Tatupeba

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Euphractus sexcinctus2.jpg

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cingulata
Família: Dasypodidae
Subfamília: Euphractinae
Género: Euphractus
Wagler, 1830
Espécie: E. sexcinctus
Nome binomial
Euphractus sexcinctus
(Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Euphractus sexcinctus range map.png

O tatu-peba (Euphractus sexcinctus), também conhecido como peba, papa-defunto, tatupoiú, tatu-de-mão-amarela, tatu-cascudo, tatu-peludo e peludo[1], é um tatu encontrado em grande parte do Brasil, norte da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Suriname. Tal espécie possui coloração amarronzada, carapaça provida de pelos esparsos, com seis ou oito cintas de placas móveis e cabeça cônica e achatada.

É um animal notívago, solitário e onívoro, alimentando-se de uma vasta gama de plantas e animais, inclusive carcaças, o que lhe confere a possibilidade de transmitir o botulismo, uma doença importante na bovinocultura. Ocupa campos, cerrados e bordas de florestas, onde escava túneis para se esconder. É notória, na região do cerrado, a ideia de que o tatupeba se alimenta dos cadáveres dos cemitérios.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

“Tatupeba” e “peba” são originários do tupi tatu'pewa, que em português significa “tronco gordo e achatado" (ta'tu + peua).[1][2] Já “papa-defunto” é uma referência à crença popular de que a espécie se alimenta de cadáveres, enquato “tatu-peludo” e “peludo” se referem à pelagem densa da espécie[1].

Sexcintus, traduzido do latim, significa “seis cintas”, que é uma referência à sua carapaça, que, geralmente, é dividida em seis cintas de placas móveis[1].

Subespécies[editar | editar código-fonte]

  • Euphractus sexcinctus flavimanus Desmarest, 1804
  • Euphractus sexcinctus setosus Wied, 1826
  • Euphractus sexcinctus boliviae Thomas, 1907
  • Euphractus sexcinctus tucumanus Thomas, 1907

Referências

  1. a b c d FERREIRA, A.B.H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 653
  2. Alexandre P. Leontsinis (1992). O tupi, nossa linguagem ecológica. [S.l.]: Biblioteca Stassa Leontsinis. 335 páginas 

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