Geraldo de Proença Sigaud

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Geraldo de Proença Sigaud,S.V.D.
Arcebispo da Igreja Católica
Arcebispo-emérito de Diamantina
Atividade Eclesiástica
Congregação Missionários do Verbo Divino
Diocese Arquidiocese de Diamantina
Nomeação 20 de dezembro de 1960
Predecessor Dom José Newton de Almeida Baptista
Sucessor Dom Geraldo Majela Reis
Mandato 1960 - 1980
Ordenação e nomeação
Ordenação presbiteral 12 de março de 1932
Roma
Nomeação episcopal 29 de outubro de 1946
Ordenação episcopal 1 de maio de 1947
São Paulo
por Dom Carlo Chiarlo
Lema episcopal DA PER MATREM
Nomeado arcebispo 20 de dezembro de 1960
Dados pessoais
Nascimento Belo Horizonte
26 de setembro de 1909
Morte Belo Horizonte
5 de setembro de 1999 (89 anos)
Nacionalidade brasileiro
Funções exercidas -Bispo de Jacarezinho (1946-1960)
dados em catholic-hierarchy.org
Arcebispos
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Dom Geraldo de Proença Sigaud SVD (Belo Horizonte, 26 de setembro de 19095 de setembro de 1999) foi um religioso verbita, bispo católico. Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Diamantina, em Minas Gerais.

Dom Geraldo foi ordenado padre no dia 12 de março de 1932, em Roma. Recebeu a ordenação episcopal no dia 1º de maio de 1947, em São Paulo, das mãos de Dom Carlo Chiarlo, Dom José Maurício da Rocha e Dom Manuel da Silveira d'Elboux.[carece de fontes?]

Atividades durante o episcopado[editar | editar código-fonte]

Foi Bispo da Diocese de Jacarezinho (1947-1961) e Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Diamantina (1961-1980). Sua excelência foi Professor Catedrático de Direito Escolar, Filosofia da Educação, História da Educação na Faculdade Sedis Sapientiae da Universidade Católica de São Paulo; Professor Catedrático de História da Filosofia na Faculdade de Filosofia em Jacarezinho. Preocupado com a influência das idéias comunistas no Brasil escreveu uma Carta pastoral sobre o Comunismo e um muito didático "Catecismo Anticomunista" de larga difusão no Brasil. Em colaboração com Dom Antônio de Castro Mayer e com o prof.Plinio Corrêa de Oliveira, além do economista Luíz Mendonça de Freitas, escreveu o célebre livro "Reforma Agrária, Questão de Consciência" que alertava para o perigo de uma reforma das estruturas sociais, rumo ao comunismo.[carece de fontes?]

Dom Sigaud durante décadas esteve ao lado de Plinio Corrêa de Oliveira. Seu apoio ao livro "Em Defesa da Ação Católica" (1943) de Plinio, que foi elogiado pelo Papa Pio XII, rendeu a ele e o Pe.Mayer, os dois mais ligados ao chamado "Grupo do Plinio", a sagração episcopal. Passou então, a atuar em favor da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada em 1960 por Plinio. Assim, na década de sessenta, no Brasil, Dom Sigaud fez críticas severas ao chamado clero progressista, entrando em confronto muitas vezes com Dom Hélder Câmara, antigo padre integralista que se tornara socialista e filocomunista. Desligou-se da TFP na final da década de 60.[1] O próprio Arcebispo de Diamantina, em 2 de Outubro de 1970, anunciou oficialmente, saindo de uma audiência com o presidente da República Emilio Garrastazu Medici, que a TFP se tinha distanciado dele por causa do seu apoio à reforma agrária promovida pelo governo e à reforma litúrgica de Paulo VI.[2]

Era irmão do artista plástico Eugênio de Proença Sigaud.[carece de fontes?]

Sua Excelência renunciou ao munus episcopal no dia 10 de setembro de 1980.[carece de fontes?]

