Karl Gützlaff

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Karl Gützlaff
Nascimento 8 de julho de 1803
Estetino
Morte 9 de agosto de 1851 (48 anos)
Hong Kong
Cidadania Alemanha
Ocupação lexicógrafo, linguista, tradutor, escritor, missionário, tradutor da Bíblia, político
Religião luteranismo

Karl Friedrich August Gützlaff (Estetino, 8 de julho de 1803 – Hong Kong, 9 de agosto de 1851), anglicizado como Charles Gutzlaff, foi um missionário alemão no extremo oriente, notável como um dos primeiros missionários protestantes em Bangkok, Tailândia (1828) e na Coréia do Sul (1832). Ele escreveu "Jornal das Três Viagens" além de "Costa da China" em 1831, 1832 e 1833, com anúncios de Sião, Coreá, e das Ilhas Loochoo (1834). Ele serviu como intérprete para missões diplomáticas inglesas durante a Primeira Guerra do Ópio. Gutzlaff foi um dos primeiros missionários protestantes na China que vestiu roupas chinesas. Gutzlaff Street em Hong Kong foi nomeada depois dele.

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascido em Pyritz (atualmente Pyrzyce), Pomerania, ele foi aprendiz de um seleiro em Stettin, mas foi capaz de garantir a admissão para  Pädagogium em Halle, e se associou com o Instituto Janike em Berlim.

A Sociedade Missionária da Holanda o enviou para Java em 1826, onde ele aprendeu Chinês. Gutzlaff saiu da sociedade em 1828, e foi primeiro para Singapura, depois para Bangkok com Jacob Tomlin da Sociedade Missionária de Londres, onde ele trabalhou na tradução da Bíblia para Tailandês. Ele fez uma breve viagem para Singapura em Dezembro de 1829, onde se casou com a única missionária Inglesa, Maria Newell. Os dois retornaram para Bangkok em Fevereiro de 1830 onde trabalharam em um dicionário de Língua khmer e Lao. Antes do trabalho ser completado, Maria morreu no parto, deixando uma herança considerável. Gutzlaff se casou de novo, dessa vez com Mary Wanstall, em 1834. O segunda Senhora Gutzlaff dirigiu uma escola e uma casa para cegos em Macau. Ela morreu em 1849 em Singapura, onde foi enterrada. O terceiro casamento de Gutzlaff foi com Dorothy Gabriel na Inglaterra em 1850.

Gützlaff em traje Fujian

Em Macau, e depois em Hong Kong, Gutzlaff trabalhou numa tradução Chinesa da Bíblia, publicou uma revista em chinês, Eastern Western Monthly Magazine (Revista Oriente Ocidental Mensal) e escreveu livros em chinês sobre assuntos práticos. Em 1834 ele publicou o Jornal das Três Viagens além da Costa da China em 1831, 1832 e 1833. Ao longo do caminho ele distribuiu folhetos que foram preparados por outro missionário pioneiro na China, Robert Morrison.

Em 1840, um grupo de quatro pessoas (Walter Henry Medhurst, Charles Gutzlaff, Elijah Coleman Bridgman, e John Robert Morrison) cooperaram em traduzir a Bíblia para Chines. A tradução da parte Hebraica foi feita quase inteiramente por Gutzlaff, Com a exceção do Pentateuco e do livro de Josué foram feitos pelo grupo coletivamente. Essa tradução, terminade em 1847, é bem conhecida deviada a sua adopção pelo líder e revolucionário camponês Hong Xiuquan do movimento Taipingtianguo (Taiping Rebellion) como algumas das primeiras reputadas doutrinas da organização. Essa tradução bíblica foi uma versão (em High Wen-li, Traditional Chinese: 深文理) correta e fiel á Bíblia original.

Nos anos 1830 Gutzlaff foi convencido por William Jardine do Jardine, Matheson & Co. a interpretar para seus capitães de navios na época do contrabando de ópio na costa, com a certeza que isso iria permiti-lo de juntar mais convertidos. Depois Gutzlaff deu assistência em negociações durante a Primeira Guerra do Ópio de 1839–42. Em resposta a falta de vontade do Governo Chinês de permitir estrangeiros no interior, ele fundou uma escola para "missionários nativos" em 1844 e treinou quase cinquenta chineses nos primeiros 4 anos. Infelizmente, as ideias de Gutzlaff ultrapassaram suas habilidades administrativas. Ele acabou sendo vítima dos seus próprios missionários nativos. Eles relataram a ele brilhantes  conversões e Novos Testamentos vendidos. Enquanto alguns dos Missionários nativos de Gutzlaff native foram genuínos convertidos, outros foram viciados em ópio e nunca viajaram para os lugarem que eles clamaram de ter ido. Ansiosos por dinheiro fácil, Eles simplesmente fizeram o relatório das conversões e pegaram os Novo Testamentos que Gutzlaff providenciou e venderam os livros de volta as que imprimiam que revendiam ao Gutzlaff. 

