Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro

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FIRJAN
Tipo Organização sem fins lucrativos
Fundação 15 de março de 1975 (42 anos)
Sede Centro e Tijuca, cidade do Rio de Janeiro
Área(s) servida(s) Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
 Brasil
Presidente Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Significado da sigla Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Website oficial firjan.org.br

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) atua como representante das indústrias fluminenses nos âmbitos municipal,[nota 1] estadual e nacional. A entidade, uma das cinco que formam o chamado Sistema FIRJAN, também promove debates e produz pesquisas, estudos e projetos que têm como fim o desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro. A prestação de serviços às empresas a ela filiadas objetiva o crescimento econômico industrial e social do estado fluminense.[1]

Atuação[editar | editar código-fonte]

A FIRJAN desenvolve ações na área econômica/empresarial, sendo fonte não só sobre questões do Estado do Rio de Janeiro, como também sobre questões nacionais.[2] Dentre suas várias frentes de atuação, destacam-se:[1]

  • Defesa da indústria: conselhos e fóruns empresariais[nota 2] direcionam as ações técnicas e políticas;
  • Projetos regionais: são desenvolvidos num esforço conjunto de empresas, organismos governamentais e instituições diversas;
  • Representações regionais: por meio delas, empresas fluminenses agem de forma integrada em projetos diversos, têm acesso garantido a informações relevantes[nota 3][3][4] e tornam suas ações conhecidas;
  • Responsabilidade social empresarial: essa prática consiste em apoiar políticas sociais por meio de parcerias que privilegiam a cidadania e beneficiam a sociedade.

Exemplos práticos

Para melhor compreender a forma de a FIRJAN atuar, alguns exemplos práticos do que a instituição tem feito podem ajudar:

  • Estender o prazo para as indústrias adotarem o Esocial, plataforma digital para empregadores enviarem dados sobre seus empregados para órgãos como Receita Federal e Ministério do Trabalho[5] (mediante diálogo com empresários e parlamentares);[6]
  • Pleitear a "implantação do programa Porto e Aeroporto 24h, defendido desde 2011"[7] e implantado em 2013;[8]
  • Fomentar a criação de uma lei que acabe com “a insegurança jurídica dos contratos de terceirização”;[9]
  • Elaborar documentos úteis, como o Cadastro Industrial do Rio de Janeiro, que traz informações sobre as principais indústrias e os fornecedores do estado;[10]
  • Contribuir para o desenvolvimento do E-gov, sistema que disponibiliza serviços públicos no meio eletrônico, o que ajuda a "aumentar a transparência e reduzir a burocracia para o cidadão e para as empresas";[11]
  • Promover debates sobre tecnologia;[12]
  • Investir no pregão eletrônico para agilizar as compras, realizadas por meio de licitação, das entidades do Sistema FIRJAN.[13]

Movimento Sindical FIRJAN[editar | editar código-fonte]

O Movimento Sindical FIRJAN concentra esforços na defesa dos interesses das empresas associadas aos seus respectivos sindicatos patronais, principalmente por meio de serviços de assessoria econômica, tecnológica, jurídica, ambiental e em investimentos e negócios internacionais.

Outra forma de contribuir com os associados é proporcionar capacitação profissional e disponibilizar informações exclusivas para fins de competitividade e posicionamento das empresas no mercado fluminense e do Brasil.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

Diante desse grande escopo, faz-se necessária a delimitação de metas específicas a se atingir com o Movimento.[14] Por exemplo:

  • Difundir a competitividade e a importância do associativismo;
  • Incentivar a troca de informações entre empresas, sindicatos e o Sistema FIRJAN (cultura de rede);
  • Apoiar associados na promoção de eventos, articulação, contatos e pleitos;
  • Ajudar sindicatos quanto a relações coletivas de trabalho, ou seja, Convenções coletivas (sindicatos) e Acordos coletivos (empresas);
  • Prestar serviços de assessoria quanto a acordos trabalhistas, alteração estatutária, criação de sindicatos e conflitos territoriais.

Benefícios[editar | editar código-fonte]

Todas as empresas que se filiam ao Movimento Sindical FIRJAN adquirem certas vantagens, que podem ser resumidas da seguinte forma:[15]

  • Ações institucionais empresariais (de mandados de segurança coletivos até fóruns setoriais);
  • Assessoria técnica;
  • Informação qualificada (não só a respeito de temas relevantes para o empreendimento, mas também sobre eventos, pesquisas, indicadores e outros);
  • Acesso ao IEL Rio, SENAI Rio e SESI Rio de forma mais prática (de capacitação profissional e empresarial a programas de saúde e segurança do trabalho);
  • Combo Qualidade de Vida para Associados Sistema FIRJAN,[16] que inclui:
  1. Empresa (descontos no PPRA/Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, no PCMSO/Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e em diversos outros serviços);
  2. Colaboradores (descontos em consultas médicas e odontológicas).