Brasão[editar | editar código-fonte]

  • Descrição: Escudo eclesiástico, esquartelado. O 1º e o 4º de sinopla com uma águia de duas cabeças de sable, armada e mebrada de jalde, partido de blau com cinco flores-de-lis de jalde, postas em sautor – Armas dos Proenças; o 2º e o 3º de goles com um leão rampante de jalde carregado de uma cruz grega do primeiro esmalte, na espádua. Sobre os quatro quartéis, sobreposto no centro, um escudete de argente com uma cruz latina sobre três degraus, tudo de sable. O escudo assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio branco com cruzetas de sable. O conjunto pousado sobre uma cruz trevolada de de dois traços, de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico com seus cordões em cada flanco, terminados por dez borlas cada um,postas: 1,2,3 e 4, tudo de verde, forrado de vermelho. Brocante sobre a ponta da cruz um listel deArgente com o lema DA PER MATREM , em letras de sable.[3]
  • Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O 1ºe o 4º quartéis representam as armas familiares do arcebispo - família Proença, originária da Beira, Portugal. O Campo de sinopla (verde) representa: esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade; a águia bicéfala lembra o Império Romano, sobre o qual foi edificado o Império Cristão, e as cabeças da águia mirando para lados opostos representavam o poder e a nobreza exercidos tanto sobre o Ocidente, quanto sobre o Oriente, sendo que seu esmalte sable (preto) simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro; o metal jalde (ouro) de seus bicos e membros traduz nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. O campo de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza; as flores-de-lis simbolizam: candura, castidade, pureza, poder e soberania, sendo de jalde (ouro) traduzem o que acima se expôs sobre este metal. O Campo de goles (vermelho) representa o fogo da caridade inflamada no coração do bispo, bem como valor e socorro aos necessitados, o leão rampante, sendo o “Rei dos Animais”, representa fortaleza, bravura e nobreza, tendo sido símbolo dos reis da Casa de Davi (Ap. 5,5) e tendo sido usado como brasão da Tribo de Judá (Gen. 49,9), portando a cruz na espádua (Ez 9,4), representa Jesus Cristo e os cristãos, soldados de Cristo, sendo de jalde (ouro) tem o significado acima descrito. A cruz da espádua simboliza o cristianismo, que o Bispo deve defender, sendo de goles (vermelho) tem o significado deste esmalte. O escudete lembra o ponto central da fé cristã, a redenção do gênero humano por Jesus Cristo na Cruz do Calvário, sendo que o campo de argente (prata) traduz a inocência, a castidade, a pureza e a eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote; e o esmalte sable (negro) da cruz simboliza: a sabedoria, a ciência, a honestidade, a firmeza e a obediência ao Sucessor de Pedro. O lema: “Dai-me pela Mãe” foi tirado da sequência Stabat Mater, mais precisamente dos versos “Quando do mundo eu partir, dai-me ó Cristo conseguir, por vossa Mãe a vitória”, numa viva demonstração da confiança do arcebispo na proteção da Virgem Maria.[carece de fontes?]

Ordenações episcopais[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

Dom Geraldo de Proença Sigaud foi concelebrante da ordenação episcopal de:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "D.Geraldo Sigaud e a TFP", Revista Catolicismo, n° 239, Novembro de 1970.
  2. Plinio Corrêa de Oliveira, "Dentro e fora do Brasil...", Folha de S. Paulo, 11 de Outubro de 1970.
  3. http://www.arquidiamantina.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=30%3Abrasao-e-selo-episcopal-de-dom-geraldo-proenca-sigaud&catid=1&Itemid=17  Em falta ou vazio |título= (ajuda)

4. Sobre a atuação de Dom Geraldo de Proença Sigaud no Concílio Vaticano II veja: CALDEIRA, R. Coppe. Os baluartes da tradição: o conservadorismo católico brasileiro no Concílio Vaticano II. Curitiba: CRV, 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ernesto de Paula
Brasão episcopal.
Bispo de Jacarezinho

1947 - 1961
Sucedido por
Pedro Filipak
Precedido por
José Newton de Almeida Baptista
brasão episcopal.
Arcebispo de Diamantina

1961 - 1980
Sucedido por
Geraldo Majela Reis


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