Vitória Eugénia de Battenberg
| Vitória Eugénia | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Rainha Consorte da Espanha | |||||
| Reinado | 31 de maio de 1906 a 14 de abril de 1931 | ||||
| Predecessora | Maria Cristina da Áustria | ||||
| Sucessora | Monarquia abolida (Sofia da Grécia com a Restauração da Monarquia em 1975) | ||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 24 de outubro de 1887 Castelo de Balmoral, Ballater, Escócia, Reino Unido | ||||
| Morte | 15 de abril de 1969 (81 anos) Lausana, Suíça | ||||
| Sepultado em | Panteão dos Reis, Mosteiro de El Escorial, El Escorial, Espanha | ||||
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| Marido | Afonso XIII da Espanha | ||||
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| Casa | Battenberg (por nascimento) Bourbon (por casamento) | ||||
| Pai | Henrique de Battenberg | ||||
| Mãe | Beatriz do Reino Unido | ||||
| Religião | Catolicismo (anteriormente Anglicanismo) | ||||
| Brasão | |||||
Vitória Eugénia de Battenberg (nome de batismo: Victoria Eugenie Julia Ena; nome católico romano: Victoria Eugenia Cristina; Ballater, 24 de outubro de 1887 – Lausana, 15 de abril de 1969), popularmente conhecida como Ena, foi a esposa do rei Afonso XIII e Rainha Consorte da Espanha de 1906 até a proclamação da Segunda República Espanhola em 1931.
Nascida princesa alemã da Casa de Battenberg, Vitória Eugénia era filha do príncipe Henrique de Battenberg e da princesa Beatriz do Reino Unido, sendo neta da rainha Vitória. Cresceu na corte britânica e casou-se, em 1906, com Afonso XIII, após conhecê-lo em uma recepção no Palácio de Buckingham organizada pelo rei Eduardo VII. O casal teve sete filhos, dois dos quais portadores de hemofilia, doença herdada de sua avó materna.
Como rainha, Vitória Eugénia permaneceu relativamente distante do povo espanhol e foi pouco popular. Moderna e independente, praticava esportes, vestia calças masculinas e aparecia fumando em público, atitudes que a faziam ser percebida como excêntrica pela nobreza tradicional. Criticava certos costumes locais, como a tauromaquia, e ressentia-se da rígida etiqueta da corte, da infidelidade do marido e da relação tensa com a sogra, a rainha-mãe Maria Cristina. Grande parte do seu tempo na Espanha era dedicada a atividades de caridade, entre as quais se destacava a reorganização da Cruz Vermelha Espanhola. Ademais, apaixonada por joias e moda, Vitória Eugénia colecionava peças valiosas e vestia-se com criações de Cristóbal Balenciaga.
Com a proclamação da Segunda República em 1931, vivendo entre França e Inglaterra antes de se estabelecerem na Suíça. Afonso XIII, no entanto, viveu separado na Itália. Apesar da vitória dos nacionalistas na Guerra Civil Espanhola e da consolidação do regime de Franco, o trono permaneceu vago até 1975, quando seu neto Juan Carlos tornou-se rei. Vitória Eugénia retornou brevemente à Espanha em 1968 para ser madrinha de batismo de seu bisneto, o príncipe Filipe, atual rei Filipe VI. Vitória Eugénia faleceu na Suíça, em 1969, aos 81 anos, sendo inicialmente sepultada na Igreja do Sagrado Coração, em Lausana, e, posteriormente transferida, em 1985, para a Espanha, onde descansa no Panteão dos Reis, no Mosteiro de El Escorial.
Biografia
[editar | editar código]Primeiros anos
[editar | editar código]Nascimento e família
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Josefine Swoboda, 1890.
