cristina de Bourbon
Infanta de Espanha
Cônjuge Iñaki Urdangarin
Descendência
Juan Valentín
Pablo Nicolas
Miguel
Irene
Nome completo
Cristina Federica de Borbón y Grecia
Casa Bourbon
Pai Juan Carlos da Espanha
Mãe Sofia da Grécia
Nascimento 13 de junho de 1965 (50 anos)
Madrid, Espanha

Cristina de Bourbon (em espanhol: Cristina Federica de Borbón y Grecia) GCCGCIH (Madrid, 13 de junho de 1965) é a segunda filha dos Reis de Espanha, Juan Carlos de Espanha e Sofia da Grécia. Atualmente, ocupa o sexto lugar na linha de sucessão ao trono; atrás da sua sobrinha, a princesa Leonor; da infanta Sofia; de sua irmã mais velha, a infanta Elena, Duquesa de Lugo; e dos seus sobrinhos, Felipe e Victoria de Marichalar e Bourbon.

Nascimento e baptismo[editar | editar código-fonte]

Dona Cristina é a segunda filha do rei Juan Carlos e da rainha Sofia.

Foi batizada no Palácio de Zarzuela pelo Arcebispo de Madrid, sendo seus padrinhos Sua Alteza Real Dom Alfonso de Borbón, Duque de Cádiz, e Sua Alteza Real a infanta Dona María Cristina de Borbón y Battenberg.

Educação[editar | editar código-fonte]

Cursou os estudos secundários no Colégio Santa María del Camino, ingressando em 1984 no curso de Ciências Políticas, na Universidade Complutense de Madrid. Após a licenciatura, que obteve em 1989, seguiu para um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Nova York, que concluiu em 1990.

Em 1991, realizou um estágio na sede da UNESCO, em Paris.

Deveres reais[editar | editar código-fonte]

Realiza numerosas atividades institucionais, culturais, acadêmicas e de interesse social, tanto na Espanha como no exterior, especialmente no âmbito europeu e ibero-americano.

Como Presidente de Honra da Comissão da UNESCO, continua vinculada a esta organização internacional e os vários de seus projetos, especialmente educativos, com particular atenção as suas atividades de proteção do Patrimônio natural e artístico. Em outubro de 2001, foi nomeada pela ONU Embaixadora de Boa Vontade das Nações Unidas para a II Assembleia Mundial do Envelhecimento. É também membro do Patronato da Fundação Dalí.

Presta seu apoio a diversas entidades de caráter assistencial e participa pessoalmente dos Cursos de Vela Adaptada para pessoas com deficiências. Atualmente preside a Fundação Internacional de Vela para Deficientes, IFDS.

É Diretora de Área Social da Fundação da Caixa, tendo exercido sua função inicialmente em Barcelona e depois em Genebra, Suíça, para onde se mudou após o escândalo do Caso Nóos tornar-se público. [1]

Desde o escândalo, em 2011, a infanta vinha sendo, pouco a pouco, afastada da agenda oficial da Casa Real, uma vez que a imprensa apontava o caso como uma mancha na monarquia espanhola[2] . Ela não exerce, após a entronização de Felipe, nenhuma função em nome da instituição. [3]

Casamento[editar | editar código-fonte]

Contraiu matrimônio com Dom Iñaki Urdangarin em 4 de outubro de 1997, na Catedral Basílica de Barcelona. Com tal motivo, o rei Juan Carlos lhe concedeu o título de Duquesa de Palma de Mallorca, que lhe foi retirado a 12 de junho de 2015.

Filhos[editar | editar código-fonte]

O casal tem quatro filhos, Juan Valentín Urdangarin y Borbón, que nasceu em 29 de setembro de 1999; Pablo Nicolas Urdangarin y Borbón, que nasceu em 06 de dezembro de 2000; Miguel de Todos los Santos de Urdangarin y Borbón, que nasceu em 30 de abril de 2002; e Irene Urdangarin y Borbón, que nasceu em 05 de junho de 2005, todos nasceram em Barcelona.

Acusação de delitos fiscais e branqueamento de capitais no Caso Nóos[editar | editar código-fonte]

À infanta é arguida de um processo de alegado desvio de fundos públicos pelo instituto Nóos, presidido por Urdangarin entre 2003 e 2006, acusada de delitos fiscais e branqueamento de capitais. Foi arquivado o delito de branqueamento de capitais.[4] Na sequência do processo, foi-lhe retirado, pelo rei Felipe VI, o título de Duquesa de Palma de Mallorca a 12 de junho de 2015.[5]

Em 11 de janeiro de 2016, Cristina e mais 17 acusados do chamado Caso Nóos compareceram perante o Tribunal de Palma de Maiorca para depor. [6] Nesse dia, a defesa da Infanta pediu que seu nome fosse excluído do processo, alegando para isso a Doutrina Botín, que define que ninguém pode ser julgado unicamente por uma acusação popular (a acusação partia do sindicato Mãos Limpas, sendo que o Ministério Público da Espanha não via indícios para julgar Cristina [7] ). Mãos Limpas pedia 8 anos de prisão para a Infanta. [8]

Em 29 de janeiro saiu a decisão do Tribunal de Palma de Maiorca sobre o pedido da defesa: Cristina continuaria sendo julgada como cooperadora necessária do marido no Caso Nóos. [9] O caso Nóos desconstruiu a vida de luxo da infanta Cristina e de seu esposo, o palacete de luxo onde a infanta Cristina residia na cidade espanhola com Iñaki e os quatro filhos de ambos está à venda e agora a filha do rei Juan Carlos de Espanha pernoita em um apart-hotel onde alugou um apartamento para ficar sempre que regressa ao seu país, entretanto amigos íntimos do casal afirmam que o caso Nóos não afetou a vida do casal Cristina e Iñaki Urdangarín.[10]

Títulos e estilos[editar | editar código-fonte]

Como uma filha de um monarca espanhol, Dona Cristina está legalmente autorizado para a designação e classificação de infanta com o estilo de Sua Alteza Real.

  • 13 de junho de 1965 - Setembro 26, 1997:. Sua Alteza Real a Infanta Dona Cristina de Espanha.
  • 26 de setembro de 1997 - 11 de junho de 2015: Sua Alteza Real a Infanta Dona Cristina, Duquesa de Palma de Mallorca.
  • 11 de junho de 2015 - presente: Sua Alteza Real a Infanta Dona Cristina de Espanha [11] .

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Ascendência[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Victoria de Marichalar e Bourbon
Linha de sucessão ao trono espanhol
Sucedido por
Juan Valentín Urdangarin y Borbón
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.