Límulo

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Limules.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
(sem classif.) Bilateria
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Merostomata
Ordem: Xiphosura
Família: Limulidae
Género: Limulus
Espécie: L. polyphemus
Nome binomial
Limulus polyphemus
( Lineu, 1758)

O límulo (Limulus polyphemus) é um artrópode quelicerado, também conhecido como caranguejo-ferradura-do-atlântica. Apesar do nome, esta espécie está mais próxima das aranhas e escorpiões que dos caranguejos (Crustacea) propriamente ditos. São representantes do mais antigo grupo animal que ainda vive sobre a face da Terra, os Merostomatas. Surgiu há cerca de 400 milhões de anos.

Comportamento[editar | editar código-fonte]

Os límulos são normalmente encontrados do Golfo do México e ao longo das costas do Atlântico Norte (Baía de Delaware), para onde comumente migram ano após ano. Durante toda a primavera esses animais sobem, aos milhares, até as praias para desovar, durante as marés altas, nas noites de lua nova e cheia. As fêmeas desovam em média 20.000 ovos por cova que cavam na areia da praia; as larvas eclodem após duas semanas. Podem atingir os 51 cm. Alimentam-se de moluscos, vermes e outros invertebrados. Seu habitat são as águas marinhas costeiras rasas, sobre fundos arenosos areia e lodosos.

Um variante japonês (Tachypleus tridentatus) pode ser encontrado em alguns mares, mas é considerada uma espécie sob risco de extinção devido à perda do habitat. Há ainda várias fazendas peixeiras onde os Límulos são criados para ser posteriormente vendidos como comida. Em cativeiro sua dieta pode ser composta de nacos de carne, tais como pedaços de camarão e de lula (Foster and Smith, 2004). Sua boca é encontrada no centro que corresponde à área inferior do tórax. Um par de pinças que os ajuda a puxar sua comida pode ser encontrado de cada lado da boca. Tempo médio de vida entre 20 e 40 anos.

Regeneração[editar | editar código-fonte]

Límulos possuem a rara habilidade de regenerar seus membros perdidos, de uma forma similar ao que fazem as estrelas-do-mar. Esse atributo foi recentemente provado por Sue Shaller, do Serviço Americano de Vida Selvagem.

Pesquisa médica[editar | editar código-fonte]

Estes animais são extremamente valiosos como espécies para a comunidade de pesquisas médicas. Desde 1964 uma substância feita através do sangue (que é azul) dos Límulos, chamada LAL (Limulus Amebocyte Lysate, em inglês) vem sendo testada contra endotoxinas bacterianas e na cura de várias doenças causadas por bactérias.[1] Os animais podem ser devolvidos à água após a extração de uma certa quantidade de seu sangue, fazendo com que essa busca não se torne um risco à sobrevivência destes artrópodes.[2]

A vida de um único límulo para extração sanguínea periódica pode valer até 2 500 dólares. O sangue destas criaturas é azul, o que é um resultado da alta concentração de hemocianina cuprosa em vez da hemoglobina ferrosa encontrada, por exemplo, nos humanos. O fato de os Límulos terem evoluído tão pouco ao longo desses 300 ou 400 milhões de anos é uma das razões que faz deste um animal tão diferente dos demais.Corre pouco risco de extinção, sendo usado em pesquisas cerca de 0,00001% de sua população.[carece de fontes?]

Referências

  1. Charles River. Products Services Endosafe LAL Reagents. FDA-licensed LAL testing Jul. 2012
  2. Heard, Willian (2001). «Project Oceanography - Unit Five - Coast/Horseshoe Crabs» (PDF) (em inglês). Universidade do Sul da Flórida. Consultado em 15 de marco de 2012.