Nascida no Castelo de Balmoral, na Escócia, Vitória Eugénia era a única filha do príncipe Henrique de Battenberg e de sua esposa a princesa Beatriz do Reino Unido, a última filha da rainha Vitória e do príncipe Alberto. Vitória recebeu o nome de suas avós e de uma de suas madrinhas a ex-imperatriz Eugénia da França, viúva de Napoleão III. Entre seus familiares, era conhecida como "Ena", um antigo nome gaélico que significa Eva.[3] Vitória Eugénia foi a primeira membro da realeza britânica a nascer na Escócia desde Carlos I, em 1660,[3] sendo sucedida, em 1930, pela princesa Margarida.[4]
O pai de Vitória Eugénia era fruto de um casamento morganático, entre o príncipe Alexandre de Hesse e a condessa Julia von Hauke (mais tarde princesa de Battenberg), e apenas detinha o direito ao tratamento de "Sua Alteza Sereníssima". Entretanto, após o anúncio de seu casamento com uma filha da rainha Vitória, a soberana garantiu-lhe o direito ao tratamento de "Sua Alteza", válido apenas no Reino Unido.[5] Assim, Vitória Eugénia nasceu ostentando o título de "Princesa de Battenberg" e o direito ao tratamento de "Sua Alteza". Nascida no ano do Jubileu de Ouro da rainha, a menina foi chamada de the Jubilee baby ("A bebê do Jubileu").[6]
Foi batizada na Sala de Desenho do Castelo de Balmoral. Seus padrinhos foram a ex-imperatriz Eugénia da França, representada pela princesa Frederica de Hanôver; sua tia materna, Vitória, princesa herdeira da Prússia, representada pela duquesa de Roxburghe; sua avó materna, Júlia, princesa de Battenberg, representada pela marquesa de Ely; sua tia materna, a princesa Helena de Eslésvico-Holsácia, representada pela condessa de Erroll; seu tio paterno, o príncipe Luís de Battenberg, representado pelo conde de Hopetoun; e seu tio paterno, o duque de Edimburgo, representado por Sir Henry Ponsonby.[7]
Uma princesa na corte da rainha Vitória
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A mãe de Vitória Eugénia, a princesa Beatriz, era a filha favorita da rainha, razão pela qual a menina cresceu na corte da rainha Vitória, já que o casamento de seus pais só fora autorizado sob a condição de que o casal vivesse ao lado da soberana em tempo integral, sem residência própria. Assim, Vitória Eugénia passou a infância entre as residências reais de Buckingham, Windsor, Sandringham, Balmoral e Osborne, na Ilha de Wight.[3] Seu pai, que possuía poucas obrigações além dos deveres domésticos, supervisionou pessoalmente sua educação. Por sugestão dele, durante a infância e até a chegada de tutores homens para seus irmãos, ela recebeu a mesma formação que eles, desenvolvendo gosto por diversos esportes, especialmente a equitação.[3]

Aos seis anos, nos arredores de Osborne, Vitória Eugénia sofreu uma concussão ao cair de um pônei e bater a cabeça no chão. Os médicos da rainha Vitória observaram sintomas considerados perigosos, como evidentes sinais de pressão cerebral e a possibilidade de hemorragia. Sua tia, a imperatriz da Alemanha, escreveu que "isto é tão doloroso qu não consegue retomar sua consciência ou abrir seus olhos."[8]
Em 6 de julho de 1893, Vitória Eugénia atuou como dama de honra no casamento de seu primo, o duque de Iorque, futuro rei Jorge V, com a princesa Vitória Maria de Teck.[9] A partir dos sete anos, passou a acompanhar a avó em suas estadias de primavera no sul da França. Em 1896, seu pai faleceu em decorrência de malária, contraída durante uma expedição militar à África Ocidental.[3][10]
Após a morte do pai, a família aproximou-se ainda mais da rainha. A própria Vitória Eugénia enfatizou posteriormente a disciplina e a pontualidade que adquiriu nesse período. Paradoxalmente, foi também então que teve início uma de suas grandes paixões, o apreço por joias, enquanto admirava as peças pertencentes à avó e acompanhava os preparativos finais para sua estreia pública.[3] Muito próxima da avó, a rainha, Vitória Eugénia era considerada sua neta predileta e por ela chamada de the little treasure ("o pequeno tesouro").[8] Vitória Eugénia recordaria a avó como "uma segunda mãe", descrevendo-a como "afetuosa, porém extremamente rigorosa, com concepções ultrapassadas sobre a educação infantil".[11] Vitória Eugénia também recordou que, certa vez, ao dizer "já é hora de irmos para a cama", foi corrigida pela avó, que lhe advertiu que uma princesa deveria dizer "já é hora de eu me retirar".[8]
Morte da avó e encontro com o rei da Espanha
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Após a morte da avó, a rainha Vitória, em 1901, a vida de Vitória Eugénia mudou de forma significativa, marcada pela transferência da família para o Palácio de Kensington, em Londres.[3] Na capital britânica, passou a desfrutar de maior liberdade.[3] Nos anos seguintes, visitou sua madrinha, a ex-imperatriz Eugénia, na França, e realizou uma longa viagem ao Egito.[3]

Em 1905, Vitória Eugénia recebeu uma proposta de casamento do grão-duque Boris Vladimirovich da Rússia.[12][3] Ambos tinham se conhecido dois anos antes na Ilha de Wight.[12] A princesa, que tinha na altura apenas dezessete anos, iniclamente aceiotu mas sua pouca idedade resultou no adiamento do enlace até seu debute na sociedade.[12][3] No entanto, a essa altura ela já havia se esquecido de Boris e na temporada seguinte conheceu seu futuro marido.[12][3] Embora tivesse sido autorizada a aparecer em público durante as celebrações da coroação de seu tio, o rei Eduardo VII, sua estreia formal na sociedade só ocorreu em 1905, em um esplêndido baile oferecido pelo rei no Palácio de Buckingham.[3] Nesse mesmo ano, aconteceria o evento crucial de sua vida: seu encontro com o rei Afonso XIII da Espanha.