O escândalo eclodiu enquanto Gutzlaff estava na Europa em uma arrecadação de fundos.[1] Abalado pela exposição da fraude, Gutzlaff morreu em Hong Kong em 1851. Entretanto, a Sociedade Evangélica Chinesa, que foi criada por ele, enviou Hudson Taylor que fundou a bem sucedida "China Inland Mission". Taylor apelidou Gutzlaff como o avô da "China Inland Mission".

Sociedade para a Difusão do Conhecimento útil na China [editar | editar código-fonte]

Em 29 de Novembro de 1834, Gützlaff se tornou um membro da recentemente formada "Sociedade para a Difusão do Conhecimento útil na China". Os mem bros da comissão representava uma grande parte da comunidade empresarial e missionária em Canton: James Matheson (Chairman), David Olyphant, William Wetmore, James Innes, Thomas Fox, Elijah Coleman Bridgman, e John Robert Morrison. John Francis Davis, naquela época chefe superintendente do Comércio Inglês na China, Foi feito um membro honroso. [2]

Influências[editar | editar código-fonte]

A escrita de Gutzlaff influenciou Dr. Livingstone e também o Karl Marx. David Livingstone leu "Apelo para as Igrejas da Grã-Bretanha e norte-americanos em nome da China" de Gutzlaff e decidiu se tornar um médico missionário. Infelizmente, isso foi em 1840, e o surto da Primeira Guerra do Ópio, feita na China era muito perigosa para estrangeiros. Então a Sociedade Missionária de Londres o enviou para África, onde (em 1871) Henry Morton Stanley iria acha-lo trabalhando duro em Ujiji, Tanzania.[3]

Enquanto Gutzlaff estava arrecadando fundos na Europa em 1850, Karl Marx foi para Londres para escuta-lo. Ele também leu muitos escritos de Gutzlaff, que viraram fontes para os artigos de Karl Marx sobre a China para o "London Times" e o "New York Daily Tribune" nas décadas de 1840 e 1850, todos os quais são anti-imperialista e anti-religião.[4][5]

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Túmulo de Gutzlaff no Cemitério de Hong Kong (Hong Kong Cemetery);.

Referências

  1. Riazanov, David (1926).
  2. Elijah Coleman Bridgman; Samuel Wells Williams (1835).
  3. Lutz, Jessie G.; Lutz, R. Ray (March 1, 1999).
  4. Torr, Dona (1951).
  5. Fisher, Eve (December 3, 2015).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lutz, Jessie Gregory. Opening China: Karl F.A. Gützlaff and Sino-Western Relations, 1827-1852. Grand Rapids, Mich.: William B. Eerdmans Pub. Co., 2008. ISBN 080283180X.
  • Herman Schlyter, Der China-Missionar Karl Gützlaff und seine Heimatbasis: Studien über das Interesse des Abendlandes an der Mission des China-Pioniers Karl Gützlaff und über seinen Einsatz als Missionserwecker (Lund: LiberLäromedel/Gleerup, 1976) ISBN 91-40-04373-8
  • Winfried Scharlau (ed.), "Gützlaffs Bericht über drei Reisen in den Seeprovinzen Chinas 1831-1833" (Hamburg: Abera Verlag, 1997) ISBN 3-934376-13-4
  • Thoralf Klein/Reinhard Zöllner (eds.), "Karl Gützlaff (1803-1851) und das Christentum in Ostasien: Ein Missionar zwischen den Kulturen" (Nettetal: Institut Monumenta Serica, Sankt Augustin/Steyler Verlag, 2005) ISBN 3-8050-0520-2
  • Waley, Arthur (1968). The Opium War Through Chinese Eyes. [S.l.]: Stanford University Press. ISBN 978-0-8047-0611-7 

Outras leituras[editar | editar código-fonte]

  • Endacott, G. B. (2005) [1962]. A biographical sketch-book of early Hong Kong. Hong Kong University Press. ISBN 978-962-209-742-1. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]