Ir para o conteúdo

Frente Nacionalista e Integracionista

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Mapa da região de Ituri na RDC (República Democrática do Congo)

A Frente Nacionalista e Integracionista (em francês: Front des Nationalistes et Intégrationnistes; FNI) é um grupo rebelde Lendu ativo no Conflito de Ituri, em Ituri, na República Democrática do Congo. A FNI tem lutado contra a tribo Hema e é responsabilizada pela emboscada e assassinato de nove soldados da força de paz da MONUSCO, perto da cidade de Kafe em fevereiro de 2005.[1] O líder político FNI Floribert Ndjabu foi detido pelas autoridades congolesas, enquanto o chefe militar Etienne Lona se entregou.

Ligações com empresas

[editar | editar código]

A BBC afirma que, em 2005, as forças de paz da MONUSCO paquistanesa em Mongbwalu mantiveram uma relação comercial com os líderes da FNI. A BBC afirmou que os soldados paquistaneses trocaram armas por ouro, eventualmente envolvendo oficiais congoleses e mercadores indianos no esquema.[2]

Em 2005, um relatório da Human Rights Watch detalhou conexões entre a FNI e a empresa de mineração AngloGold Ashanti, uma subsidiária da Anglo American. A AngloGold Ashanti admitiu que seus funcionários tinham pago dinheiro para a FNI em mais de uma ocasião, em troca de acesso a minas de ouro na província de Ituri.[3]

Ataque a forças de paz

[editar | editar código]

Em maio de 2006, um soldado da força de paz MONUSCO foi morto e sete foram capturados em combates com a FNI. Todos os capacetes azuis da ONU eram do Nepal e estavam envolvidos em operações para desarmar as milícias a 100 km de Bunia, capital de Ituri.[4] Dois dos sete foram liberados em junho e os cinco restantes em meados de julho. Em 17 de julho, o novo líder da FNI, Peter Karim Udaga, anunciou que ele e sessenta de seus combatentes estavam terminando sua batalha com o governo em troca da integração das forças FNI no exército nacional, incluindo um posto de Coronel para Karim.[5][6]

Desarmamento

[editar | editar código]

A FNI, o Movimento Revolucionário Congolês e a Frente de Resistência Patriótica de Ituri (FRPI) concordaram com o desarme em 22 de agosto de 2007.[7] No entanto, em 2008, vários residentes em Mongbwalu alegaram ter testemunhado milícias FNI sendo reabastecidas por forças de paz da ONU paquistanesas. A transferência de armas foi confirmada por dois líderes da FNI atualmente na prisão, incluindo o Gen. Mateso Ninga.[8]

Referências

  1. New York Times (26 de Fevereiro de 2005). «9 U.N. Peacekeepers in Congo Killed by Militia Fighters» (em inglês)
  2. Martin Plaut (22 de maio de 2007). «"UN troops 'traded gold for guns'"» (em inglês). BBC News
  3. Human Rights Watch (2 de Junho de 2005). «The Curse of Gold» (em inglês)
  4. BBC News (30 de Maio de 2006). «Rebels hold DR Congo peacekeepers» (em inglês)
  5. BBC News (17 de Julho de 2006). «DR Congo rebel chief 'to disarm'» (em inglês)
  6. IRIN News (14 de Julho de 2006). «Kinshasa accepts militia leader's plea to join army» (em inglês)
  7. Scoop Independent News (22 de Agosto de 2007). «DR Congo: Ex-militia Members Agree To Disarm» (em inglês)
  8. IRIN Africa (15 de Junho de 2010). «DRC: Who's who among armed groups in the east» (em inglês)
Ícone de esboço Este artigo sobre a República Democrática do Congo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.