Design de informação

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Diagrama de Charles Joseph Minard, 1861 - Um dos primeiros exemplos de uma informação gráfica.

Design de informação ou infodesign, é uma área do design que lida detalhadamente com a apresentação da informação. Seu objetivo principal é melhorar a forma como o usuário adquire informação em sistemas de comunicação analógicos e digitais.

Objetivo[editar | editar código-fonte]

Um dos objetivos do design de informação é equacionar os aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos que envolvem os sistemas de informação através da contextualização, planejamento, produção e interface gráfica da informação junto ao seu público alvo. Seu princípio básico é interface gráfica da informação junto ao seu publico alvo, bem como otimizar o processo de aquisição da informação efetivado nos sistemas de comunicação analógicos e digitais.

O design de informação abrange vários campos, tais como ilustração, fotografia, cartografia, design gráfico, design industrial, arquitetura, psicologia experimental, entre outros. Sua multidisciplinaridade fornece ferramentas para atuar em todos os campos envolvidos. Em contrapartida, Knemeyer (2003) ressalta a importância do design da informação como um integrador que aglutina várias disciplinas de modo a criar soluções de informação de alta qualidade.[1]

Na ciência da computação e tecnologia informacional, o termo design de informação é muitas vezes usado como sinônimo para (mas não é necessariamente a mesma disciplina que) arquitetura de informação, design de sistemas de informação, bancos de dados ou estruturas de informação.

Para Wildbur e Burke (1998), o design de informação, em seu sentido amplo, é uma atividade relacionada à seleção, organização e apresentação de informação para uma determinada audiência. Essa informação pode ter origem em diversas fontes: mapas climáticos, tabelas de vôos, dados populacionais. O design da informação implica a responsabilidade de transmissão de conteúdos de modo preciso e neutro.[1]

Horn (1999) enfatiza que Design da Informação é definido como a ciência de preparar as informações para que elas possam ser usadas por pessoas com eficiência e eficácia. Seus objetivos principais são:

  1. Desenvolver documentos que sejam compreensíveis, precisos e rapidamente recuperáveis, e fácil de se transformar em ações efetivas.
  2. Projetar interações através de equipamentos que sejam naturais, fáceis e agradáveis. Isto envolve resolver os problemas do design da interface humano-computador.

O design da informação vai se estabelecendo como um campo que conjuga determinados conhecimentos, traduzindo-se em uma disciplina cujo objetivo é organizar e apresentar dados, transformando-os em informação válida e significativa.

Arquitetura da informação[editar | editar código-fonte]

Relacionado com o design de Informação, há ainda o arquiteto da informação, papel de arquivistas e bibliotecários, que surgiu com a Revolução Industrial, onde o fluxo de informação começou a crescer cada vez mais rápido e o armazenamento de todo esse fluxo tornou-se impossível de fazer sem um profissional capacitado. A atividade do arquiteto da informação consiste em organizar, de modo viável e que possa ser aproveitado depois, todo e qualquer recurso informacional ou qualquer tipo de conhecimento.[2]

De acordo com o Instituto de Arquitetura da Informação a "AI" como é denominada tem como prática a arte de organizar e catalogar websites, intranets e os software de uma maneira que seu acesso possa ser feito por todos e seu uso também.

À medida que a informação prolifera de forma exponencial, a usabilidade vem se tornando o fator crítico de sucesso para websites e aplicações. Uma boa AI estabelece as fundações necessárias para que um sistema de informação faça sentido para seus usuários.

Para que AI?

Hoje em dia, todo negócio tem um problema com a informação. Seja quando uma organização está batalhando para como lidar com uma miríade de dados legados ou como criar taxonomias em relação a um novo produto, a arquitetura de informação é uma parte importante da solução. Algumas organizações definem claramente o perfil dos Arquitetos de Informação, que têm um papel decisivo no desenvolvimento de processos tanto para sistemas de arquivos quanto arquitetura de produto. Outras organizações não formalizam uma vaga específica para tal, mas contam com a AI como uma competência crítica para diversos perfis de profissionais como, por exemplo, os estrategistas de internet, designers de interação e os arquitetos de conhecimento. Em ambos os casos, boas práticas em arquitetura de informação dão suporte ao desenvolvimento de interfaces que facilitam o fluxo de informação útil e relevante para o usuário.

Sua organização precisa da arquitetura da informação quando:

Os objetivos de negócio ditam o design ou um redesign significante de uma interface de usuário ou website

A falta de acessibilidade da informação para seus clientes e empregados implica em aumento de custos para o seu call center ou help desk

Iniciativas de gestão do conhecimento estão migrando a informação de computadores individuais para um sistema de centralizado de arquivos ou intranet.

Referências

  1. a b PORTUGAL, Cristina. Questões complexas do design da informação e de interação. InfoDesign, São Paulo, v. 7, n. 2, [2010], p. 1 – 6
  2. MENEZES, Marizilda dos Santos. Design e Planejamento: aspectos tecnológicos. São Paulo: Cultura Acadêmica. 2009. 280 p.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

revista brasileira de design da informação.