Johann Georg Hamann

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Johann Georg Hamann
Nome nativo Johann Georg Hamann
Nascimento 27 de agosto de 1730
Königsberg
Morte 21 de junho de 1788 (57 anos)
Münster
Cidadania Alemanha
Ocupação filósofo, escritor
Movimento estético Sturm und Drang
Religião luteranismo

Johann Georg Hamann (27 de agosto de 1730, Königsberg - 21 de junho de 1788, Münster) foi um filósofo e escritor alemão. Foi profundamente marcado por uma vivência religiosa em 1758, que o levou à defesa de uma posição fundamentalista dentro do cristianismo. A partir desta época, Hamann adota o socrático não saber, contrapondo a ele o fundamento na Fé. Crítico radical do Racionalismo e do Iluminismo, dedicou sua carreira literária à defesa de uma fé cristã genuína, ainda que não fosse católico. Ele é considerado um precursor do Sturm und Drang. Goethe se referiu a ele como uma das mentes mais brilhantes de seu tempo.

Vida e Obra[editar | editar código-fonte]

Hamann entre 1775 e 1778

Origem e estudos[editar | editar código-fonte]

Seu pai era barbeiro-cirurgião. Em 1746, começou seus estudos na Universidade de Königsberg, passando da Teologia para o Direito, sem concluir nenhum curso. Suas paixões eram, entretanto, as línguas, a literatura e a filosofia, tendo adquirido vasta erudição. Hamann gaguejava e foi um hipocondríaco por toda a sua vida. Foi um dos editores da revista semanal Daphne, de 1749 a 1750. Deixou a universidade em 1752, começando então seu calvário como preceptor em casas de abastados.

A Vivência Em Londres[editar | editar código-fonte]

Em 1756, Hamann passa a trabalhar na casa comercial Berens em Riga. A serviço dos Berens, ele foi em 1757 para Londres, onde permaneceu até o início do verão de 1758. Mal-sucedido em sua missão comercial e financeiramente arruinado, Hamann mergulhou em profunda crise existencial, pôs-se a ler a Bíblia e passou por uma profunda conversão religiosa.

Volta para Königsberg[editar | editar código-fonte]

Johann Gottfried von Herder

No início de 1759, Hamann volta para sua terra natal, publicando no mesmo ano seu opúsculo Mementos Socráticos. Data desta época, também, seu contato com o conterrâneo Kant, já professor na Universidade de Königsberg. Logo em seguida, começa sua amizade com Herder, que estuda na universidade entre 1762 e 1764. Em 1762, publica As cruzadas do filólogo, em que se encontra sua Aesthetica in Nuce, a outra de suas obras importantes.

Até o fim de sua vida, participou ativamente da vida literária alemã, sendo um dos autores do assim chamado Sturm und Drang. Em todos os seus empreendimentos literários, sempre foi um valoroso defensor da fé cristã, tendo inclusive inspirado o filósofo oitocentista Søren Kierkegaard.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Considerações Bíblicas, 1758
  • Pensamentos sobre o meu Currículo, 1758/59
  • Mementos Socráticos, 1759
  • Cruzadas do Filólogo, 1762 (coleção, entre outras, Aesthetica in Nuce)
  • Metacrítica do Purismo da Razão, 1784

