Ingedore Grünfeld Villaça Koch

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Ingedore Grünfeld Villaça Koch (Eisenach, 22 de setembro de 1933São Paulo, 15 de maio de 2018) foi uma linguista brasileira nascida na Alemanha, professora titular da Universidade Estadual de Campinas por quase trinta anos.

Ingedore nasceu numa família judaica, filha do professor Paul Grünfeld e de Annemarie Fackenheim. Seu avô materno, o médico Julius Fackenheim, morreu no gueto e campo de concentração nazista de Theresienstadt (Terezín) em 13 de novembro de 1942[1][2]. Seu tio materno, Alfred Fackenheim, foi morto no campo de extermínio de Auschwitz em 1943[3]

Naturalizou-se brasileira em 7 de julho de 1955[4] e casou-se em 1959 com o advogado Luís Carlos Villaça Koch[5].

Como acadêmica, Ingedore implementou a área de Linguística textual no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp e destacou-se no Brasil por suas publicações, que são bibliografia frequente nos cursos de Letras do país. Foi pesquisadora emérita pelo CNPq, pelo conjunto de sua obra científico-tecnológica e por seu renome junto à comunidade científica.[6]

Chegou ao Brasil em 22 de fevereiro de 1939, portanto, antes do início da Segunda Guerra Mundial.[6] Em 1956, graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo e, em 1974, em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras Castro Alves.[6] Realizou o mestrado e o doutoramento em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e o seu pós-doutorado pela Universidade de Tubinga.[6]

É referência em Linguística, sobretudo em áreas relacionadas aos estudos do texto e do discurso, tais como linguística textual, cognição e linguística aplicada.[carece de fontes?]

Por sua importância na área, obras de relevância já foram produzidas em sua homenagem. Entre essas obras, destaca-se, por exemplo, o livro Linguística Textual: interfaces e delimitações. Homenagem a Ingedore Grünfeld Villaça Koch, lançado em abril de 2018, em evento que contou com a presença da homenageada.[carece de fontes?]

Lista de obras[editar | editar código-fonte]

Autora[editar | editar código-fonte]

  • Argumentação e linguagem. São Paulo: Cortez, 1984.
  • A coesão textual. São Paulo: Contexto, 1989.
  • O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
  • Desvendando os segredos do texto. São Paulo: Cortez, 2002.
  • Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Coautora[editar | editar código-fonte]

  • Intertextualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez, 2007. (com Anna Christina Bentes e Mônica Magalhães Cavalcante)
  • Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2006. (com Vanda Maria Elias)
  • A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1989. (com Luiz Carlos Travaglia)

Co-organizadora[editar | editar código-fonte]

  • Gramática do português culto falado no Brasil: a construção do texto falado. Campinas, SP: UNICAMP, 2006. (com Clélia Cândida Abreu Spinardi Jubran)

Homenagens[editar | editar código-fonte]

  • SOUZA, Edson Rosa Francisco de; PENHAVEL, Eduardo; CINTRA, Marcos Rogério (Org.). Linguística Textual: interfaces e delimitações. Homenagem a Ingedore Grünfeld Villaça Koch. São Paulo: Cortez, 2017.

Referências

  1. www.holocaust.cz. «www.holocaust.cz, mortos em campos de extermínio no atual território checo». Consultado em 9 de março de 2019 
  2. Thüringer Allgemeine. «Eisenach: Stolpersteine erinnern an jüdische Mitbürger». 2018-10-10. Consultado em 9 de março de 2019 
  3. «Julius, Alfred und Herta Fackenheim». Consultado em 9 de março de 2019 
  4. Ministério da Justiça - Diário Oficial da União (21 de julho de 1955). «Decretos de naturalização». Consultado em 9 de março de 2019 
  5. Diário Oficial do Estado. «Proclamas de casamento». 1959-08-21. Consultado em 9 de março de 2019 
  6. a b c d Gardenal, Isabel; Paiva, Valério (16 de maio de 2018). «Instituto de Estudos da Linguagem perde professora Ingedore Grünfeld Villaça Koch». UNICAMP. Consultado em 21 de maio de 2018