Rinosporidiose

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Rhinosporidiosis
Rinosporidiose na faringe oral
Classificação e recursos externos
CID-10 B48.1
CID-9 117.0
DiseasesDB 31328
eMedicine med/2029
MeSH D012227
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Rinosporidiose é uma infecção crônica causada pelo Rhinosporidium seeberi, endêmica na América do Sul, África e Índia. Normalmente se manifestam como pólipos delicados dentro do nariz ou faringe (70% dos casos) ou nas pálpebras ou conjuntiva (15%) que se rompem e sangram facilmente. Afetam diversos mamíferos, inclusive humanos, e aves. Podem afetar outras mucosas, como boca, garganta, reto, vagina ou glande.[1]

Classificação[editar | editar código-fonte]

O Rhinosporidium seeberi era classificado como um fungo, por sua aparência ao microscópio, mas análises filogenéticas indicam que é um protista aquático parasitário.[2] Outros estudos indicam é uma cianobactéria e manuais médicos siguem classificando-o como fungo por suas características diagnósticas.[3]

Causa[editar | editar código-fonte]

Pode ser transmitido por mergulhar em rios ou lagos de água doce tropicais ou por esporos no vento.[4] Homens são 4 vezes mais afetados e é mais comum em menores de 40 anos, provavelmente pelo hábito de homens jovens mergulharem mais em rios e lagos de água doce.[5]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

No nariz pode causar obstrução nasal unilateral, sangramento, coceira, coriza com espirros, gotejamento de secreções e tosse. Nos olhos causa lacrimejamento, vermelhidão, sensibilidade a luz e incomodo. Na pele podem formar papilomas e verrugas.[6]

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

No exame direto os pólipos são bem circunscritos, globulares com vários esporos dentro e uma grande variabilidade no tamanho. O diâmetro varia de 30 a 300 microns. R seeberi pode ser tingido com Giemsa, Gridley, PAS ou azul de toluidina. Numerosas infecções micóticas (Coccidioides immitis, Histoplasma capsulatum, Mucor, Aspergillus, Blastoschizomyces capitatus, Paracoccidioides brasiliensis, Cryptococcus neoformans) podem ser definitivamente diagnosticada ou fortemente suspeita na citologia.[7]

Em algumas áreas endêmicas também podem diagnosticar com ELISA ou immunoblot.[8]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A excisão cirúrgica local é o tratamento mais usado, mas ocorre muita recorrência. Excisão ampla com eletrocoagulação da área lesionada diminui as recidivas. Tratamento medicamentoso com dapsona por um ano é menos invasivo e tem menos recorrência. Sem tratamento adequado podem voltar e persistir por décadas.[9]

Referências

  1. http://emedicine.medscape.com/article/227734-overview
  2. Fredricks DN, Jolley JA, Lepp PW, Kosek JC, Relman DA. Rhinosporidium seeberi: a human pathogen from a novel group of aquatic protistan parasites. Emerg Infect Dis. 2000 May-Jun. 6(3):273-82.
  3. Vilela R, Mendoza L. The taxonomy and phylogenetics of the human and animal pathogen Rhinosporidium seeberi: A critical review. Rev Iberoam Micol. 2012 Apr 12.
  4. http://web.stanford.edu/group/parasites/ParaSites2002/rhinosporidiosis/
  5. http://emedicine.medscape.com/article/227734-overview#a6
  6. http://emedicine.medscape.com/article/227734-clinical
  7. Gori S, Scasso A. Cytologic and differential diagnosis of rhinosporidiosis. Acta Cytol. 1994 May-Jun;38(3):361-6. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7514831
  8. Sudasinghe T, Rajapakse RP, Perera NA, Kumarasiri PV, Eriyagama NB, Arseculeratne SN. The regional sero-epidemiology of rhinosporidiosis in Sri Lankan humans and animals. Acta Trop. 2011 Oct-Nov. 120(1-2):72-81.
  9. Job A, Venkateswaran S, Mathan M, Krishnaswami H, Raman R. Medical therapy of rhinosporidiosis with dapsone. J Laryngol Otol. 1993 Sep. 107(9):809-12.