Afonso XIII era um jovem de dezenove anos que reinava na Espanha há três anos. Em 27 de maio de 1905, embarcou em sua primeira viagem ao exterior, com destino a Paris e Londres, com o objetivo de reafirmar a adesão da Espanha à Entente, assinada pela França e pelo Reino Unido em 1904. Essa adesão buscava tirar a Espanha do perigoso isolamento internacional em que havia caído após 1898 e representava uma mudança significativa na política externa do país, deslocando-se da aliança com a Alemanha, vigente nas últimas décadas do século XIX, para a amizade com França e Inglaterra.[3] Além disso, a viagem à Inglaterra de um jovem rei solteiro, cuja expectativa era que em breve se casasse e desse herdeiros à Coroa, tinha também o propósito de permitir que conhecesse jovens princesas da família real britânica.[3]
Especificamente, os governos britânico e espanhol discutiram a possibilidade de um casamento com a princesa Patrícia de Connaught, neta da rainha Vitória.[3][13] A rainha-mãe Maria Cristina, que ainda exercia considerável influência sobre o filho, teria preferido uma noiva católica e oriunda da Europa Central, para reforçar os laços tradicionais da Espanha com a Alemanha e a Áustria.[3] O rei, por sua vez, declarou que só se casaria com uma mulher que amasse. Pessoalmente, Afonso XIII sentia uma forte atração pela Inglaterra, embora não dominasse bem o idioma.[3]
Após sua estadia em Paris, o rei chegou a Londres em 5 de junho de 1905, permanecendo na capital britânica por cinco dias. O relacionamento com a princesa Patrícia de Connaught mostrou-se inviável, pois ela já estava envolvida romanticamente.[3] Entretanto, durante as celebrações e festividades oficiais, Afonso XIII conheceu e se apaixonou por outra neta da rainha Vitória, a jovem Vitória Eugénia, então com dezessete anos. Sobre ela, Azorín, correspondente do ABC em Londres, comentou ser impossível "imaginar uma garota mais bela, mais delicada e espiritual do que essa princesa loira".[3]
Nos meses seguintes, ambos mantiveram correspondência regular na qual declararam seus sentimentos.[3] Em novembro de 1905, Afonso XIII visitou Berlim e Viena, onde conheceu outras princesas, mas sua decisão já estava tomada.[3] Após obter a aprovação de Eduardo VII e de sua mãe, Vitória Eugénia demonstrou satisfação com a possibilidade de tornar-se rainha da Espanha.[3] Depois de encontros realizados em Biarritz e em San Sebastián, em janeiro de 1906, o compromisso foi oficialmente anunciado.[3]
Casamento
[editar | editar código]Uma noiva controversa
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A rainha-mãe Maria Cristina não era favorável à união entre seu filho e Vitória Eugénia devido às origens consideradas plebeias do ramo Battenberg. Além disso, a princesa possuía apenas o tratamento de "Alteza Sereníssima", considerado inferior por Maria Cristina.[14] Ela chegou a confrontar o filho, afirmando que "os Battenberg traziam ao mundo filhos doentes que não sobreviviam à primeira infância".[14] Apesar da oposição, em 9 de março de 1906, a família real espanhola anunciou o noivado entre o rei Afonso XIII e a princesa Vitória Eugénia.[15] A notícia gerou preocupação entre o povo e setores do clero espanhol, já que a noiva era protestante, de categoria considerada insuficiente e supostamente possuía ascendência judaica por meio de sua avó paterna, Julia von Hauke.[16][17]


Vitória Eugénia foi obrigada a converter-se ao catolicismo.[18] Foi rebatizada na diocese católica de Nottingham e na Igreja de São Sebastião de Madrid, dois dias antes do casamento.[19] Ela recebeu o nome católico romano de "Victoria Eugenia Cristina":[1][2][20]
"Eu, Vitória Eugénia de Battenberg, tendo diante dos olhos os Santos Evangelhos, que toco com a minha mão, e reconhecendo que ninguém pode ser salvo sem a fé que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana mantém, acredita e ensina, contra a qual me arrependo profundamente de ter falhado, considerando que defendi e acreditei em doutrinas opostas aos suas ensinamentos; Agora, para a assistência da graça de Deus, declaro e professo que creio na Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, que é a única verdadeira Igreja estabelecida na terra por Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem eu Eu me submeto de todo o coração; E acredito firmemente em todos os artigos que ela submete às minhas crenças, e eu nego e condeno tudo o que ela nega e condena, estando pronta para obedecer a tudo o que ela me ordenar. E eu confesso especialmente que acredito: Em um só Deus, em três pessoas divinas, cada uma delas distinta e igual: isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo; Na doutrina católica da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e da união pessoal das duas naturezas, a divina e humana. A maternidade divina da bem-aventurada Maria, ao mesmo tempo que sua virgindade sem falha, e também sua concepção imaculada; Na verdadeira presença real e substancial do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como de sua alma e divindade no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Os sete sacramentos trazido por Jesus Cristo para redenção da humanidade, isto é, o Batismo, a Confirmação, a Sagrada Eucaristia, a Penitência, Extrema Unção, Ordem Sacerdotal e o Matrimônio. E eu também acredito no Purgatório, na ressurreição dos mortos e na vida eterna; Na supremacia, não apenas honorária, mas também o poder efectivo do Romano Pontífice, sucessor na terra de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, Vigário de Jesus Cristo; Na veneração dos Santos e suas imagens, a autoridade das tradições apostólicas e católicas da Sagrada Escritura, que não devemos interpretar, entendendo-os apenas no sentido da nossa santa mãe, a fé católica, que nos obriga a acreditar porque é só ela a quem pertence julgar seu significado e sua interpretação. E, em fim, de toda outra coisa que foi decidido e declarado pelos Cânones Sagrados e pelos Concílios Gerais, especialmente pelo Santo Concílio de Trento e pelo Concílio Ecumênico do Vaticano. Com um espírito sincero, portanto, com uma fé verdadeira, detesto e abomino todo erro, heresia e seita contrária segundo a Igreja Católica, Apostólica e Romana. Que Deus me ajude assim como os Evangelhos Sagrados que toco com a minha mão".
