Tatu-canastra

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaTatu-canastra
Giant armadillo.jpg
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Superordem: Xenarthra
Ordem: Cingulata
Família: Chlamyphoridae
Género: Priodontes
Scott, 1903
Espécie: P. maximus
Nome binomial
Priodontes maximus
(Kerr, 1792)
Distribuição geográfica
Giant Armadillo area.png

O tatu-canastra (Priodontes maximus), também conhecido como tatuaçu, é uma espécie de tatu de grandes dimensões, encontrado na maior parte da América do Sul cisandina. Tais tatus chegam a medir mais de 1 metro de comprimento. Têm o corpo coberto por poucos pelos e patas anteriores dotadas de garras enormes, que auxiliam na escavação de buracos. Estão vulneráveis à extinção devido à caça para obtenção de carne e pelo desmatamento do seu habitat. Os animais capturados pelo tráfico de animais silvestres sofrem uma alta taxa de mortalidade durante o transporte.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O tatu-canastra é também chamado de tatu-carreta. Tanto sua designação sistemática (maximus) como seu sufixo indígena (açu) ressaltam o fato de ser o maior dos tatus vivos, podendo medir 1 metro de comprimento, com mais de 50 centímetro de cauda e pesando até 60 quilogramas. Seu corpo, quase totalmente desprovido de pelos, apresenta alguns fios duros, esparsos, que aparecem entre as placas do seu revestimento. As patas enormes são armadas de unhas possantes, sobretudo as anteriores, cuja unha central mede 20 centímetros de comprimento. Fossador notável, faz grandes luras para se alojar. Revolvendo o solo, consegue alimento entre insetos, larvas, vermes, aranhas e cobras. Se alimenta principalmente de formigas e cupins.

O tatu-canastra tem ampla área de distribuição no leste da América do Sul, desde a Venezuela e guianas até a Argentina, sendo, ainda, muito comum nos campos e cerrados de todo o Planalto Central do Brasil. Animal de hábitos noturnos, é mais encontradiço na vizinhança de riachos e lagoas, tendo a fêmea de 1 a 2 filhotes por parição.

Mamífero desdentado, é o gigante dos tatus e estudos comprovam que são solitários. Apenas durante o cuidado parental da mãe com seu filhote e durante períodos de acasalamento é que se pode obter registros de mais de um indivíduo juntos. É o maior e mais raro dos tatus vivos. Por causa da perda e fragmentação de seus habitats, da caça para consumo de sua carne e armadura resistente, além do comercio ilegal e atropelamentos em rodovias, hoje é raríssimo nas diversas regiões brasileiras onde ocorria.

Habitat[editar | editar código-fonte]

Vive em habitats como o Pantanal, Cerrado, Amazônia e em poucos remanescentes de Mata Atlântica, principalmente longe de zonas povoadas. Este animal vive muito mal em cativeiro, por isso é difícil encontrá-lo em zoológicos. Ele faz parte das 207 espécies de animais que estão ameaçados de extinção, apesar de serem protegidos por lei. Um estudo a longo prazo da espécie na Amazonia Peruana, usando armadilhas fotográficas nos buracos que a espécie faz revelou que eles atuam como engenheiros de hábitat, criando importante hábitat fossorial para dezenas de outras espécies, inclusive para o ameaçado cachorro do mato de orelhas curtas (Leite Pitman et al. 2004).

Referências

  1. Superina, M., Abba, A. M., Porini, G. & Anacleto, T. C. S. (2009). Priodontes maximus (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 . . Página visitada em 23 de janeiro de 2013..
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