Gaseificação

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Gaseificação - são processos que transformam combustíveis sólidos ou líquidos em uma mistura combustível de gases, chamada gás de síntese. Este gás pode ser queimado diretamente ou usado na produção de plásticos e até transformado em combustíveis líquidos. [1] Utiliza-se como matéria-prima materiais geralmente ricos em carbono, como carvão, madeira, ou outros tipos de biomassa.[2][3]

Existem diversas tecnologias de gaseificação, a maioria utiliza quantidades de oxigênio inferiores à quantidade estequiométrica para a combustão completa, de modo que a mistura de gases restantes da reação seja ainda um combustível. Em alguns casos, utiliza-se também vapor de água. A mistura de gás resultante é chamado de gás de síntese, que pode ser usado como combustível. A gaseificação é essencialmente usada para extrair energia a partir de compostos orgânicos.[4]

Processos[editar | editar código-fonte]

A gaseificação envolve basicamente cinco processos, podendo ocorrer numa mesma região e equipamento ou não, dependo da tecnologia empregada.

  • Em primeiro, ocorre a secagem, durante o aquecimento do combustível. Esta etapa é mais significativa e lenta para combustíveis mais úmidos, como madeira e biomassa em geral.
  • A pirólise (ou desvolatilização) se inicia a pelo menos 300ºC, quando ocorre vaporização das partes voláteis e se inicia a fragmentação das partículas sólidas.
  • A combustão, ou reação do material com oxigênio é necessária ao processo, já que se necessita de uma fonte de calor para os demais processos. Esta fase pode ocorrer no próprio reator principal, em um gerador de vapor ou câmara de combustão. O que se queima pode ser parte do próprio gás de síntese, os outros produtos da gaseificação (líquidos e sólidos) ou mesmo o combustível primário.

Novas tecnologias[editar | editar código-fonte]

No entanto, a partir de 1980 houveram significativos avanços na tecnologia de Gaseificação tradicional, sendo anexadas ao processo original técnicas de Reversão Molecular, técnicas a vácuo, técnicas sem geração de óleo ou de alcatrão de forma a gerar apenas gás combustível a partir de diversos tipos de biomassa e de resíduos industriais. Ou se for desejado gerar gás e óleo combustíveis o reator pode ser ajustado para tal geração, de forma que a tecnologia pode gerar apenas gás combustível e carvão, ou gerar em outra configuração gás, óleo e carvão combustíveis.

Tais processos e equipamentos de tecnologias de recuperação térmica avançada da empresa Sílex[5], com desenvolvimento tecnológico de Luiz Gilberto Lauffer, onde os resíduos não precisam mais serem previamente triturados ou segregados antes de serem alimentados no reator.

Também, estas novas tecnologias usam a água de umidade ou de constituição das matérias primas, quebrando a água em Oxigênio que é utilizado no processo interno do reator, e gerar Hidrogênio que fará parte do gás combustível produzido. Este Hidrogênio que pode chegar a mais de 45% da constituição do gás combustível quando for queimado como combustível gerará vapor de água como produto da combustão. Ou seja, um ciclo ambientalmente perfeito, de água para água.

O gás combustível gerado com as novas tecnologias da Sílex são utilizados para geração térmica substituindo biomassa ou combustíveis não renováveis. Ou é utilizado por microturbinas a gás de síntese[6]especialmente desenvolvidas com as tecnologias da Sílex para este processo Gaseificação ou Pirólise, gerando energia elétrica proporcionalmente de gás de síntese gerado, e ainda reutilizando a energia térmica residual de saída da microturbina (ou de motor a explosão se for o caso) e gerar mais energia elétrica através da tecnologia da Sílex no ciclo Rankine Orgânico, chegando a 49% de rendimento em energia elétrica, bastante acima dos processos térmicos de geração ou de cogeração tradicionais.

Com as novas tecnologias da Sílex foram desenvolvidas unidades de processamento de pequeno e grande porte, podendo processar diversos tipos de resíduos no mesmo reator como lixo urbano novo ou já aterrado há muito tempo, pneus e resíduos industriais diversos entre outros, ou ainda matérias primas tradicionais como madeira, serragem, resíduos frigoríficos, carvão mineral, cascas como de arroz e caroços como de Açaí entre outros resíduos. oncoevãpe lliica,mcno d

Com as novas tecnologias da Sílex foram desenvolvidas unidades de processamento móveis em containers, podendo processar diversos tipos de resíduos no mesmo reator no local da deposição dos resíduos (agora sendo matérias primas) como lixo urbano novo ou já aterrado há muito tempo, pneus, solo contaminado e resíduos industriais diversos entre outros, ou ainda matérias primas tradicionais como madeira, serragem, resíduos frigoríficos, carvão mineral, cascas como de arroz e caroços como de Açaí entre outros resíduos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. (em português) Inovação Tecnológica - IPT vai construir usina para gaseificar bagaço de cana. Página acessada em 29/03/2011.
  2. «Gaseificação e combustão de resíduo sólidos da indústria calçadista». www.lume.ufrgs.br. Consultado em 30 de maio de 2009 
  3. «.:: IEA - Instituto de Economia Agrícola::.». www.iea.sp.gov.br. Consultado em 30 de maio de 2009 
  4. «ambientebrasil - portal ambiental». www.ambientebrasil.com.br. Consultado em 30 de maio de 2009 
  5. «Sílex tecnologias ambientais» 
  6. «Sílex tecnologias ambientais» 
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