Galeria Spada

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Galeria Spada
Tipo museu nacional, Imóvel
Inauguração 1927 (91 anos)
http://galleriaspada.beniculturali.it/ Website oficial
Geografia
Coordenadas 41° 53' 59" N 12° 27' 58" E
Logradouro piazza Capo di Ferro, 13 - Roma
Cidade Roma
País Itália

Galeria Spada (em italiano: Galeria Spada) é um museu em Roma, Itália, abrigado no Palazzo Spada e localizado no rione Regola, na piazza Capo di Ferro. O complexo é famoso por sua fachada e pela chamada Perpesctiva de Borromini, uma galeria que, através de uma perspectiva forçada, cria a ilusão de comprimento e profundidade muito maior do que a realidade, obra de Francesco Borromini.

As obras expostas são pinturas dos séculos XVI e XVII.

História e a Perspectiva de Borromini[editar | editar código-fonte]

A galeria foi originalmente construída pelo cardeal Girolamo Capodiferro. Bartolomeo Baronino, de Casale Monferrato, foi o arquiteto e Giulio Mazzoni e sua equipe são responsáveis pela luxuosa decoração em estuque do interior e do exterior. O palácio foi comprado pelo cardeal Spada em 1632, que encomendou ao arquiteto barroco Francesco Borromini. Foi durante esta reforma que ele criou sua obra-prima de ilusão de ótica através de uma perspectiva forçada na forma de uma arcada no pátio que, através de fileiras de colunas de tamanho gradativamente menor e um piso ascendente, cria a ilusão de uma galeria de 37 metros de comprimento, mas que tem apenas oito metros. No fundo, uma estátua que aparentemente tem o tamanho natural, tem apenas 60 centímetros de altura. Borromini teve o apoio de uma matemático, o padre Giovanni Maria da Bitonto, para conseguir realizar o feito.

O complexo foi comprado em novembro de 1926 pelo Estado Italiano para abrigar uma galeria de arte e o Conselho de Estado. A primeira foi inaugurada em 1927 no Palazzo Spada, permaneceu fechada na década de 1940 e reabriu em 1951 graças aos esforços do curador das galerias de Roma, Anchille Bertini Calosso, e do diretor, Frederico Zeri. Este foi encarregado de localizar as obras ainda existentes que foram dispersadas durante Segunda Guerra Mundial com o objetivo de recriar o layout original dos séculos XVI-XVII da galeria, incluindo o posicionamento das telas, da mobília e das esculturas. A maior parte das obras veio da coleção privada de Bernardino Spada, complementada, em menor escala, por outras coleções, como a de Virgilio Spada.[1]

Descrição[editar | editar código-fonte]

O museu fica no primeiro piso do Palazzo Spada, na ala que pertencia ao cardeal Girolamo Capodiferro, que havia construído o museu utilizando os restos históricos da antiga casa de sua família, que se estabelecera ali em 1548[1]:

  • Sala I: chamada "Sala dos Papas" por causa de suas cinquenta inscrições descrevendo a vida de alguns pontífices selecionados, foi encomendada pelo cardeal Bernardino. Era conhecida também como "Sala do Teto Azure" por causa do teto coberto por uma tela azul-turquesa dividida em diversos pequenos pedaços marcados como "camerini da verno"),[2] um termo que significa "pequenas cabines de inverno" no dialeto romanesco. O teto é de 1777.
  • Sala II: esta sala foi criada juntamente com a Sala III. A parte superior das paredes estava dedcoradas com frisos em têmpera em tela por Perino del Vaga. O resto estava originalmente revestida por um apainelamento pintado, hoje perdido.
  • Sala III: chamada de "Galeria do Cardeal", foi projetada por Paolo Maruscelli em 1636-7 junbtamente com a Sala II para abrigar a coleção de arte de Bernardino Spada. O teto é treliçado e janelas francesas se abrem para pequenas galerias, uma das quais com uma grade de ferro de frente para um grande jardim.
  • Sala IV: esta última sala foi construída sobre uma galeria de madeira que se abre para um jardim e abriga obras dos caravagistas.

Obras de arte[editar | editar código-fonte]

Entre as obras mais importantes, estão:

Há ainda obras de:

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Autori vari, "Guida alla Galleria Spada". In Gebart s.r.l. 1998
  2. «Sala I - Camerini Spada». Beniculturali.i. 2 de fevereiro de 2009. Consultado em 15 de janeiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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