Kombucha

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A (ou o) Kombucha (pronúncia: "kombutcha"), ainda, Kombuchá, é obtida tradicionalmente a partir da fermentação do chá adoçado das folhas da planta Camellia Sinensis.[1] Para a fermentação, prepara-se o chá, normalmente preto ou verde, mas pode ser qualquer infusão, desde que seja doce e que este não seja antibiótico natural. Depois de pronto e já resfriado, inocula-se a solução com um líquido acidificante ou vinagre proveniente de fermentações anteriores e a zoogleia. Tudo isto é deixado em repouso para o processo de fermentação da bebida. Após alguns dias, quando quase todo o açúcar terá sido consumido para dar lugar às várias enzimas vitaminas e ácidos, contudo, a bebida estará com um sabor ácido, mas, ainda, levemente doce e estará pronta a ser consumida.[carece de fontes?]

Os ácidos orgânicos produzidos durante a fermentação protegem o consórcio simbiótico da contaminação com microrganismos estrangeiros que não fazem parte da cultura. É necessário um tempo de fermentação ideal para a produção de um Kombucha potável. A fermentação mais longa frequentemente resulta na produção de níveis muito altos de ácido acético e torna a bebida imprópria para o consumo humano, já com um tempo menor que o ideal, a conversão do etanol em ácido acético não estará completa o que fornecerá um caráter alcoólico indesejado para a bebida. Um fator muito importante na produção do Kombucha é o pH inicial estabelecido para a batelada. Este deve iniciar em valores mais altos (em torno de pH=8,0) já que, ao longo da fermentação, altos níveis de ácido acético e glucônico são formados, o que faz com que o pH caia drasticamente. O nível do pH ao longo do processo é outro fator que define o tempo de ideal de operação. Quando o pH atinge valores entre 2,0 e 4,0 (mais idealmente próximo de pH=3,0), significa que o pH ótimo para o Kombucha foi atingido e a produção pode ser finalizada.[2]

História[editar | editar código-fonte]

As origens exatas do kombuchá não são conhecidas, embora o local de origem mais provável seja o distrito do mar de Bohai, na China. A bebida foi consumida na Rússia e de lá entrou no resto da Europa. Seu consumo aumentou nos Estados Unidos durante o início do século 21. Com um teor de álcool inferior a 0,5%, o kombuchá não é uma bebida regulamentada pelo governo federal nos Estados Unidos.[3][4]

Ninguém sabe ao certo a origem da kombucha, mas quase todas as evidências apontam para a China de antes de Cristo, e de lá ela teria se espalhado pelo mundo através da Rota da Seda. O chá seria um produto ancestral que inicialmente era utilizado como erva medicinal e só mais tarde se tornou popular como bebida. Numa das histórias mais conhecidas, o imperador Qin Shi Huangdi, da Dinastia Qin (221a.C. a 206 a.C) teria sido o primeiro a produzir e beber a kombucha. Mas segundo a nutricionista Bruna Lyrio, suas primeiras referências escritas encontram-se num dicionário chinês de cerca de 400 antes de Cristo, enquanto a transição do remédio para bebida ocorreu no final da Dinastia Zhou (1124 – 222 a.C.).

Existe ainda uma lenda segundo a qual ela teria surgido no ano de 414, na Ásia, e teria esse nome devido a um médico, chamado Kombu, que levou a bebida da Coreia para o Japão, para ajudar no tratamento de saúde do imperador japonês.

No início do século 20, já bem conhecida na Ásia e na Europa Oriental, a kombucha começou a ganhar espaço no Ocidente. Em 1960, investigadores suíços relataram que o consumo de kombucha era tão benéfico quanto o de iogurte. A partir daí, a popularidade da bebida aumentou.

Produção[editar | editar código-fonte]

O Kombuchá pode ser preparado em casa ou comercialmente.[5] O Kombuchá é feito dissolvendo o açúcar em água fervente não clorada. As folhas de chá são mergulhadas na água com açúcar quente e descartadas. O chá adoçado é resfriado e a cultura SCOBY é adicionada. A mistura é então vertida em um béquer esterilizado junto com chá de kombuchá previamente fermentado para diminuir o pH. O recipiente é coberto com uma toalha de papel ou tecido respirável para evitar que insetos como moscas contaminem o kombuchá.[6]

Kombuchá forte[editar | editar código-fonte]

Em 2019, alguns produtores comerciais de kombuchá vendiam "kombuchá duro" com um teor de álcool de mais de 5%. As marcas incluem Boochcraft, June Shine e Kombrewcha.[7]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Kombucha». Biblioteca Nacional da Alemanha (em alemão). Consultado em 17 de novembro de 2019 
  2. Silvia Alejandra Villarreal-Soto, Sandra Beaufort, Jalloul Bouajila , Jean-Pierre Souchard, e Patricia Taillandier. «Understanding Kombucha Tea Fermentation: A Review». Consultado em 5 de abril de 2020 
  3. «Hard Kombucha Is Super Trendy, but Is It Good for You? We Asked Nutritionists». Health.com (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2021 
  4. «Hard Kombucha Is the New Trendy Beverage You Should Try». Better Homes & Gardens (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2021 
  5. Jayabalan, Rasu; Malbaša, Radomir V.; Lončar, Eva S.; Vitas, Jasmina S.; Sathishkumar, Muthuswamy (2014). «A Review on Kombucha Tea—Microbiology, Composition, Fermentation, Beneficial Effects, Toxicity, and Tea Fungus». Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety (em inglês) (4): 538–550. ISSN 1541-4337. doi:10.1111/1541-4337.12073. Consultado em 1 de agosto de 2021 
  6. Desjardins, Nicolas (13 de novembro de 2019). «How to Make Kombucha at Home - 3 Fruits Recipes». Fonsly (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2021 
  7. Shirvell, Bridget. «How Hard Kombucha Became The Drink Of 2020». Forbes (em inglês). Consultado em 1 de agosto de 2021 
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