Jerez de la Frontera

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Espanha Jerez de la Frontera  
—  Município  —
Map of Jerez de la Frontera (Cádiz).png
Bandeira de Jerez de la Frontera
Bandeira
Brasão de armas de Jerez de la Frontera
Brasão de armas
Jerez de la Frontera está localizado em: Espanha
Jerez de la Frontera
Localização de Jerez de la Frontera na Espanha
Coordenadas 36° 42' N 6° 07' O
Comunidade autónoma Andaluzia
Província Cádis
 - Alcaide Mamen Sánchez Díaz (PSOE-A)
Área
 - Total 1 188,23 km²
Altitude 56 m (184 pés)
População (2015)
 - Total 212 876
    • Densidade 179,15/km2 
Gentílico: jerezano, na
Código postal Del 11401 al 11409

Xerez da Fronteira (em castelhano, Jerez de la Frontera) é um município da província de Cádis, na comunidade autónoma da Andaluzia, na Espanha. Possui área de 1 188,23 quilómetros quadrados, uma população de 212 876 habitantes (2015) e densidade populacional de 178,61 habitantes por quilómetro quadrado.[1] O município é famoso pelo xerez, pelos cavalos, pelo flamenco e pelo motociclismo.

História[editar | editar código-fonte]

A região apresenta ocupação humana desde a Idade do Cobre, quando o Lacus Ligustinus, antiga enseada marítima formada com as águas do rio Guadalquivir, era uma grande riqueza natural e poderoso fator de atração para os seres humanos. A primeira grande civilização que se estabeleceu na região foi a dos tartessos, por volta de 3000 a.C. Os tartessos fundaram, por volta de 1200 a.C., no atual bairro rural de Mesas de Asta, a oito quilómetros do atual centro do município, a cidade de Asta Regia, cuja economia se baseava no comércio de metais.[2] Na época, a região era chamada pelos fenícios de "Xera".

Em 241 a.C., a região foi invadida pelos cartagineses. Com a Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.), a região foi conquistada pelos romanos. Na época romana, destacou-se a zona agrícola de Ager Ceretanus, que se localizava no território do atual município de Jerez de la Frontera. Em Ager Ceretanus, se localizava o núcleo urbano de Ceret (ou Seret). Tanto Ceret quanto Ager Ceretanus eram dedicados a Ceres, a deusa romana das colheitas. Com a queda do Império Romano do Ocidente (476), a região passou para domínio visigodo, interrompido por um período de domínio bizantino (séculos VI e VII). Os visigodos chamavam a região de Seritium ou Xeritium.

Em 711, após a batalha de Guadalete, a região foi conquistada pelos muçulmanos. Durante o período muçulmano, a cidade foi conhecida como Sherish. Em 1231, ocorreu a Batalha de Jerez, na qual as forças cristãs da Coroa de Castela sobrepujaram as tropas muçulmanas do Reino de Múrcia. A partir de 1248, com a conquista cristã de Sevilha, a região passou a constituir um protetorado cristão. Em 1264, a região foi definitivamente incorporada ao reino de Sevilha e, consequentemente, à Coroa de Castela. No entanto, investigações recentes sugerem que a incorporação ocorreu somente no ano de 1266.

Com a conquista cristã, o topônimo Sherish foi alterado para Xeres ou Xerez. Posteriormente, foi acrescentado o "da Fronteira", em referência à fronteira com o Reino nasrida de Granada. A partir de 1492, com a descoberta da América, a região se tornou muito próspera devido à proximidade com os portos de Cádiz e Sevilha. No século XVI, a pronúncia do topônimo Xerez foi alterada para sua pronúncia atual, com o som de "r". No século XVIII, com a reforma ortográfica da Academia Real, o topônimo adquiriu sua grafia atual: Jerez. A partir do século XVIII, a região se tornou famosa devido à produção de xerez. Durante a Guerra Peninsular (1807-1814), a cidade foi saqueada.

Antigo carro publicitário do grupo Garvey, um dos fabricantes de xerez da cidade, em exposição numa rua da cidade

Os séculos XVIII e XIX foram marcados pela industrialização da cidade e pela chegada da primeira linha de trens da Espanha, que uniu Jerez a El Puerto de Santa María em 1854 e à zona do Trocadero, no município de Puerto Real, em 1856. O século XIX também foi marcado por grandes tensões sociais entre a classe rica dos grandes proprietários, exportadores de vinhos e boa parte da nobreza, e a classe proletária urbana e rural. Essas tensões levaram a vários levantes camponeses, que o governo reprimiu violentamente baseando-se na suposta existência de uma sociedade anarquista chamada La Mano Negra que estaria promovendo assassinatos e incêndios de colheitas e edifícios. Durante os séculos XIX e XX, grandes músicos flamencos nasceram e cresceram na cidade, tornando-a o berço do atual flamenco. No início do século XX, a cidade teve que lutar contra a filoxera, a praga que destroçou as vinhas europeias.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Variação demográfica do município entre 1991 e 2004
1991 1996 2001 2004
183 316 182 269 183 273 192 648

Cultura[editar | editar código-fonte]

É a região originária do xerez e também um dos centros de origem do flamenco. O termo Frontera refere-se à sua antiga localização, que se situava na fronteira entre as regiões dominadas pelos mouros (Reino nasrida de Granada) e pelos cristãos (reinos de Múrcia, Xaém, Córdova e Sevilha, pertencentes à Coroa de Castela).

Desporto[editar | editar código-fonte]

O Xerez Club Deportivo é o principal clube de futebol da cidade.

Em Jerez, situa-se o Circuito Permante de Jerez, onde se realizam provas internacionais de desportos motorizados, em especial a Fórmula 1 com o Grande Prêmio da Espanha.

Referências

  1. Padrón continuo de los municipios de España. INE, 2015.
  2. Diario de Jerez. Disponível em http://www.diariodejerez.es/jerez/rico-patrimonio-torno-Jerez_0_738526210.html. Acesso em 13 de novembro de 2016.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Jerez de la Frontera

Espanha | Andaluzia | Cádis

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