Frente Nacionalista e Integracionista

A Frente Nacionalista e Integracionista (em francês: Front des Nationalistes et Intégrationnistes; FNI) é um grupo rebelde Lendu ativo no Conflito de Ituri, em Ituri, na República Democrática do Congo. A FNI tem lutado contra a tribo Hema e é responsabilizada pela emboscada e assassinato de nove soldados da força de paz da MONUSCO, perto da cidade de Kafe em fevereiro de 2005.[1] O líder político FNI Floribert Ndjabu foi detido pelas autoridades congolesas, enquanto o chefe militar Etienne Lona se entregou.
Ligações com empresas
[editar | editar código]A BBC afirma que, em 2005, as forças de paz da MONUSCO paquistanesa em Mongbwalu mantiveram uma relação comercial com os líderes da FNI. A BBC afirmou que os soldados paquistaneses trocaram armas por ouro, eventualmente envolvendo oficiais congoleses e mercadores indianos no esquema.[2]
Em 2005, um relatório da Human Rights Watch detalhou conexões entre a FNI e a empresa de mineração AngloGold Ashanti, uma subsidiária da Anglo American. A AngloGold Ashanti admitiu que seus funcionários tinham pago dinheiro para a FNI em mais de uma ocasião, em troca de acesso a minas de ouro na província de Ituri.[3]
Ataque a forças de paz
[editar | editar código]Em maio de 2006, um soldado da força de paz MONUSCO foi morto e sete foram capturados em combates com a FNI. Todos os capacetes azuis da ONU eram do Nepal e estavam envolvidos em operações para desarmar as milícias a 100 km de Bunia, capital de Ituri.[4] Dois dos sete foram liberados em junho e os cinco restantes em meados de julho. Em 17 de julho, o novo líder da FNI, Peter Karim Udaga, anunciou que ele e sessenta de seus combatentes estavam terminando sua batalha com o governo em troca da integração das forças FNI no exército nacional, incluindo um posto de Coronel para Karim.[5][6]
Desarmamento
[editar | editar código]A FNI, o Movimento Revolucionário Congolês e a Frente de Resistência Patriótica de Ituri (FRPI) concordaram com o desarme em 22 de agosto de 2007.[7] No entanto, em 2008, vários residentes em Mongbwalu alegaram ter testemunhado milícias FNI sendo reabastecidas por forças de paz da ONU paquistanesas. A transferência de armas foi confirmada por dois líderes da FNI atualmente na prisão, incluindo o Gen. Mateso Ninga.[8]
Referências
- ↑ New York Times (26 de Fevereiro de 2005). «9 U.N. Peacekeepers in Congo Killed by Militia Fighters» (em inglês)
- ↑ Martin Plaut (22 de maio de 2007). «"UN troops 'traded gold for guns'"» (em inglês). BBC News
- ↑ Human Rights Watch (2 de Junho de 2005). «The Curse of Gold» (em inglês)
- ↑ BBC News (30 de Maio de 2006). «Rebels hold DR Congo peacekeepers» (em inglês)
- ↑ BBC News (17 de Julho de 2006). «DR Congo rebel chief 'to disarm'» (em inglês)
- ↑ IRIN News (14 de Julho de 2006). «Kinshasa accepts militia leader's plea to join army» (em inglês)
- ↑ Scoop Independent News (22 de Agosto de 2007). «DR Congo: Ex-militia Members Agree To Disarm» (em inglês)
- ↑ IRIN Africa (15 de Junho de 2010). «DRC: Who's who among armed groups in the east» (em inglês)