José Galhardo
| José Galhardo ComSE | |
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Fotografia de José Galhardo no programa d'A Canção de Lisboa (1933) | |
| Nome completo | José Maria Galhardo |
| Nascimento | 10 de junho de 1905 |
| Morte | 17 de outubro de 1967 (62 anos) |
| Progenitores | Mãe: Maria Laura Santana (tia de Vasco Santana) Pai: Luís Galhardo |
| Ocupação | Advogado, argumentista |
| Prémios | Prémio Filipe Duarte (1945/1946) SNI Prémio Alfredo Carvalho (1946/1947) SNI |
José Maria Galhardo ComSE (Benfica, Lisboa, 10 de Junho de 1905 — Coração de Jesus, Lisboa, 17 de Outubro de 1967) foi um advogado e célebre argumentista e letrista português.
Biografia
[editar | editar código]José Maria Galhardo nasceu em 10 de Junho de 1905, na Vila Luísa, que ficava na Avenida Gomes Pereira, freguesia de Benfica, em Lisboa. Era filho do dramaturgo e empresário teatral Luís Galhardo e de Laura Santana Galhardo, natural de Lisboa (freguesia de São José).[1]
A 29 de janeiro de 1936, casou civilmente em Lisboa com Maria Emília da Silva (Mercês, Lisboa, c. 1909), doméstica, filha do comerciante Manuel da Silva, natural de Terras de Bouro, e de Maria do Rosário, doméstica, natural de Santarém. A 30 de abril de 1959, os dois casaram catolicamente na igreja matriz do Santíssimo Coração de Jesus, em Lisboa.[2]
José Galhardo distinguiu-se como letrista de inúmeras canções e fados, como são exemplo o Fado Malhoa e Lisboa Não Sejas Francesa, celebrizados por Amália Rodrigues; e ainda os diálogos e letras das músicas de filmes como A Canção de Lisboa (1933), Maria Papoila (1937), Fado, História de uma Cantadeira (1947), Capas Negras (1947), e O Tarzan do Quinto Esquerdo (1958), entre outros.[3]
A canção mais conhecida internacionalmente, com música de Raul Ferrão, é Coimbra é uma lição de amor (também conhecida como Coimbra e Avril au Portugal), cantada no filme Capas Negras (1947) por Alberto Ribeiro.
José Galhardo recebeu, juntamente com Raul Ferrão (música) e Mirita Casimiro (canto), o "Prémio Filipe Duarte" (1945/1946) do SNI, atribuído a autores da letra e da música e artista intérprete do melhor número de canto de opereta, por "Menina Lisboa" incluída no espectáculo A Invasão.[4]
No ano seguinte, José Galhardo recebeu, juntamente com Luís Galhardo, Alberto Barbosa e Vasco Santana , o "Prémio Alfredo Carvalho" (1946/1947) do SNI, atribuído a autores e artista intérprete do melhor número declamado de revista, pela autoria da peça Se Aquilo que a Gente Sente.[4]
Em 1947 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, em 29 de Janeiro.[5]
José Maria Galhardo morreu em 17 de Outubro de 1967, na freguesia do Coração de Jesus, em Lisboa.[1]
Referências
- ↑ a b «Livro de registo de batismos da paróquia de Benfica - Lisboa (1905)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 36, assento 84
- ↑ «Livro de registo de casamentos da 7.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1936-01-05 - 1936-06-18)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 21 e 21v, assento 20
- ↑ Ramos, Jorge Leitão. Dicionário do Cinema Português 1895-1961. Alfragide: Editorial Caminho. ISBN 9789722126038
- ↑ a b Moura, Nuno Costa (2007). «Apêndice 7 : Prémios Artísticos (entre 1959 e 1973)». "Indispensável dirigismo equilibrado" : O Fundo de Teatro entre 1950 e 1974 : (Volume II) (PDF) (Tese de Mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. p. 39, 40. Consultado em 18 de maio de 2016
- ↑ «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Maria Galhardo". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 18 de setembro de 2017
Ligações externas
[editar | editar código]- José Galhardo no IMDb
- «José Galhardo». no Centro de Estudos de Teatro & Tiago Certal
- «Discografia de José Galhardo» (em inglês). no Discogs