Isosporíase

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Isosporíase
Oocistos de Cystoisospora em célula epitelial (H&E).
Classificação e recursos externos
CID-10 A07.3
CID-9 007.2
DiseasesDB 29775
eMedicine med/1194 ped/1213
MeSH D021865

Isosporíase ou Cistoisosporíase é uma doença causada pelo protozoário coccídio Isospora belli. É comum em todo o mundo, em regiões tropicais e subtropicais.

Causa[editar | editar código-fonte]

Os Isospora belli infectam as células epiteliais do intestino delgado quando ingeridos com comida ou água contaminadas. É o menos comum dos três coccídios intestinais que infectam os seres humanos (Toxoplasma, Cryptosporidium e Isospora). Infecta o lúmen do intestino, onde tem fases de reprodução assexuada, e depois de uma semana tem reprodução sexuada (microgametócitos e macrogametócitos), com produção de zigotos que saem com as fezes como oocistos. É comum em todo o mundo. [1]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Em pessoas imunocompetentes (saudáveis) causam gastroenterite com diarreia por alguns dias com dor abdominal e náuseas moderadas ou podem ser assintomáticas.

Em imunocomprometidos ou crianças pequenas porém causam[2]:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Apesar de ser um protista causa eosinofilia. Pode ser identificado em exame de fezes, concentrada e tingida, vista ao microscópio. Também pode ser identificado com uma endoscopia ou colonoscopia para tirar uma amostra de tecido para exame de histologia.[3]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Áreas endêmicas de isosporíase incluem a África, Austrália, ilhas do Caribe, América Latina e Sudeste Asiático. Pode ser encontrada em 8 a 40% dos pacientes com AIDS. Entre crianças menores de 6 anos em áreas endêmicas, 5 a 20% entram em contato com o Isospora, principalmente as que frequentam creches ou escolas, mas nem todos tem diarreia prolongada. É mais comum em locais sem tratamento de água, como fazendas e cidades pequenas, sendo raro em países desenvolvidos.[4]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O parasita é destruído com a associação de Sulfametoxazol com Trimetropim (Cotrimoxazol) por 7 dias, com esquema profilático por mais 21 dias. É comum que reapareça meses depois se a imunidade não melhorar. Outra opção é pirimetamina com ácido fólico por um mês.[3]

Referências