Luís Paixão Martins

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Luís Filipe Paixão Martins (Lisboa, 1 de janeiro de 1954) é um consultor de comunicação e relações públicas português, que fundou a LPM Comunicação[1] e criou o NewsMuseum[2].

Atividade Profissional[editar | editar código-fonte]

Interessou-se pela rádio logo quando estudava no Liceu Camões, em Lisboa, cuja ERE – Equipa Radiofónica de Emissão integrou em 1967. Em 1971 iniciou então a atividade profissional como locutor na Rádio Renascença. Ali profissionalizou-se como apresentador de programas.[3]

Em 1975, já como jornalista, ingressou na redação do Jornal Novo. Em 1976, transitou para a Agência ANOP. Voltou à rádio em 1979, quando foi lançada a Rádio Comercial, onde foi editor dos noticiários da manhã e editor dos programas da direção de informação. Em 1985 foi chefe de redação da Agência NP (Notícias de Portugal). Colaborou nos semanários O Jornal e Se7e. Em 1977/8 cursou no CPJ (Centre de Perfectionnement des Journalistes et des Cadres de la Presse) e estagiou na agência France Press.

Em 1986, deixou a profissão de jornalista para se dedicar ao conselho em comunicação e relações públicas. A LPM Comunicação, empresa que fundou e que liderou até 2014, conta no seu portefólio com alguns dos mais importantes grupos empresariais portugueses e diversas companhias globais numa grande multiplicidade de sectores. Luís Paixão Martins colaborou também nas campanhas eleitorais de José Sócrates (1.ª maioria absoluta da Esquerda em Portugal), Cavaco Silva (1.º candidato de Direita eleito Presidente), António Costa (2ª maioria absoluta da Esquerda em Portugal)[4] e candidaturas para outras autoridades políticas em Portugal, Angola e Cabo Verde.[5]

Em 2007, solicitou à Assembleia da República a criação de uma “credenciação específica” para os profissionais das agências de comunicação, lançando a discussão em torno da atividade de lóbi em Portugal.[6]

Em 2012, fundou o conceito Hybrid Public Relations, uma metodologia de ponta para integrar toda a comunicação das marcas e organizações com os media e os públicos.[7]

No dia 25 de Abril de 2016 abriu em Sintra, um museu dedicado às notícias, aos media e à comunicação - o NewsMuseum.[8][9] Os primeiros visitantes foram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa[10], o Primeiro-Ministro, António Costa[11], o líder da Oposição, Pedro Passos Coelho[12], e o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta[13].

Com base na sua experiência em campanhas eleitorais editou, no início de 2023, "Como Perder Uma eleição" (Editora Zigurate)[14]. No final do mesmo ano publicou, na mesma editora, "Como Mentem as Sondagens"[15].

Semi-retirado da vida profissional, vive entre Lisboa, onde nasceu em 1954, e uma aldeia da fronteira de Monfortinho, onde mantém uma atividade florestal e de turismo rural.[16]

Obras Publicadas[editar | editar código-fonte]

  • As Armas dos Jornalistas – A Linguagem ao Alcance de Todos, Lisboa, Alia Edições e Publicações, 1983
  • Schiu… Está aqui um Jornalista – Tretas, Meias Verdades e Completas Mentiras Acerca da Imagem, Lisboa, Editorial Notícias, 2001
  • Prefácio e Tradução de A Queda da Publicidade e a Ascensão das Relações Públicas, de Al Ries e Laura Ries, Lisboa, Editora Casa das Letras, 2003[3]
  • Prefácio de Propaganda, de Edward Bernays, Lisboa, Mareantes Editora, 2006
  • Tinha Tudo para Correr Mal Memórias de um Comunicador Acidental, Lisboa, Chiado Editora, 2015[17]
  • Como perder uma eleição. Manual de comunicação eleitoral do consultor das maiorias absolutas, de Luís Paixão Martins. Lisboa, Editora Livros Zigurate, janeiro de 2023[18]
  • Como mentem as sondagens, de Luís Paixão Martins. Lisboa, Editora Livros Zigurate, outubro de 2023[19]

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Luís Paixão Martins no X

LPM Comunicação

Referências

  1. “LPM confirma liderança das consultoras de Comunicação”, jornal Briefing
  2. Group, Global Media. «Sintra - As notícias também já têm direito a um museu». DN. Consultado em 28 de dezembro de 2017 
  3. a b Perfil do Jornalista, Luís Paixão Martins
  4. «Folhetim de voto: A maioria absoluta explicada por quem a conseguiu». CNN Portugal. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  5. «Perfil de Luís Paixão Martins, página da Flat Marketing». Consultado em 6 de março de 2013. Arquivado do original em 16 de fevereiro de 2013 
  6. “Agências de comunicação querem trabalhar no Parlamento”, Diário Económico
  7. “Estamos num processo de hibridez”, entrevista ao jornal Briefing
  8. «Museu das Notícias deve abrir em Sintra em Março de 2016». Público. 4 de junho de 2015. Consultado em 16 de junho de 2015 
  9. «Briefing - Porquê o NewsMuseum? Luís Paixão Martins explica um projeto "consistente" e "oportuno"». www.briefing.pt. Consultado em 13 de maio de 2016 
  10. «Museu - Presidente da República é o primeiro visitante do NewsMuseum». DN. Consultado em 13 de maio de 2016 
  11. «António Costa e Passos Coelho juntos no NewsMuseum». Observador. Consultado em 13 de maio de 2016 
  12. «António Costa janta com Passos». www.cmjornal.xl.pt. Consultado em 13 de maio de 2016 
  13. «ABOLA.PT - A BOLA em destaque no News Museum em Sintra (fotos)». abola.pt. Consultado em 13 de maio de 2016 
  14. Digital, Bismuto Labs-Web Design e Marketing (29 de janeiro de 2023). «"Como Perder Uma Eleição", de Luís Paixão Martins, é apresentado em Lisboa e no Porto». Comunidade Cultura e Arte. Consultado em 24 de outubro de 2023 
  15. Staff, Forbes (8 de outubro de 2023). «Sondagens são enganadoras e a culpa é dos técnicos e dos jornalistas, refere Luís Paixão Martins». Forbes Portugal. Consultado em 24 de outubro de 2023 
  16. «Visão | Entrevista a Luís Paixão Martins: Memórias de um spin doctor». Visão. 12 de janeiro de 2023. Consultado em 24 de outubro de 2023 
  17. «Livro - Memórias de um "comunicador acidental" - Portugal - DN». DN. Consultado em 27 de novembro de 2015 
  18. «Como Perder Uma Eleição». Livros Zigurate. Consultado em 24 de outubro de 2023 
  19. «Como Mentem as Sondagens». Livros Zigurate. Consultado em 24 de outubro de 2023