— Ato de abjuração de abjuração de Vitória Eugénia na íntegra.[21]
Seu tio, Eduardo VII, concedeu-lhe o tratamento de "Sua Alteza Real" em 3 de abril de 1906. O contrato matrimonial foi assinado em Londres no dia 7 de maio de 1906.[22]
Cerimônia e atentado
[editar | editar código]Vitória Eugénia casou-se com Afonso XIII na Igreja de São Jerônimo, o Real, em Madrid, em 31 de maio de 1906.[23][24][25][26] Sua mãe, irmãos e primos, entre eles o príncipe e a princesa de Gales, herdeiros do trono britânico, estavam presentes.[27][28]
Após a cerimônia de casamento, quando o séquito real se dirigia ao Palácio Real de Madrid, o casal – que retornava em uma carruagem aberta – atravessava a famosa Calle Mayor quando sofreu um atentado orquestrado pelo anarquista Mateo Morral. Da sacada do número 88 dessa via, quase em frente ao Palácio da Capitania-Geral, ele lançou uma bomba envolta em um ramalhete de rosas contra a procissão.[27][29] A carruagem real foi destruída. Vitória Eugénia só se salvou porque, no exato momento da explosão, moveu-se dentro da carruagem em direção à Igreja de Santa Maria, que o marido a convidara a admirar.[29] Apesar de não ter se ferido, seu vestido ficou manchado com o sangue dos guardas reais mortos ao lado do veículo.[27] O rei e a rainha, cobertos de sangue, tiveram de continuar a viagem em um dos carros da escolta. O baile previsto foi cancelado, mas o jantar com os convidados naquela mesma noite foi mantido. A recepção oficial também ocorreu no dia seguinte.[3] A chegada de Vitória Eugénia ao Palácio Real foi, segundo o testemunho da tia do rei, a infanta Eulália, "como um desabrochar de juventude, graça e sorriso na austera corte madrilenha".[3] Posteriormente, uma estátua foi inaugurada em frente ao Mosteiro Real de São Jerônimo para honrar a memória das vítimas do atentado.[30]

Posteriormente, o compositor espanhol Fernando Moraleda Bellver escreveu uma canção sobre o atentado:[31][32]
| “ | O rei se casa e o povo enlouquece, porque é costumeiro e o rei assim merece. Olhem para os dois, felizes e apaixonados, Foi uma bomba, lançada por Morral, Rei Afonso, Rei da Espanha, Que perdoe o arminho, que foi de sangue |
” |
Rainha da Espanha
[editar | editar código]Uma rainha moderna
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A pintura foi comissionada com o objetivo de retratar uma rainha de origem inglesa vestida com trajes tradicionalmente espanhóis, destinada a ser oferecida à família real britânica. Entretanto, o retrato não foi bem recebido.[33]
Apesar do pouco auspicioso começo do seu reinado, Vitória Eugénia promoveu uma profunda transformação nos costumes e no protocolo da corte espanhola, que haviam se tornado cada vez mais severos e rígidos durante a regência de Maria Cristina de Habsburgo. Com sua atuação, a corte de Madrid passou a ser descrita como alegre e descontraída, animada e frívola, além de moderna e luxuosa.[3] A influência de Vitória Eugénia ultrapassou os limites do palácio. Segundo a infanta Eulália, desde a chegada da rainha à Espanha "ela se tornou a principal referência da moda madrilenha, exercendo sobre a moda e sobre a vida das mulheres espanholas um papel de modernização e europeização."[3] No âmbito da vida palaciana, a rainha-mãe continuou a residir no palácio, porém adotou uma postura discreta, mantendo-se em segundo plano e recolhendo-se aos aposentos privados.[3] A infanta Isabel, tia mais velha do rei e conhecida como la Chata ("a chata"), mudou-se para uma mansão próxima, situada na Rua Quintana.[3] Vitória Eugénia introduziu inovações materiais e sociais no palácio, como a instalação de aquecimento central e de um cinematógrafo no Salão das Colunas, onde filmes eram exibidos à noite para a família real.[3] Também instituiu o hábito do chá das cinco horas, costume que mantinha em particular com o rei.[3]

Entretanto, Vitória Eugénia acabou ficando isolada do povo espanhol e conquistou pouca popularidade em seu novo país.[34] Considerada uma rainha moderna para a época — não se importava em ser vista fumando em público, vestia calças masculinas e praticava esportes —,[35] ela não apreciava o conservadorismo religioso espanhol nem os hábitos da corte. Mais tarde, confidenciou à então noiva de seu neto Juan Carlos, a princesa Sofia da Grécia, que se via forçada a participar de eventos que não desejava e a fingir apreço por costumes espanhóis que não gostava, como a tauromaquia,[36] chegando a afirmar que se tratava de "um espetáculo cruel próprio de um povo atrasado como o espanhol".[37] Quando a princesa grega comentou que ninguém a obrigaria a assistir às corridas de touros, Vitória Eugénia respondeu: "Não tem como recusar, eles te obrigarão."[37]
