Escrava Anastácia

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Disambig grey.svg Nota: Se procura minissérie brasileira de 1990, veja Escrava Anastácia (minissérie).
Castigo de Escravos
Jacques Etienne Arago - século XIX

Escrava Anastácia (Pompéu, 12 de maio de 1740 — data e local de morte incertos) é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira, cultuada informalmente pela realização de supostos milagres. A existência de Anastácia é colocada em dúvida pelos estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais da mesma. Existem santuários de Anastácia no Rio de Janeiro, Benfica.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Seu culto foi iniciado em 1968, quando numa exposição da Igreja do Rosário do Rio de Janeiro em homenagem aos 80 anos da Abolição, foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago representando uma escrava do século XVIII que usava Máscara de Flandres que permitia à pessoa enxergar e respirar, sem, contudo, levar alimento à boca.

No imaginário popular, Anastácia era uma mulher de linda e rara beleza, que chamava atenção de qualquer homem. Ela era curandeira, ajudava os doentes, e com suas mãos, fazia verdadeiros milagres. Por se negar a ir para a cama com seu senhor e se manter virgem, apanhou muito e foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, só tirada às refeições, e ainda sendo espancada, o que a fez sobreviver por pouco tempo, tempo esse durante o qual sofreu verdadeiros martírios. Quando Anastácia morreu, seu rosto estava todo deformado. Anastácia é cultuada tanto no Brasil quanto na África.[1]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Alfredo Boulos Júnior. "História, Sociedade e Cidadania" do 8°ano da editora FTD