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A. Hagen: Johann Georg Hamann's Grabmal in Münster. In: Neue Preußische Provinzial-Blätter. Band 5, Königsberg 1848, S. 217–225.
  • Georg Baudler: Im Worte sehen. Das Sprachdenken Johann Georg Hamanns. Bouvier, Bonn 1970
  • Wolfgang-Dieter Baur: Johann Georg Hamann als Publizist. De Gruyter, Berlin 1991
  • Oswald Bayer (Hrsg.): Johann Georg Hamann – „Der hellste Kopf seiner Zeit“. Tübingen 1998
  • Oswald Bayer: Vernunft ist Sprache. Hamanns Metakritik Kants. Frommann-Holzboog, Stuttgart 2002
  • Oswald Bayer: Zeitgenosse im Widerspruch. Johann Georg Hamann als radikaler Aufklärer. München 1988
  • Isaiah Berlin: Der Magus in Norden. Johann Georg Hamann und der Ursprung des modernen Irrationalismus. Berlin 1995
  • John Betz: After Enlightenment: The Post-Secular Vision of J.G. Hamann (Oxford: Wiley Blackwell, 2009), ISBN 9781405162463
  • Thomas Brose: Johann Georg Hamann und David Hume : Metaphysikkritik und Glaube im Spannungsfeld der Aufklärung, Frankfurt u.a. 2005, ISBN 978-3-631-54517-1
  • Karl Carvacchi: Biographische Erinnerungen an Johann Georg Hamann, den Magus in Norden. Regensberg, Münster 1855
  • Liselotte Folkerts: Ein Vorgeschmack des Himmels. Johann Georg Hamann in Münster und dem Münsterland. Münster 2012, ISBN 978-3-643-11337-5
  • Bernhard Gajek (Hrsg.): Die Gegenwärtigkeit Johann Georg Hamanns. Acta des achten Internationalen Hamann-Kolloquiums an der Martin-Luther-Universität Halle-Wittenberg 2002. Lang, Frankfurt am Main 2005
  • Bernhard Gajek: Ernst Jünger und Johann Georg Hamann. In: Etudes Germaniques. Nr. 51 (1996), S. 677–692
  • Bernhard Gajek: Ernst Jüngers Hamann Erlebnis. In: Günter Figal, Georg Knapp (Hrsg.): Verwandtschaften. Jünger-Studien. Band 2. Attempo, Tübingen 2003, S. 53–73
  • Bernhard Gajek (Hrsg.): Johann Georg Hamann und England. Hamann und die englischsprachige Aufklärung Acta des Siebten Internationalen Hamann-Kolloquiums zu Marburg/Lahn 1996. Lang, Frankfurt a.M. 1999
  • Gwen Griffith Dickson: Johann Georg Hamann's Relational Metacriticism (contains English translations of Socratic Memorabilia, Aesthetica in Nuce, a selection of essays on language, Essay of a Sibyl on Marriage and Metacritique of the Purism of Reason); (Walter de Gruyter), 1995. ISBN 3110144379
  • Heinzpeter Hempelmann: Gott - ein Schriftsteller. Johann Georg Hamann über die End-Äußerung Gottes ins Wort der Heiligen Schrift und ihre hermeneutischen Konsequenzen. Brockhaus, Wuppertal 1988. ISBN 3-417-29341-3
  • Internationales Hamann-Colloquium (Hrsg.): Johann Georg Hamann. Acta des Internationalen Hamann-Colloqiums in Lüneburg 1976. Frankfurt 1979 ISBN 978-3-465-01319-8
  • Anja Kalkbrenner: Anthropologie und Naturrecht bei Johann Georg Hamann. V&R Academic, 2016, ISBN 9783847104933
  • Herbert Klauser: Hamann und die Kunst, Wien 1938, OCLC 18840122 (Dissertation Universität Wien 1938, 95 Seiten).
  • Elisabeth Leiss: Sprachphilosophie. W. de Gruyter, Berlin, New York 2009, S. 119–124
  • Helgo Lindner: Hamann über Bibel und Offenbarung, in: ders., Biblisch.... Gesammelte Aufsätze. Gießen 2006, S. 75–84
  • Helgo Lindner: J.G. Hamann. Aufbruch zum biblischen Denken in der Zeit der Aufklärung. Brunnen Verlag, Gießen 1988. ISBN 3-7655-9054-1
  • Johannes von Lüpke: Menschlich und göttlich zugleich. Johann Georg Hamanns Beiträge zu einer theologischen Lehre vom Menschen im Gespräch mit Goethe und Nietzsche, Habilitationsschrift (masch.) Tübingen 1992.
  • Ulrich Moustakas: Urkunde und Experiment. Neuzeitliche Naturwissenschaft im Horizont einer hermeneutischen Theologie der Schöpfung bei Johann Georg Hamann. De Gruyter, Berlin 2003
  • Josef Nadler: Johann Georg Hamann. Der Zeuge des Corpus mysticum. Salzburg 1949
  • Gerhard Nebel: Hamann. Stuttgart 1973
  • Angelo Pupi: Johann Georg Hamann. 6 Bde. Vita e Pensiero, Milano 1988-2004. ISBN 8834317602 ISBN 9788834317600 ISBN 8834317734 ISBN 9788834317730 ISBN 8834300823 ISBN 9788834300824 ISBN 8834305817 ISBN 9788834305812
  • Christina Reuter: Autorschaft als Kondeszendenz. Johann Georg Hamanns erlesene Dialogizität (= Theologische Bibliothek Töpelmann, Band 132). De Gruyter, Berlin 2005, ISBN 978-3-11-018380-1 (Dissertation Universität Zürich 2004, 311 Seiten).
  • Andre Rudolph: Figuren der Ähnlichkeit. Johann Georg Hamanns Analogiedenken im Kontext des 18. Jahrhunderts. Niemeyer, Tübingen 2006
  • Hansjörg Alfred Salmony: Johann Georg Hamanns metakritische Philosophie. Zollikon 1958
  • Susanne Schulte (Hrsg.): Ohne Wort keine Vernunft – keine Welt. Bestimmt Sprache Denken? Schriftsteller und Wissenschaftler im Wortwechsel mit Johann Georg Hamann. Waxmann, Münster 2011.
  • Eckhard Schumacher: Die Ironie der Unverständlichkeit. Johann Georg Hamann, Friedrich Schlegel, Jacques Derrida, Paul de Man. Suhrkamp, Frankfurt am Main 2000
  • Harry Sievers: Johann Georg Hamanns Bekehrung. Ein Versuch, sie zu verstehen. Studien zur Dogmengeschichte und Systematischen Theologie, Band 24. Zürich 1969
  • Helmut Weiß: Johann Georg Hamanns Ansichten zur Sprache. Versuch einer Rekonstruktion aus dem Frühwerk. Münster 1990
  • Reiner Wild (Hrsg.): Johann Georg Hamann. (= Wege der Forschung Bd. 511) WBG, Darmstadt 1978.
  • Woth: Biographische Skizze Hamann's. In: Archiv für vaterländische Interessen. Neue Folge, Jahrgang 1845, Marienwerden 1845, S. 98–123.
  • Karlfried Gründer, ed. (1966). «Hamann, Johann Georg». Neue Deutsche Biographie (NDB) (em alemão). 7. Berlim: Duncker & Humblot . pp. 573–577.
  • Hugo Delff (1879) (em alemão). "Hamann, Johann Georg". In Allgemeine Deutsche Biographie (ADB). 10. Leipzig: Duncker & Humblot. pp. 456–468.
  • Friedrich Wilhelm Bautz: Johann Georg Hamann. Em: Biographisch-Bibliographisches Kirchenlexikon (BBKL).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]