Hans Eysenck
| Hans Eysenck | |
|---|---|
| Nascimento | 4 de março de 1916 Berlim |
| Morte | 4 de setembro de 1997 (81 anos) Londres |
| Residência | Inglaterra |
| Cidadania | Reino Unido, Alemanha |
| Progenitores |
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| Cônjuge | Sybil B. G. Eysenck |
| Filho(a)(s) | Michael Eysenck |
| Alma mater | |
| Ocupação | psicólogo, professor universitário, cientista |
| Distinções |
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| Empregador(a) | King's College de Londres |
| Orientador(a)(es/s) | Cyril Burt |
| Causa da morte | Câncer cerebral |
Hans Jürgen Eysenck (Berlim, 4 de março de 1916 — Londres, 4 de setembro de 1997) foi um psicólogo nascido na Alemanha, que passou sua carreira profissional na Grã-Bretanha. Ele era no seu tempo lembrado por seus trabalhos sobre a inteligência e personalidade, embora tenha trabalhado numa ampla gama de áreas. Ao momento da sua morte, Eysenck era o psicólogo vivo mais citado em revistas científicas com revisão por pares.[1]
A pesquisa de Eysenck incluiu afirmações de que certos tipos de personalidade apresentavam um risco elevado de câncer e doenças cardíacas, além de pesquisas sobre pontuações de QI e raça (publicadas pela primeira vez em 1971), que foram uma fonte significativa de controvérsia.[2][3] Estudiosos identificaram erros e suspeitaram de manipulação de dados no trabalho de Eysenck, e grandes replicações não conseguiram confirmar as relações que ele alegava ter encontrado.
Uma investigação encomendada pelo King's College London concluiu que os artigos de Eysenck, escritos em coautoria com Ronald Grossarth-Maticek, eram "incompatíveis com a ciência clínica moderna",[4] sendo 26 dos artigos conjuntos considerados suspeitos.[4][5][6] Quatorze artigos foram retratados em 2020 e mais de 60 declarações de preocupação foram emitidas por periódicos científicos no mesmo ano a respeito de publicações de Eysenck.[4] David Marks e Rod Buchanan, biógrafo de Eysenck, argumentaram que 87 publicações de Eysenck deveriam ser retratadas.[4][7]
Obras
[editar | editar código]Artigos
[editar | editar código]- Eysenck, H. J. (1952). «The Effects of Psychotherapy: An Evaluation». Journal of Consulting Psychology. 16 (5): 319-324. doi:10.1037/h0063633
- Eysenck, H. J. (1969). "The Rise of the Mediocracy". In Black Paper Two: The Crisis in Education (Critical Quarterly Society)
- Eysenck, H. J. (1987). «Thomson's 'bonds' or Spearman's 'energy': Sixty years on». Mankind Quarterly. 27 (3): 259-274. doi:10.1037/h0063633
- Eysenck, H. J. (1992). «A Reply to Costa and McCrae. P or A and C-The Role of Theory». Personality and Individual Differences. 13 (8): 867-868. doi:10.1016/0191-8869(92)90003-8
- Eysenck, H. J. (1992). «Four ways five factors are not basic». Personality and Individual Differences. 13 (6): 667-673. doi:10.1016/0191-8869(92)90237-J
Livros
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Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Haggbloom, S. J (2002). The 100 most eminent psychologists of the 20th century. Review of General Psychology (em inglês). [S.l.: s.n.] p. 139-152
- ↑ Rose, Steven (agosto de 2010). «Hans Eysenck's controversial career». The Lancet (em inglês). 376 (9739): 407–408. doi:10.1016/S0140-6736(10)61207-X
- ↑ Colman, Andrew M. (dezembro de 2016). «Race differences in IQ: Hans Eysenck's contribution to the debate in the light of subsequent research». Personality and Individual Differences (em inglês). 103: 182–189. doi:10.1016/j.paid.2016.04.050.
Para muitas pessoas, o nome de Hans Eysenck está principalmente associado a certas afirmações que ele publicou pela primeira vez em 1971 sobre a hereditariedade da inteligência e as diferenças raciais nos resultados dos testes de QI.
- 1 2 3 4 O'Grady, Cathleen (15 de julho de 2020). «Misconduct allegations push psychology hero off his pedestal». Science (em inglês). doi:10.1126/science.abd8375
- ↑ «King's College London enquiry into publications authored by Professor Hans Eysenck with Professor Ronald Grossarth-Maticek» (PDF) (em inglês). Outubro de 2019
- ↑ Boseley, Sarah (11 de outubro de 2019). «Work of renowned UK psychologist Hans Eysenck ruled 'unsafe'». The Guardian (em inglês)
- ↑ Marks, David F; Buchanan, Roderick D (janeiro de 2020). «King's College London's enquiry into Hans J Eysenck's 'Unsafe' publications must be properly completed». Journal of Health Psychology (em inglês). 25 (1): 3–6. PMID 31841048. doi:10.1177/1359105319887791
Ligações externas
[editar | editar código]- André Luís Masiero (agosto de 2005). «A Psicologia racial no Brasil (1918-1929)». Natal. Estudos De Psicologia. 10 (2). doi:10.1590/S1413-294X2005000200006. Consultado em 24 de março de 2026