Cuscuz-paulista

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Cuscuz-paulista
Exemplo de cuscuz-paulista.
País Brasil
Região Sudeste
Receitas: Cuscuz-paulista   Multimédia: Cuscuz-paulista

O cuscuz-paulista é um prato da culinária brasileira e da culinária paulista, criado a partir do cuscuz berbere que foi modificado com influências indígena e de imigrantes europeus, nomeadamente portugueses, espanhóis e italianos. Seu ingrediente principal é a farinha de milho.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo Luís da Câmara Cascudo, o cuscuz era originalmente parte da dieta dos mouros e deles quando tomaram a Península Ibérica acabou sendo passada para os portugueses e espanhóis e já era popular antes mesmo do descobrimento do Brasil e com o tempo foi trazido para o Brasil e teve sua receita adaptada para o uso da farinha de milho (sendo que originalmente era farinha granulada de cevada ou de trigo).[1]

Um dos argumentos que fortifica que a origem desta variante de cuscuz nasceu no estado de São Paulo data entre os anos de 1816 e 1822 com o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire em suas viagens pelo Vale do Paraíba que na época sua culturas de plantação de milho e mandioca eram tão fortes na região que ajudavam a criar a identidade da cozinha brasileira.[2][3][4]

Já a história folclórica que contam desta receita diz que os tropeiros paulistas do século 17 e 18 ao carregar os itens para trocas e vendas pelo interior do Brasil carregavam todos os itens juntos e com isso a farinha de milho acabava absorvendo o gosto dos outros itens e com isso formava a massa base desta iguaria.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

O prato, em sua versão mais contemporânea, costuma ser feito de farinha de milho, molho de tomate, pedaços de tomate, azeite, pedaços de ovo cozido e alguns ingredientes enlatados, como ervilha, milho verde, palmito, azeitona e sardinha, além de sal e temperos. Todos os ingredientes são cozidos numa panela e após é colocado em uma forma com furo no meio e decorada, pois desta forma ao desenformar ele fica com uma apresentação bem bonita, sem contar que deixa ele um pouco mais úmido.[6]

É considerado um prato típico das festas populares, podendo ser encontrado principalmente as festas juninas, o Natal e o Ano Novo. O cuscuz pode ser consumido quente ou frio, sendo uma boa opção para os dias quentes de verão.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Câmara Cascudo, Luiz (1963). A História da Alimentação No Brasil. Brasil: Global. 1228 páginas 
  2. Lopes, Dias (17 de fevereiro de 2011) [2011]. «Quatrocentão com sotaque caipira - Paladar». Estadão. Consultado em 25 de dezembro de 2018 
  3. Saint-Hilaire, Auguste (1945). Viagem à Provincia de São Paulo: Resumo das viagens ao Brasil, Provinda Cisplatina e Missões do Paraguai (PDF). [S.l.]: Martins. 229 páginas 
  4. Saint-Hilaire, Auguste (1976) [1824]. Viagem à província de São paulo. Col: O Brasil visto por estrangeiros 1 ed. Brasil: Itatiaia. 226 páginas. pt-br. ISBN 8531907039 
  5. a b Simões, Rudá; Melo, Kaki. «HISTÓRIA DE COZINHA BRASILEIRA DE ORIGEM – CUSCUZ PAULISTA». Panelando. Consultado em 25 de dezembro de 2018 
  6. «Cuscuz, o campeão paulista». revistacasaejardim.globo.com. Consultado em 24 de dezembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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