Maria Ana de Neuburgo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2012). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Maria Ana
Condessa Palatina de Neuburgo
Rainha Consorte da Espanha
Reinado 28 de agosto de 1689
a 1 de novembro de 1700
Predecessora Maria Luísa de Orleães
Sucessora Maria Luísa de Saboia
Marido Carlos II da Espanha
Casas Wittelsbach (por nascimento)
Habsburgo (por casamento)
Pai Filipe Guilherme, Eleitor Palatino
Mãe Isabel Amália de Hesse-Darmstadt
Nascimento 28 de outubro de 1667
Castelo de Benrath, Benrath, Palatinado, Sacro Império Romano-Germânico
Morte 16 de julho de 1740 (72 anos)
Palácio do Infantado, Guadalajara, Espanha
Enterro Mosteiro e Sítio do Escorial, San Lorenzo de El Escorial, Espanha
Religião Catolicismo

Maria Ana (Benrath, 28 de outubro de 1667Guadalajara, 16 de julho de 1740) foi a segunda esposa do rei Carlos II e Rainha Consorte da Espanha de 1689 até 1700. Era filha de Filipe Guilherme, Eleitor Palatino e sua esposa a condessa Isabel Amália de Hesse-Darmstadt.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Ana era décima segunda filha do Eleitor Palatino do Reno, Filipe Guilherme, conde do Palatinado-Neuburgo, e sua esposa Isabel Amália de Hesse-Darmstadt. Ela foi educada junto com as irmãs Maria Sofia, Sofia Doroteia e Edviges, no Castelo Neuburgo, na Alemanha. Desde jovem era fisicamente atraente: alta, magra, corpo bem-moldado e ruiva, embora também tenha sido notável por ser vaidosa, egoísta e arrogante.

No início de 1689, Maria Luísa de Orleães, a primeira esposa do rei Carlos II de Espanha, morreu sem deixar descendentes, e os ministros espanhóis iniciaram a procura de uma nova consorte para o monarca. Maria Ana foi escolhida, entre várias candidatas, para ser a segunda esposa do rei, devido à alta fertilidade da sua família - sua mãe tinha dado à luz a nada menos do que vinte e três crianças. [carece de fontes?] Além disso, a irmã mais velha de Maria Ana, Leonor, era casada com o Imperador Leopoldo I, de modo que os laços com o ramo austríaco dos Habsburgos seriam reforçados.

O casamento foi realizado, por procuração, em 28 de Agosto de 1689 em Ingolstadt, na Alemanha, com a presença do Imperador Leopoldo I e sua esposa, entre outros ilustres convidados. No entanto, Maria Ana só chegou à Espanha na primavera do ano seguinte. O casamento com o Rei D. Carlos, de facto, foi se realizou em 14 de maio 1690 na Igreja do Convento de San Diego, dentro da configuração do Palácio Real Valladolid.

Devido à sua natureza autoritária e arrogante, Maria Ana nunca conseguiu se tornar popular entre seus súditos. Dizia-se que, como a rainha, chegou a roubar o dinheiro dos cofres espanhóis para enriquecer sua família na Alemanha. No entanto, a economia do reino estava longe de ser saudável, e houve momentos em que Maria Ana teve de fazer sacrifícios económicos. Por exemplo, no ano de 1696 foi obrigada a empenhar suas jóias para ajudar a pagar algumas despesas.

Maria Ana queixou-se sobre esta questão em cartas à sua família na Alemanha. Sua raiva foi aumentada ao saber que sua antecessora, Maria Luisa de Orleães, tinha recebido uma excelente dote e magníficas jóias da França, ao se casar com Carlos.

Em 1706, sua sorte mudou quando o seu sobrinho, o arquiduque Carlos da Áustria, ocupou a cidade de Toledo, juntamente com as tropas imperiais. Naturalmente Maria Ana celebrou a chegada do arquiduque, o que lhe valeu depois o banimento para Bayonne, França, pelo Rei Felipe V. Lá Maria Ana passou as décadas seguintes da sua vida, esquecida por todos. Diz-se que, durante seu desterro em Bayonne, contraiu matrimônio secretamente com um membro do seu séquito, Jean de Larrétéguy, e teve descendência.

Sua situação melhorou ligeiramente quando Felipe V se casou, em segundas núpcias, com Isabel Farnese, que era sua sobrinha (filha da sua irmã, Doroteia Sofia de Neuburgo, Duquesa de Parma). Em 1739, já muito idosa e doente, Maria Ana retornou à Corte e foi instalada no Palácio do Infantado, em Guadalajara, onde morreu em 16 de julho de 1740. Foi sepultada no Mosteiro de El Escorial.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Ruy Blas, peça de Victor Hugo, criada em 1838, da qual Maria Ana de Neuburgo é personagem (referida apenas como a Rainha).


Precedido por
Maria Luísa de Orleães
Rainha de EspanhaCoat of Arms of Mariana of Neuburg, Queen Consort of Spain.svg
14 de maio de 16901 de novembro de 1700
Sucedido por
Maria Luísa de Saboia
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Maria Ana de Neuburgo