Apesar de, no campo da política externa, seu casamento com o rei da Espanha ter reforçado a orientação franco-britânica adotada em 1904 — como se evidenciou na Conferência de Algeciras, em 1906, e na assinatura dos Acordos de Cartagena, em 1907 —,[3] Vitória Eugénia sempre se manteve afastada das disputas partidárias. Sua vida pública foi inteiramente dedicada à caridade. Anos depois, já no exílio, ela confidenciou ao escritor Augusto Assía seu descontentamento com o golpe de Estado de 13 de setembro de 1923, pois havia sido criada na tradição da monarquia constitucional e considerava que o pacto com o povo havia sido rompido, sem possibilidade de reparação.[38]
Hemofilia na família real espanhola
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Afonso XIII e Vitória Eugénia tiveram sete filhos: Afonso, príncipe de Astúrias, (1907), Jaime (1908), Beatriz (1909), Fernando (1910), Maria Cristina (1911), João (1913) e Gonçalo (1914). O primogênito, Afonso, e o caçula, Gonçalo, nasceram com hemofilia, doença transmitida por mulheres e que afeta homens;[39] Vitória Eugénia era a óbvia origem da doença, que também sido herdada pelos seus irmãos mais velho e mais novo.[40] O infante Jaime, livre da doença, sofria, contudo, de surdez e mudez em decorrência de uma mastoidite mal tratada, o que, apesar de uma educação cuidadosa, limitou consideravelmente suas atividades.[3] Ambos acabaram renunciando aos seus direitos dinásticos em favor do infante João, que garantiu a continuidade da sucessão.[3] Curiosamente, nenhuma das filhas era transmissora dos genes da hemofilia.[41]
Embora tenha sido escrito que Afonso XIII foi claramente avisado, antes do casamento, sobre a existência da hemofilia e sua possível transmissão, isso não parece ter ocorrido.[3] Contrariamente ao que fez o czar Nicolau II da Rússia, cujo único filho herdou a doença por meio de outra neta da rainha Vitória, Alexandra Feodorovna, fonso alegadamente nunca perdoou Vitória Eugénia pela transmissão, e as relações entre o casal deterioraram-se severamente.[42] Quando adulto, Afonso, príncipe das Astúrias, recordou que o pai vivia em constante tensão, temendo que ele morresse subitamente, como quando o príncipe se cortou após derrubar uma garrafa de uísque de uma cristaleira: "Aquela madrugada, como em muitas outras, meu pai não conseguiu conciliar o sono."[14]
Afastamento do marido e a facção dos "elegantes"
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Depois do nascimento dos filhos, dois dos quais com hemofilia, as relações de Vitória Eugénia com Afonso deterioraram-se, e ele manteve vários casos extraconjugais, que eram de conhecimento público,[3] além de seis filhos adulterinos.[43]
Em 1909, uma prima de Vitória Eugénia, a princesa Beatriz de Saxe-Coburgo-Gota, conhecida como "Bee", também se casou dentro da família real espanhola com um primo do rei, o infante Afonso, duque da Galliera. No início, a relação entre as primas era calorosa, mas deteriorou-se após Bee ser apontada como uma das inúmeras amantes de Afonso XIII.[44] Apesar de o caso amoroso ter sido classificado apenas como um rumor, Vitória Eugénia saiu muito abalada emocionalmente do episódio, e Bee e o marido foram exilados da Espanha, sendo autorizados a retornar somente em 1924.[44]
Segundo Vitória Eugénia, o principal culpado pelo pelas más ações do rei era o marquês de Viana – um cortesão que auxiliava Afonso XIII em suas aventuras amorosas e na criação de uma imagem da rainha como fria e distante, chegando a rotulá-la de má mãe, para justificar o comportamento do rei – a quem ela convocou após tantos anos de sofrimento. Com o texto decorado para não tropeçar em seu espanhol precário, ela lhe disse: "Viana, eu o responsabilizo por todo o sofrimento que tenho suportado desde que cheguei à Espanha. Sua conduta tem sido abominável. Você virou meu marido contra mim e meus filhos e está conspirando para nos expulsar da Espanha. Não está em meu poder puni-lo como você merece; somente Deus pode fazer isso, e garanto que você receberá seu castigo no outro mundo!"[45] Quando ela terminou, o marquês saiu da sala e desmaiou no corredor; ele morreu naquela mesma noite de um ataque cardíaco.[45]

Philip de László, 1920.
