Microsporidiose

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Microsporidiosis
Produzem esporos que usam túbulos polarizados para inocular esporoplasmas nas células dos hospedeiros. Os esporoplasmas amadurecem, se dividem e produzem novos esporos intracelularmente até o ponto em que rompem a célula liberando novos esporos e causando resposta inflamatória.
Classificação e recursos externos
CID-10 B60.8
CID-9 136.8
DiseasesDB 31870
eMedicine med/1469
MeSH D016881
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Microsporidiose é uma micose oportunista causada por fungos do filo microsporidia que afeta principalmente, mas não exclusivamente, em pacientes gravemente imunocomprometidos. Pelo menos quinze espécies de microsporídios foram identificados como parasitas humanos. Em pacientes com AIDS, dependendo da espécie, pode causar diarreia crônica, má absorção, perda de massa muscular, colangite, ceratoconjuntivite, peritonite, hepatite, miosite, sinusite, nefrite e/ou colecistite. Em pessoas saudáveis podem infectar a córnea e danificar a visão (queratite).[1]

Causa[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Microsporidia

Todos microsporídios são parasitas obrigatórios intracelulares de animais. Produzem esporos que inoculam esporoplasmas nas células dos hospedeiros. Os esporoplasmas amadurecem, se dividem e produzem novos esporos dentro da célula. A transmissão é feita por ingestão, inalação, contacto direto com a conjuntiva, contato com animal, transmissão sexual ou vertical. A liberação de esporos desencadeiam respostas inflamatórias no tecido afetado.[1]

Por infectar um dos mosquitos transmissores de malária, o Anopheles gambiae, tem potencial como medida preventiva.[2]

Fungo ou protozoário[editar | editar código-fonte]

Originalmente era classificado como protozoário por não possuir mitocôndria. considera os microsporídios como fungos por possuir reprodução sexuada e assexuada por esporos, [3]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é feito com microscopia óptica de uma biópsia do tecido afetado ou de uma amostra de urina, fezes ou muco. Pode ser diagnosticado em 5 minutos com "cromótropo-gram rápido-quente" ("quick-hot Gram-chromotrope technique"). Com essa técnica os microsporidia ficam violetas em um fundo verde. [4] Algumas espécies podem ser diagnosticadas com PCR ou ELISA.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Pode ser tratado com albendazol oral (400 mg para adultos) ou fumagilina tópica/gotas dependendo do local afetado. O tempo de tratamento pode variar de 4 dias à várias semanas dependendo do local afetado. Pacientes com AIDS devem fazer tratamento antirretroviral. [1]

Referências

  1. a b c Merck Manual - Microsporidiosis
  2. Bargielowski I, Koella JC; Koella (2009). Baylis, Matthew, ed. "A Possible Mechanism for the Suppression of Plasmodium berghei Development in the Mosquito Anopheles gambiae by the Microsporidian Vavraia culicis". PLoS ONE 4 (3): e4676
  3. https://web.stanford.edu/class/humbio103/ParaSites2006/Microsporidiosis/microsporidia1.html
  4. Moura H, Schwartz DA, Bornay-Llinares F, Sodré FC, Wallace S, Visvesvara GS. A new and improved "quick-hot Gram-chromotrope" technique that differentially stains microsporidian spores in clinical samples, including paraffin-embedded tissue sections. Arch Pathol Lab Med. 1997 Aug;121(8):888-93. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9278620