Lagash

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Lagash é uma das cidades mais antigas da Mesopotâmia: os primeiros registros históricos mencionam, como cidades da Suméria, Eridu, Ur, Lagash, Larsa, Erech, Shuruppak, e, provavelmente, Nipur.[1]

História[editar | editar código-fonte]

No início do Terceiro Milênio a.C., quando Kish tinha a supremacia, Lagash aceitou a suzerania de Kish, porém a cidade prosperou, e se tornou poderosa e agressiva. Finalmente, Lagash se libertou da opressão e afirmou sua independência, e após uma sucessão de governantes enérgicos, se tornou a metrópole da antiga Babilônia.[1]

O primeiro rei de Lagash que se destacou foi Ur-Nina, cujo nome faz referênica a Nina, deusa da água, e que deve seu sucesso às operações militares de seus antecessores. Ele construiu uma muralha defensiva em Lagash, e deixou registros de sua piedade, ao construir ou restaurar templos e fazer ofertas aos deuses, além de construir canais e desenvolver a agricultura. Possivelmente ele submeteu Eridu e Nippur, mas não Erech.[1]

Ur-Nina foi sucedido por seu filho Akurgal, que lutou contra a cidade de Umma.[1]

Akurgal foi sucedido por seu filho [Nota 1] Eannatun, que tinha características de Napoleão: um gênio militar com ambições. Akurgal construiu um pequeno, porém brilhante, império, capturando Umma e derrotando uma invasão do Elão. Várias cidades se submeteram à suzerania de Lagash, como Erech e Ur, e seu poder na Suméria foi estabelecido. Ele também derrotou [[Zuzu (rei de Opis)|Zuzu], rei semita de Opis, cidade do norte.[1]

Eannatum foi sucedido por seu irmão, Enannatum I, que não tinha o mesmo gênio militar do irmão, e permitiu a revolta de Umma. Seu sucessor, Entemena, reconquistou Umma, e saqueou Opis e Kish, assegurando a supremacia de Lagash por vários anos.[1]

Entemena reinou vinte e nove anos e foi sucedido por seu filho Enannatum II, o último rei da linhagem de Ur-Nina. Depois dele, seguiu-se um período de obscuridade.[1]

O próximo rei importante foi Urukagina, que era um patesi, ou sacerdote-governante. Ele foi um reformista, e tratou os reis da dinastia de Ur-Nina como opressores e tiranos. Havia necessidades de reforma, pois o povo estava insatisfeito com o excesso de taxação. O fanatismo de Urukagina, porém, levou à desorganização do estado, e Umma, governada por seu patesi Lugal-zaggisi, se aproveitou para atacar e saquear Lagash. Lagash foi reconstruída, mas nunca mais recuperou a glória passada.[1]

A cidade voltou a ser importante após os Gútios haverem invadido a Acádia e a Suméria. Aparentemente, Lagash escapou das invasões deste povo. Seu mais famoso patesi nesta época foi Gudea, que reinou por volta de 2400 a.C. Assim como Salomão, Gudea construiu um templo ao seu deus, Nin-Girsu, obtendo material de vários lugares: cedro do Líbano, mármore de Amurru, diorita da Arábia, cobre de Elão, etc. Após sua morte, a cidade foi dominada por Ur.[1]

Notas e referências

Notas

  1. Mackenzie não diz que Eannatun era filho de Akurgal, mas que Eannatun era neto de Ur-Nina.

Referências

  1. a b c d e f g h i Donald A. Mackenzie, Myths of Babylonia and Assyria (1915), Chapter VI, Wars of the City States of Sumer and Akkad [em linha]
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