Desiludida com seu casamento, Vitória Eugénia buscou conforto na amizade com o casal Jaime e Rosario de Silva y Mitjans, duques de Lécera. Juntamente com outros nobres espanhóis que abraçavam as novas tendências culturais e eram fluentes em inglês, eles formaram, durante a década de 1920, um pequeno grupo de aristocratas muito próximos da rainha, conhecidos como los elegantes ("os elegantes").[46] Com o passar dos anos, Jaime e Rosario lideraram essa pequena facção na corte, oferecendo apoio à rainha, cada vez mais isolada pelo rei Afonso XIII e pelos elementos mais conservadores da corte.[46] Isso lhes rendeu críticas consideráveis e alimentou inúmeros rumores infundados de que tanto o duque quanto a duquesa, acusados de serem isolacionistas e possessivos, estariam apaixonados pela rainha e viveriam um suposto ménage à trois.[46]
Outro consolo para a rainha era sua paixão por joalheria e moda. Ela colecionou peças valiosas, muitas atualmente ainda utilizadas pela realeza espanhola,[47][48] e costumava se vestir com roupas do estilista Cristóbal Balenciaga.[49] Vitória Eugénia era uma entusiasta do futebol e frequentemente acompanhava partidas. Já no exílio, na Suíça, chegou até a receber em seu castelo a delegação do Real Madrid.[50][51]
O afastamento entre Afonso XIII e Vitória Eugénia transformou-se em separação nos anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial, a qual se materializaria anos mais tarde, em 1931, enquanto estavam no exílio, embora nunca tenha sido formalizada.[46] Quando teve que partir para o exílio, o rei a deixou sozinha com os filhos — um deles acamado — e fugiu com sua amante, Neneta.[46] Dois anos depois, já morando na França, após o ataque de ciúmes de Afonso contra o casamento de Rosario e Jaime, Vitória Eugénia não aguentou mais e decidiu se separar, declarando: "Eu os escolho, Afonso, e — ouça bem — nunca mais quero ver sua cara feia!"[46]
A rainha e a Cruz Vermelha Espanhola
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A infidelidade do marido, a frágil saúde dos filhos e as intrigas da corte lançaram Vitória Eugénia numa profunda depressão da qual jamais se recuperou, passando a acreditar que tudo só teria fim com a morte, fosse a de Afonso ou a sua própria. Por isso, passou a dedicar-se intensamente a uma de suas paixões, a assistência social, apoiando hospitais e serviços destinados aos pobres, atuando também na área da educação e envolvendo-se na reorganização da Cruz Vermelha Espanhola.[52]
No início do século XX, a Espanha enfrentava graves problemas sanitários, com baixa esperança de vida, alta incidência de doenças infecciosas e elevadas taxas de mortalidade, agravados pela falta de higiene pública e pelo desconhecimento sobre a transmissão das doenças.[53] Foi nesse contexto que Vitória Eugénia passou a se envolver de forma ativa e altruísta em iniciativas de caráter social e sanitário. Vitória Eugénia teve papel relevante na reorganização da Cruz Vermelha Espanhola, participando ativamente da gestão da Seção de Senhoras.[54] Foi responsável pela criação do Corpo de Damas Enfermeiras da Cruz Vermelha e acompanhou de perto a formação técnica dessas mulheres.[54] Além disso, promoveu visitas regulares aos hospitais da instituição e incentivou a participação de mulheres da nobreza nas atividades de assistência aos doentes.[54] Com os recursos obtidos por meio dessas iniciativas, apoiou a construção de hospitais, a contratação de médicos especializados e a criação de escolas de enfermagem. Sua atuação estendeu-se à Campanha do Marrocos, em 1921, quando, em coordenação com María del Carmen Angoloti y Mesa, duquesa de la Victoria, contribuiu para a organização do atendimento humanitário aos feridos de guerra na frente de batalha.[55][56]
Exílio e morte
[editar | editar código]Após as eleições municipais de 14 de abril de 1931, que colocaram os republicanos no poder nas principais cidades e levaram à proclamação da Segunda República na Espanha, a família real espanhola partiu para o exílio.[57] Afonso XIII esperava que seu afastamento prevenisse um conflito entre republicanos e nacionalistas, o que, porém, não se concretizou.[57]