Para se tornar um associado do Movimento Sindical FIRJAN, a empresa precisa preencher um formulário com dados da empresa e de contato, além de realizar uma contribuição anual.[17]

História[editar | editar código-fonte]

A FIRJAN foi fundada em 1975, mas sua história remonta a décadas anteriores. Em dezembro de 1941, a Federação dos Sindicatos Industriais do Distrito Federal (FSIDF) "adaptou-se a novas disposições do regime corporativo instituído pelo Estado Novo, passando a denominar-se Federação das Indústrias do Rio de Janeiro" (FIRJ), que manteve o objetivo de reunir sindicatos do grupo industrial.

Nos trinta anos seguintes, o nome viria a mudar mais três vezes: a primeira foi em 1958, para Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIDF). Depois, em 1960, quando a capital federal foi transferida para Brasília e uma nova unidade federativa foi criada, ela se tornou Federação das Indústrias do Estado da Guanabara (FIEGA). E finalmente, em 1975 – quando da fusão da Federação das Indústrias do Estado da Guanabara (FIEGA) com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) –, a nova entidade passa a se chamar Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), nome que é mantido até hoje.

O Sistema FIRJAN só veio a ser implantado em 1994, reunindo FIRJAN, CIRJ e as entidades vinculadas SESI Rio, SENAI Rio e IEL Rio.[18]

Quadro cronológico sobre as entidades que deram origem à Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Em todos os 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro.
  2. Enquanto os Conselhos empresariais cuidam da estratégia de desenvolvimento do estado, os Fóruns empresariais trabalham para estimular o crescimento de alguns setores e agilizar procedimentos fiscais, legislativos e burocráticos, conforme informado nesta página.
  3. O tema dessas informações pode ser bem variado, tratando de prejuízos causados pela burocracia até o perfil da banda larga no país.

Referências

  1. a b Sistema FIRJAN. «FIRJAN: trabalhando para o desenvolvimento do Estado do Rio». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  2. G1 Economia (28 de maio de 2014). «Veja repercussão sobre decisão do Copom de manter a Selic». Consultado em 6 de junho de 2014 
  3. Portal Contábeis. «Estudo da FIRJAN avalia impacto da burocracia nas empresas». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  4. Jornal Globonews (2013). «Estudo da FIRJAN traça perfil de banda larga no Brasil». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  5. Monitor Mercantil (27 de maio de 2014). «A ampliação do prazo é uma vitória do Sistema FIRJAN». Consultado em 6 de junho de 2014 
  6. Sicav - Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual. «Presidente do Sistema FIRJAN vai à Brasília pedir apoio do governo para pleitos da indústria». Consultado em 6 de junho de 2014 
  7. Último Instante, por Ivonete Dainese (19 de maio de 2014). «Funcionamento 24h de portos e aeroportos já dá resultados, diz FIRJAN». Consultado em 6 de junho de 2014 
  8. Em Tempo (20 de maio de 2014). «Aeroporto agiliza tempo de liberação de cargas». Consultado em 26 de junho de 2014 
  9. Jornal O Dia (25 de maio de 2014). «Para reverter cenário atual, indústria pede políticas públicas mais ousadas». Consultado em 6 de junho de 2014 
  10. Notícias de Nova Iguaçu. «Cadastro Industrial do Estado do Rio de Janeiro». Consultado em 6 de junho de 2014 
  11. Folha Vale do Café (13 de março de 2014). «Vice-presidente do Sistema FIRJAN destaca importância da integração de sistemas eletrônicos». Consultado em 6 de junho de 2014 
  12. Agir - Agência de Inovação da UFF. «Sistema FIRJAN realiza o Inova Rio 2009». Consultado em 6 de junho de 2014 
  13. IT forum 365 (02 de agosto de 2012). «Sistema Firjan aumenta eficiência com plataforma de pregão eletrônico, por Vitor Cavalcanti». Consultado em 6 de junho de 2014 
  14. Sistema FIRJAN. «Movimento sindical FIRJAN». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  15. Sistema FIRJAN. «Benefícios para sua empresa». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  16. Sistema FIRJAN. «Combo qualidade de vida para associados Sistema FIRJAN». Consultado em 6 de fevereiro de 2014 
  17. Sistema FIRJAN. «Formulário pré-filiação». Consultado em 20 de fevereiro de 2014 
  18. Coordenação de BELOCH I. e FAGUNDES L. R. (1997), Sistema FIRJAN: a história dos 170 anos da representação industrial no Rio de Janeiro, 1827-1997: Memória Brasil Projetos Culturais Ltda.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]