Línguas urálicas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Línguas urálicas constituem uma família de línguas com aproximadamente 30 diferentes idiomas falados por cerca de 20 milhões de pessoas. Compreende o ramo das línguas úgricas, fino-permianas e o grupo dos idiomas samoiedos. As três línguas com maior número de falantes do grupo são: estoniano, finlandês e húngaro, contando ainda com os lapões (sami) e os samoiedos.

O nome "Urálico" se refere à provável terra natal dos falantes dessas línguas, nos Montes Urais. Acredita-se que os falantes do Proto-Urálico peretenciam a uma vasta nação estabelecida na Rússia Central por volta de 7000 anos atrás, o que se trata de um anacronismo vulgar pós-medieval, já que os norte/leste-siberianos só saíram do seu homeland rumo a oeste e sudoeste milênios depois, sendo estas zonas originalmente a parte norte da Cítia de fala indo-europeia e demografia europídea.[1]

Características típicas das línguas urálicas incluem:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

As línguas urálicas se subdividem nos seguintes grupos de idiomas (não incluindo os idiomas já extintos):

Grupos majoritários[editar | editar código-fonte]

  • Grupo balto-fínico: Tem como línguas majoritárias o finlandês e o estoniano, com mais de um milhão de falantes. Inclui também o carélio, com mais de 100 mil falantes.
  • Grupo fino-volgaico: Tem como idiomas majoritários o mari, o erzya e o moksha, todos com mais de 500 mil falantes.
  • Grupo pérmico: Inclui o udmurte, com mais de 500 mil falantes, o komi e o komi-permiak, com mais de 100 mil falantes.
  • Grupo úgrico: Inclui o húngaro, com mais de 10 milhões de falantes, e ainda os idiomas minoritários ostíaco e o vogul, com menos de 50 mil falantes.

Grupos minoritários[editar | editar código-fonte]

  • Grupo lapão: Inclui os vários dialetos lapões, que, somados, têm aproximadamente 20 mil falantes.
  • Grupo samoiedo: Inclui os idiomas nenets, enets, naganasan e selkup, com cerca de 30 mil falantes.
  • Grupo yukaghir: Quase desaparecido, contando com menos de mil falantes.

Referências

  1. PINKER, Steven, 1994, "The Language Instinct", p. 274, Cap. 8 "The Tower of Babel", Penguin Books EUA.
Ícone de esboço Este artigo sobre linguística ou um linguista é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.