Inicialmente, a família foi para a França e, posteriormente, para a Itália. Vitória Eugénia e Afonso conviveram por pouco tempo após o exílio: ela mudou-se para o Reino Unido, enquanto ele permaneceu na Itália com as filhas Beatriz e Maria Cristina.[58] Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, seu primo, o rei Jorge VI, comunicou que não poderia assegurar sua proteção, levando Vitória Eugénia a deixar o Reino Unido e estabelecer-se na Suíça, onde adquiriu o castelo Vieille Fontaine, próximo a Lausana.[59]
Em 1938, toda a família reuniu-se em Roma para o batismo do seu neto, o infante Juan Carlos.[60][61] Em 15 de janeiro de 1941, Afonso XIII, antevendo a proximidade da morte, abdicou dos seus direitos ao trono em favor do filho João, conde de Barcelona.[62] No dia 12 de fevereiro, sofreu um primeiro ataque cardíaco, vindo a falecer em 28 de fevereiro de 1941.[63] Em 1942, Vitória Eugénia foi obrigada a deixar a Itália, tendo se tornado persona non grata para o governo italiano — segundo Harold Tittmann, representante dos Estados Unidos no Vaticano na época, devido ao "apoio à causa Aliada".[64]
Vitória Eugénia retornou brevemente à Espanha em fevereiro de 1968 com o propósito de atuar como madrinha de batismo de seu bisneto, o príncipe Filipe (futuro rei Filipe VI da Espanha), filho dos então príncipe e princesa da Espanha, os futuros reis Juan Carlos e Sofia.[34]
A ex-rainha faleceu vítima de uma doença hepática irreversível[65] em Lausana em 15 de abril de 1969, aos 81 anos, exatamente 38 anos após ter deixado a Espanha rumo ao exílio.[34] Foi inicialmente sepultada na Igreja do Sagrado Coração, em Lausana. Em 25 de abril de 1985, seu caixão foi trasladado para a Espanha, sendo depositado no Panteão dos Reis do Mosteiro de El Escorial.[66] próximo de Madrid, junto do túmulo do marido, Afonso XIII, e dos filhos, os infantes Afonso, Jaime e Gonçalo.[67]
Legado
[editar | editar código]Em 1909, a ponte neoclássica de Madrid sobre o rio Manzanares foi apelidada de Puente de la Reina Victoria.[68] Em 1912, a monumental casa de ópera Teatro Victoria Eugenia, em San Sebastián, recebeu o seu nome.[69] Em 1920, ela batizou o barco da Marinha Espanhola Reina Victoria Eugenia, também em sua homenagem.[70] Em 1929, a cidade de Barcelona mandou erigir-lhe uma estátua em uniforme de enfermeira, pelo seu trabalho e dedicação à Cruz Vermelha (tendo esta, posteriormente, sido destruída).[carece de fontes]
Ela foi a 976.ª Dama da Real Ordem das Damas Nobres da Rainha Maria Luísa.[71] Em 1923, o Papa Pio XI conferiu-lhe a Rosa de Ouro, sendo a primeira vez que esta honraria foi concedida a uma princesa inglesa desde 1555, quando o Papa Júlio III a entregou à rainha Maria I de Inglaterra.[72] Ela recebeu também a Real Ordem de Vitória e Alberto de sua avó, a rainha Vitória.[carece de fontes] A rainha recebeu ainda a Ordem do Mérito da Cruz Vermelha de Espanha, cujo colar honorífico foi pago por subscrição pública do Corpo de Enfermeiras da Cruz Vermelha Espanhola.[carece de fontes]
Representações na cultura
[editar | editar código]- Alfonso, el príncipe maldito (telefilme) (2010), interpretada por Asunción Balaguer.[73]
- Sofía (telefilme) (2011), interpretada por Rosario Soriano.[74]
- Gran Hotel (série de televisão) (2013), interpretada por Aída Flix.[75]
- El Rey (série de televisão) (2014), interpretada por Maite Blasco.[76]
- Tempos de Guerra (série de televisão) (2017), interpretada por Cuca Escribano.[77]
- Ena, A Rainha Vitória Eugénia (série de televisão) (2025), interpretada por Kimberley Tell.[78]
Títulos, honras e brasões
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- 24 de outubro de 1887 – 3 de abril de 1906: Sua Alteza Sereníssima, a Princesa Vitória Eugénia de Battenberg[5]
- 3 de abril de 1906 – 31 de maio de 1906: Sua Alteza Real, a Princesa Vitória Eugénia de Battenberg[79]
- 31 de maio de 1906 – 14 de abril de 1931: Sua Majestade, a Rainha da Espanha
- 14 de abril de 1931 – 15 de abril de 1969: Sua Majestade, a Rainha Vitória Eugénia da Espanha
Honras
[editar | editar código]Nacionais
- Dama da Ordem de Vitória e Alberto (Reino Unido)[80]
- 976.ª Dama da Real Ordem das Damas Nobres da Rainha Maria Luísa[71]
