Criptococose

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Microfotografia de Cryptococcus neoformans no pulmão de um paciente de SIDA.

Criptococose é uma micose causada pelo fungo Cryptococcus neoformans ou pelo Cryptococcus gattii. São as únicas levedura encapsulada que causam doenças conhecidas atualmente, um fator importante para seu diagnóstico com microscópio.[1] Podem afetar pele, próstata, olhos, ossos, trato urinário e sangue.

Causas[editar | editar código-fonte]

A levedura encapsulada oportunista Cryptococcus neoformans causa pneumonia ou meningoencefalite em imunodeprimidos, enquanto o Cryptococcus gattii também afeta imunocompetentes. Em sua fase infecciosa se reproduzem de forma assexuada, mas possuem variedades teleomórficas (sexuadas) que correspondem ao Filobasidiella neoformans e F. bacillispora respectivamente.[2]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Existe em todo o mundo e causa um caso de meningite a cada um milhão de habitantes por ano. A infecção se dá pela inalação de esporos, frequentemente em detritos de pombos e o contagio não acontece de pessoa para pessoa. Quase 80% dos casos apareceram em pessoas com AIDS.[3]

Progressão, Sinais e Sintomas[editar | editar código-fonte]

Após inalação, as leveduras multiplicam-se no pulmão, frequentemente de forma assintomática. Mais tarde, se o indivíduo estiver debilitado, disseminam-se pelo sangue, especialmente para o cérebro. O sistema imunitário destrói os organismos sanguíneos, mas não detecta aqueles já presentes no líquido cefalorraquidiano (uma vez que é muito pobre em linfócitos). O resultado mais frequente é a multiplicação das leveduras nesse liquido rico em glicose que envolve o cérebro, com inflamação das meninges (membranas), ou seja, meningite. Sintomas são aqueles de todas as meningites, mas de intensidade mais moderada: dor de cabeça, náuseas, vómitos e fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), que podem durar várias semanas (ao contrário da meningite bacteriana que é fatal em apenas algumas horas).

Em indivíduos imunodeficientes (como, por exemplo, SIDA/AIDS, pacientes em uso de corticosteróides, ou aqueles com outra patologia crônica associada) a condição é mais grave e pode cursar com encefalite potencialmente mortal. Pode ainda causar lesões na pele e ossos.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Amostras de liquido cefalorraquidiano são observadas ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação. A sorologia, com detecção de anticorpos específicos contra o fungo é usada também.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

O tratamento vai depender do local da infecção e da disseminação. Geralmente é feita com o fármaco antifúngico anfotericina B (0,5-1,0 mg/kg/dia) e seus derivados lipídicos ou com a combinação de fluconazol (400 mg/dia) e 5-flucitosina (100 mg/kg/dia).

Referências

  1. CRIPTOCOCOSE: DUAS DOENÇAS? (PDF) 1 pp. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1993). Visitado em 5 de janeiro de 2012. "Criptococose é a infecção causada por Cryptococcus neoformans [...], que tudo indica é a única espécie patogênica do gênero Cryptococcus [...]. Nos tecidos do hospedeiro o fungo apresenta-se como levedura encapsulada, fato que o torna único entre os fungos patogênicos [...]."
  2. http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=13
  3. http://www.jornaldepneumologia.com.br/detalhe_artigo.asp?id=13