Joana de Inglaterra, rainha da Sicília

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Joana de Inglaterra, rainha da Escócia.
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Joana de Inglaterra
Rainha Consorte da Sicília
Reinado 13 de fevereiro de 117711 de novembro de 1189
Coroação 13 de fevereiro de 1177 na Catedral de Palermo
Condessa Consorte de Toulouse
Reinado Outubro de 1196/974 de setembro de 1199
 
Cônjuge Guilherme II da Sicília
Raimundo VI de Toulouse
Descendência Bohemundo, duque de Apúlia
Raimundo VII de Tolosa
Maria de Tolosa
Ricardo de Tolosa
Casa Plantageneta (por nascimento)
Altavila (por casamento)
Rouergue (por casamento)
Nascimento Outubro de 1165
Castelo de Angers, Anjou, Maine-et-Loire
Morte 4 de setembro de 1199 (34 anos)
Abadia de Fontevraud, Fontevraud-l'Abbaye
Sepultamento Abadia de Fontevraud, Fontevraud-l'Abbaye
Pai Henrique II de Inglaterra
Mãe Leonor da Aquitânia


Joana de Inglaterra (em inglês: Joan, em italiano: Giovanna; Castelo de Angers, outubro de 1165Abadia de Fontevraud, 4 de setembro de 1199) foi rainha consorte da Sicília pelo seu casamento com Guilherme II da Sicília. Ela era sétima das oito crianças do rei Henrique II da Inglaterra e da duquesa Leonor da Aquitânia. Entre seus irmãos estavam os reis Ricardom Coração de Leão e João Sem Terra.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ela nasceu no Castelo de Angers, em Anjou, e passou sua juventude na corte de sua mãe em Winchester, e em Poitiers. Era a irmã favorita de Ricardo I.

Primeiro casamento[editar | editar código-fonte]

Em 1176, o rei Guilherme II da Sicília enviou embaixadores à Inglaterra para pedir a mão de Joana em casamento. O noivado foi confirmado e, em 27 de agosto, Joana levantou velas para a Sicília, escoltada pelo bispo de Norwich, João de Oxford, e por seu tio paterno, Hamelin de Warrene, conde de Surrey,.

Em Saint-Gilles, sua caravana se encontrou com representantes do rei da Sicília. Depois duma viagem perigosa, seu grupo chegou salvo à Sicília e, em 13 de fevereiro de 1177, Joana se casou com Guilherme II e foi coroada rainha da Sicília na catedral de Palermo.

Eles tiveram um filho, Boemundo, nascido em 1181, que morreu na infância. Após a morte de Guilherme, ela foi mantida prisioneira pelo novo rei, Tancredo da Sicília. O irmão dela, Ricardo I, chegou à Itália em 1190, a caminho da Terra Santa. Ele exigiu o retorno dela, junto de seu dote. Tancredo se furtou a essas exigências, então Ricardo tomou um mosteiro próximo e o castelo da Bagnara. Decidido a passar o inverno lá, ele atacou e subjugou a cidade de Messina. Sobrepujado, Tancredo agora aquiesceu aos termos e devolveu o dote de Joana.

Em março de 1191, Leonor da Aquitânia chegou a Messina com a futura noiva de Ricardo, Berengária de Navarra. Leonor voltou para a Inglaterra deixando Berengária aos cuidados de Joana. Ricardo decidiu adiar o casamento. Ele pôs sua irmã e sua noiva num navio e zarpou para a Terra Santa. Dois dias depois, a frota foi atingida por uma tempestade que destruiu muitos navios e levou o de Joana e Berengária para fora do curso.

Ricardo aportou em Creta, mas sua irmã e sua noiva estavam presas perto de Chipre. O déspota de Chipre, Isaac Comneno, estava para capturá-las quando a frota de Ricardo apareceu. As duas princesas foram salvas, mas o ambicioso Isaac fugiu com o tesouro de Ricardo. Esse perseguiu e capturou Isaac, atirou-o numa masmorra e enviou as duas para Acre, no condado de Trípoli, um estado de língua occitana pertencente à Casa de Tolosa.

Uma vez estabelecido na Terra Santa, Ricardo propôs um casamento entre Joana e o irmão de Saladino, Al-Adil I, e fazê-los soberanos de Jerusalém. Esse plano excelente falhou, pois Joana se recusou a se casar com um muçulmano e vice-versa.

thumb|O selo da rainha Joana.

Segundo casamento[editar | editar código-fonte]

Joana casou, em 1196, com Raimundo VI de Toulouse, filho de Raimundo V de Toulouse, com Quercy e Agenais como seu dote. O casamento aconteceu em Beaucaire, presidido pelo próprio Ricardo I. No ano seguinte, ela deu à luz um filho, também chamado Raimundo, depois Raimundo VII de Tolosa.

Raimundo não parece ter tratado bem sua esposa, e Joana veio a temê-lo e seus nobres. Em 1199, grávida duma segunda criança, ela foi deixada para enfrentar uma rebelião. Ela cercou Les Cassés, o castelo dos líderes, os senhores de Saint-Félix-de-Caraman. Temendo traição de suas próprias tropas, ela fugiu para Limousin, esperando a proteção de Ricardo, mas ela o encontrou morto em Châlus.

Morte[editar | editar código-fonte]

Ela então fugiu para a corte de sua mãe, Leonor da Aquitânia, em Ruão, onde encontrou refúgio. Joana, subsequentemente, pediu para ser admitida na Abadia de Fontevrault, em Anjou. Ela morreu lá de parto, aos 34 anos de idade, uma freira velada. No Ocidente, nessa época, operações cesarianas significavam invariavelmente morte para a mãe e, nesse caso, para o bebê também. Foi uma segunda criança que viveu o suficiente para ser batizado Ricardo em homenagem ao seu tio recém-falecido. O corpo de Joana foi sepultado na Abadia de Fontevrault, junto de seu irmão e, presumivelmente, de seu filho. Logo se juntariam a eles Leonor da Aquitânia e, cinquenta anos depois, seu primeiro filho, Raimundo VII de Tolosa.

Ancestrais[editar | editar código-fonte]


Precedida por:
Margarida Ximenes
Rainha Consorte da Sicília
Blason sicile famille Hauteville.svg

13 de fevereiro de 1177 – novembro de 1189
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Sibila de Acerra
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Beatriz de Béziers
Condessa Consorte de Toulouse
Blason de Toulouse.png

outubro de 1196 - 4 de setembro de 1199
Sucedida por:
"A Donzela do Chipre"
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