Mirita Casimiro

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Mirita Casimiro
Poster anunciando a opereta "O João Ninguém", com Mirita Casimiro (1936)
Nome completo Maria Zulmira Casimiro de Almeida
Nascimento 10 de outubro de 1914
Espinho, Espinho,[desambiguação necessária]  Portugal
Morte 25 de março de 1970 (55 anos)
Cascais, Cascais,  Portugal
Ocupação Actriz
Cônjuge Vasco Santana
IMDb: (inglês)

Maria Zulmira Casimiro de Almeida, popularmente conhecida como Mirita Casimiro (Espinho, Espinho, 10 de Outubro de 1914Cascais, Cascais, 25 de Março de 1970), foi uma actriz portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida no seio de uma família ligada à tauromaquia, filha de José Casimiro de Almeida[1] e neta de Manuel Casimiro de Almeida, ambos cavaleiros tauromáquicos, Mirita estreou-se como atriz em na revista Viva à Folia no Teatro Maria Vitória, em Lisboa.

Fez diversas operetas e interpretou o papel de um travesti na peça João Ninguém. Um dos seus primeiros grandes êxitos dá-se no espectáculo Olaré Quem Brinca (1933), no Teatro Variedades. Frequentemente, nas comédias em que participava, interpretava canções tradicionais da Beira Alta, envergando trajes típicos e mostrando a pronúncia daquela região.

Estreou-se no cinema sob a direcção de Leitão de Barros, em Maria Papoila (1937)[1] , segundo João Bénard da Costa «um retrato admirável da oposição do mundo rural (…) em grande parte devido à genial criação de Mirita Casimiro» (Costa, João Bénard da, Histórias do Cinema, 1991)

Casou-se com Vasco Santana[1] no ano de 1941, formando com ele uma dupla de enorme êxito. Anos depois, após um divórcio litigioso e polémico do casal, Mirita seria banida dos palcos portugueses por influência vingativa do ex-marido. Foi então que resolveu instalar-se no Brasil (1956), onde trabalhou sem obter grande popularidade.

Quando regressou a Portugal em 1964, foi convidada a ingressar no elenco do Teatro Experimental de Cascais, o que ditou o seu afastamento do teatro popular. Sob a direção de Carlos Avilez, integrou o elenco de peças marcantes da mesma companhia, associada ao processo de renovação do teatro português na década de 1960 — A Casa de Bernarda Alba de García Lorca (1966), A Maluquinha de Arroios de André Brun (1966) e O Comissário de Polícia de Gervásio Lobato (1968).

Em 1968 sofreu um grave acidente de viação no Porto, que a deixou desfigurada. Muito deprimida e vendo-se impossibilitada de retomar o seu trabalho nos palcos, acabou por se suicidar, aos 55 anos, na sua residência em Cascais. Nesta vila foi-lhe dedicado o Teatro Municipal Mirita Casimiro. Na cidade de Viseu o seu nome é recordado noutra sala de espectáculos, que recebeu o nome de Auditório Mirita Casimiro. Encontra-se sepultada no Cemitério de Viseu, de onde era originária a família Casimiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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