- Grã-Cruz da Ordem Civil da Beneficência[81]
Estrangeiras
Vaticano: Rosa de Ouro[72]
Reino da Grécia: Grã-Cruz da Ordem de Santa Olga e da Santa Sofia[82]
Áustria-Hungria: Dama da Ordem da Cruz Estrelada (Primeira Classe)[83]
Casa de Bourbon-Duas Sicílias: Grã-Cruz da Sagrada Ordem Militar Constantiniana de São Jorge[84]
Reino da Baviera: Dama da Ordem de Teresa[85]
- Dama da Ordem de Santa Isabel[85]
Império Russo: Dama da Ordem de Santa Catarina[85]
Grã-Cruz da Ordem Soberana e Militar de Malta[85]
Brasões
[editar | editar código]Descendência
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| Nome | Nascimento | Morte | Observações | |
|---|---|---|---|---|
| Afonso | 10 de maio de 1907 | 6 de setembro de 1938 | Príncipe das Astúrias e hemofílico, foi herdeiro da coroa espanhola desde o nascimento. Após a proclamação da Segunda República, renunciou aos seus direitos dinásticos para se casar, primeiro, em 1933, com a plebeia Edelmira Sampedro Robato, casamento que terminou em divórcio em 1937. Posteriormente, contraiu matrimônio pela segunda vez com Marta Esther Rocafort-Altuzarra. Nenhum dos dois casamentos gerou descendência. O príncipe faleceu em 1938, vítima de um acidente automobilístico nos Estados Unidos.[86] | |
| Jaime | 23 de junho de 1908 | 20 de março de 1975 | Surdo em decorrência de uma cirurgia na infância, renunciou aos seus direitos ao trono espanhol, tanto para si quanto para seus descendentes, em 23 de junho de 1933. Casou-se pela primeira vez, em 1935, com a nobre Emmanuelle de Dampierre, com quem teve dois filhos; a união terminou em divórcio em 1947. Posteriormente, contraiu matrimônio com a cantora de ópera Charlotte Tiedemann. Faleceu em 1975, durante o regime de Franco.[87] | |
| Beatriz | 22 de junho de 1909 | 22 de novembro de 2002 | Infanta da Espanha, renunciou aos seus direitos ao trono para se casar,[88] em 1933, com o príncipe italiano Alessandro Torlonia, com quem teve quatro filhos. Foi a última dos filhos de Afonso XIII e Vitória Eugénia a falecer, em 2002.[89] | |
| Fernando | 21 de maio de 1910 | Nasceu morto após uma gestação difícil, pouco mais longa que oito meses. Na ocasião, seu pai, Afonso XIII, encontrava-se fora da Espanha, participando do funeral do tio de sua esposa, o rei Eduardo VII do Reino Unido.[90] | ||
| Maria Cristina | 12 de dezembro de 1911 | 23 de dezembro de 1996 | Infanta da Espanha, renunciou aos seus direitos ao trono para se casar,[91] em 1940, com o conde italiano Enrico Marone Cinzano, com quem teve quatro filhas. Faleceu em 1996.[92] | |
| João | 20 de junho de 1913 | 1 de abril de 1993 | Pretendente ao trono espanhol ao longo de toda a vida, após a renúncia de seus irmãos, casou-se com a prima, a infanta Maria das Mercedes da Espanha, com quem teve quatro filhos, incluindo Juan Carlos, que sucederia Franco como rei da Espanha, por decisão do próprio ditador. Filho e pai de reis, mas nunca rei, faleceu em 1992, durante o reinado do filho.[93] | |
| Gonçalo | 24 de outubro de 1914 | 13 de agosto de 1934 | Infante da Espanha e hemofílico, faleceu prematuramente aos 19 anos, em 1934, em um acidente automobilístico na Áustria, cujo veículo era conduzido por sua irmã Beatriz.[94] | |
Ancestrais
[editar | editar código]Referências
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Bibliografia
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Leitura complementar
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Ligações externas
[editar | editar código]| Vitória Eugénia de Battenberg Casa de Battenberg Ramo da Casa de Hesse-Darmstadt 24 de outubro de 1887 – 15 de abril de 1969 | ||
|---|---|---|
| Precedida por Maria Cristina da Áustria |
Rainha Consorte da Espanha 31 de maio de 1906 – 14 de abril de 1931 |
Monarquia abolida |
- Nascidos em 1887
- Mortos em 1969
- Nascidos em 1969
- Consortes da Espanha
- Rainhas consorte
- Convertidos do anglicanismo ao catolicismo romano
- Casa de Battenberg
- Casa de Bourbon
- Rainhas católicas
- Descendentes da rainha Vitória do Reino Unido
- Ordem das Damas Nobres de Espanha
- Damas da Real Ordem de Vitória e Alberto
- Agraciados com a Rosa de Ouro
- Realeza exilada



