John Bartram

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John Bartram
Nascimento 23 de março de 1699
Darby
Morte 22 de setembro de 1777 (78 anos)
Filadélfia
Cidadania Estados Unidos
Ocupação botânico

John Bartram (Darby, 23 de março de 1699Filadélfia, 22 de setembro de 1777) foi um botânico norte-americano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi o pai de William Bartram, famoso ornitólogo, e avô de Thomas Say, um célebre entomologista. John Bartram como botânico foi um pioneiro norte-americano, sendo considerado o "pai da botânica americana"

John Bartram nasceu na Pensilvânia numa família de fazendeiros Quaker. Seus avós foram os primeiros colonos da "Experiência Holy" de William Penn. Com a morte de sua mãe quando tinha dois anos, seu pai e sua nova esposa transferiram-se para a Carolina do Norte. John ficou e passou a morar numa propriedade agrícola com os seus tios. Não teve uma escolarização formal além da escola primária local, porém possuía uma mente lúcida e aberta além de um grande interesse pelas plantas. Ajudando seu tio na propriedade adquiriu os conhecimentos e as habilidades necessárias para a sua carreira de agricultor e, consequentemente, de botânico.

Foi casado duas vezes. A primeira vez em 1723 com Mary Maris (que morreu em 1727) com a qual teve dois filhos, Richard e Isaac. Após a sua morte casou-se com Ann Mendenhall (1703-1789) em 1729, união que lhe deu cinco filhos e quatro filhas. Seu terceiro filho, William Bartram (1739-1823), tornou-se um botânico, ilustrador de história natural e ornitologista famoso e o autor de "Travels Through North & South Carolina, Georgia, East & West Florida,…." Filadélfia, James & Johnson, 1791.

Em 1728 adquiriu terrenos ao longo dos bancos do rio Schuylkill, perto da Filadélfia, onde plantou o primeiro jardim botânico da América do Norte. Atualmente este jardim leva o seu nome (Jardim Botânico de Bartram ) e faz parte do sistema de parques da Filadélfia.

Durante dez anos, Bartram viajou e trabalhou através da costa oriental dos Estados Unidos com o objetivo de coletar plantas. Foi do Lago Ontário no norte até a Flórida no sul, da costa atlânica até ao Rio Ohio no oeste, visitando principalmente os montes "Alleghenies" e "Catskills" e os estados da Carolina do Norte e da Carolina do Sul.

John Bartram manteve contatos por carta com todos os grandes botânicos de seu tempo, trocando espécimes com eles. Com este procedimento, introduziu numerosas plantas americanas na Europa e estabeleceu algumas espécies europeias na América. Bartram enviou uma grande variedade de sementes do mundo novo para os jardineiros europeus; muitas árvores ou flores americanas foram introduzidas e cultivadas pela primeira vez na Europa por esta rota. Antes de 1743 o trabalho de John Bartram foi financiado, em parte, por Robert James Petre (8.º Barão Petre), de Thorndon Hall, um sócio do seu amigo inglês Peter Collinson. Em 1743, com a morte de Petre, o próprio Collinson passou a financiar Bartram, recebendo e distribuindo as plantas e sementes para uma lista seleta de clientes ingleses, entre eles John Busch ( famoso viveirista londrino), cientistas e horticultores Quakers.

A sua casa e os seus jardins foram visitados por muitos americanos e viajantes europeus famosos do seu tempo.

Com Benjamin Franklin foi um dos co-fundadores da Sociedade Filosófica Americana em 1742, e foi eleito membro da Academia Real de Ciências de Estocolmo. O sueco Carl von Linné denominou Bertram como "o maior botânico do mundo".

Em 1765, Jorge III nomeou-o como "Botânico Real", função que conservou até a sua morte.

Foi homenageado com o nome de um gênero norte-americano de musgos ( Bartramia), uma planta da América do Norte ( Amelanchier bartramiana) e uma árvore subtropical ( Commersonia bartramia) que cresce desde o rio Bellinger na costa oriental da Austrália até ao cabo York, Vanuatu e Malásia.

Na Filadelfia uma escola foi nomeado em sua homenagem: "John Bartram High School".

Suas "Observaciones" (1751), que são um registro de sua viagem ao Lago Ontário, e o diário de sua viagem à Flórida ( 176566), "Journal of Bartram´s Florida trip" , foram publicados por William Stork.

Como autodidata, John Bartram não deixou nenhuma grande obra científica. Porém, as suas viagens, geralmente financiadas por seus correspondentes europeus, fizeram dele o fundador da botânica americana.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Journal of Bartram´s Florida trip. Descrição de William Stork do leste da Flórida (3.ª ed. 1769). (17651766)
  • Observaciones. Registro de sua viagem ao Lago Ontário publicado por William Stork (1751)

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Duane Isely: One hundred and one botanists, (Iowa State University Press, 1994), pp. 80–81.
  • Claus Bernet: John Bartram (1699-1777), in: Biographisch-bibliographisches Kirchenlexikon, 31, 2010, pp. 42–49.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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