Dromaius ater

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Como ler uma caixa taxonómicaEmu-negro
Na foto animal similar (Dromaius baudinianus ou nome popular de Emu da ilha kangaroo)

Na foto animal similar (Dromaius baudinianus ou nome popular de Emu da ilha kangaroo)
Estado de conservação
Status iucn3.1 EX pt.svg
Extinta
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Dromaiidae
Género: Dromaius
Espécie: Dromaius ater
Nome binomial
Dromaius ater
(Vieillot, 1817)
Sinónimos
  • Dromaius novaehollandiae minor
    Spencer, 1906
  • Dromaius bassi
    Legge, 1907
  • Dromaius spenceri (partim)
    Mathews, 1912
  • Dromaius novaehollandiae ater

Emu-negro (Dromaius ater) é uma subespécie extinta de ave struthioniforme da família Dromaiidae[1] . Era endémica da ilha King (Austrália). Extinguiu-se no início do século XIX devido à ação dos colonizadores. Era mais escura e bastante mais pequena que o emu-comum.

Extinção[editar | editar código-fonte]

A causa exata da extinção do emu-da-ilha-king é desconhecida. Logo após a ave ter sido descoberta, marinheiros se estabeleceram na ilha por causa da abundância de elefantes marinhos. A entrevista de Péron com Daniel Cooper sugeriu que eles provavelmente contribuíram para o desaparecimento da ave através da caça, e talvez colocando fogo na vegetação. Péron descreveu a forma com que os cães eram treinados para caçar os emus; o próprio Cooper alegou ter matado não menos que 300 emus. Cooper esteve na ilha durante seis meses, o que dá uma média de 50 aves abatidas por mês. Seu grupo de marinheiros consistia de onze homens, além da sua mulher, e só eles podem ter matado 3 600 emus até a chegada de Péron.

Péron explicou que os marinheiros consumiam uma quantidade enorme de carne, e que seus cães matavam vários animais todos os dias. Ele também observou esses cães de caça que sendo soltos na ilha Kangaroo, e pensou que eles poderiam acabar com toda a população de cangurus lá em alguns anos, mas ele não expressou o mesmo sentimento sobre o emu-da-ilha-king. Incêndios naturais podem também têm desempenhado um papel na extinção. É provável que as duas aves em cativeiro na França, que morreram em 1822, sobreviveram a seus companheiros selvagens na ilha King, e foram, portanto, os últimos de sua espécie. Apesar de Péron afirmar que a ilha King estava repleta de emus em 1802, eles podem ter se tornado extintos na natureza já em 1805.

Referências