Manic Street Preachers

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Manic Street Preachers
Manic Street Preachers ao vivo em 2010.
Informação geral
Origem Blackwood, País de Gales
País  Reino Unido
Gênero(s) Rock alternativo, hard rock, post-punk, britpop
Período em atividade 1986–atualmente
Gravadora(s) Columbia Records
Sony Music
Epic Records
Heavenly Records
Afiliação(ões) Super Furry Animals
Página oficial Manicstreetpreachers.com
Integrantes James Dean Bradfield
Nicky Wire
Sean Moore
Ex-integrantes Richey Edwards
Miles "Flicker" Woodward

Manic Street Preachers é uma banda de rock formada no País de Gales em 1986. O grupo é formado por James Dean Bradfield (vocais, guitarra), Nicky Wire (baixo e vocais) e Sean Moore (bateria) desde o seu início, tendo passado também o guitarrista Richey Edwards.

O grupo alcançou certa relevância lançando um EP e mais tarde o álbum Generation Terrorists (1992), sempre com teor politizado e envolvimento polêmico com a imprensa. O grupo, em sua primeira fase, flertou com o hard rock, mas rapidamente tornou-se mais influenciado pelo rock alternativo e post-punk. Com essas influências e letras escritas pelo baixista Nicky e o guitarrista Richey, a banda produziu The Holy Bible em 1994, considerado um dos principais trabalhos de sua discografia. Em 1995 Richey, conhecido por sua personalidade polêmica, depressiva e melancólica, desapareceu. A banda tornou-se um trio, e nesta formação, o som tornou-se mais leve, embora igualmente politizado, com o britpop de Everything Must Go (1996), um dos álbuns mais elogiados da discografia dos Manics e com o sucessor This Is My Truth Tell Me Yours (1998), o mais vendido da carreira. No entanto, os subsequentes Know Your Enemy (2001) e Lifeblood (2004) foram mal recebidos pela crítica e público. Neste ínterim, os músicos fizeram um show em Cuba, registrado em vídeo. James e Nicky gravaram discos solo em 2006.

O conjunto retornou à forma com Send Away the Tigers (2007), que segundo o trio, renovou-a. Após Richey ser oficialmente declarado morto em 2008, os músicos revisitaram algumas de suas letras e lançaram Journal for Plague Lovers (2009), influenciado pelo som da banda na década anterior. Após isso, o grupo investiu em discos ecléticos, bem recebidos pela crítica: O power pop de Postcards from a Young Man (2010), o acústico folk Rewind the Film (2013) e Futurology (2014). O trio também produziu a coletânea National Treasures – The Complete Singles em 2011. Com mais de dez milhões de cópias vendidas pelo mundo, o Manic Street Preachers é conhecido pela temática política e filosófica em suas músicas, tendo sido e vencedor nos prêmios NME Awards, Q Awards e BRIT Awards. Os músicos também já foram indicados para o Mercury Prize e o MTV Europe Music Awards.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1986, os amigos de escola James Dean Bradfield (vocais e guitarras), Nicky Wire (baixo) e Sean Moore (bateria) decidiram pelo nome de Betty Blue (título em inglês do filme 37°2 le matin de Jean-Jacques Beineix estrelado por Béatrice Dalle no papel de Betty), mas antes mesmo de lançar o primeiro single, o trio adotou Manic Street Preachers.

A capa do primeiro single "Suicide Alley", bancado pela banda, foi desenhada pelo guitarrista Richey James, que logo depois se tornou membro do grupo. O som tinha influências do punk e hard rock. O primeiro EP, New Art Riot, foi lançado em 1990.

As composições do Manic tinham como principais temas a política e a crítica social. O início do grupo foi cheio de polêmicas. Eles diziam que lançariam um único CD para vender 16 milhões de cópias e encerrariam a carreira da banda. As polêmicas só davam mais visibilidade ao grupo.

O primeiro sucesso, "Motown Junk", foi lançado pela gravadora Heavenly Records. O single se tornou um clássico do grupo. "You Love Us", segundo single, foi mais polêmico e entrou na parada britânica. Em seguida, o grupo realizou uma turnê no Reino Unido em 1991.

Em um dos shows, em Norwich, estava presente o jornalista da New Music Express, Steve Lamarcq, mais um que duvidava da seriedade e autenticidade do grupo. Após o show, durante a entrevista com Richey, como o jornalista não parecia muito convencido de suas declarações, o guitarrista pegou uma navalha e escreveu no braço 4 Real. A história terminou no hospital e Richey levou 17 pontos.

O resultado de tanta polêmica foi o contrato assinado com a Sony Music. Em 1992 saiu o primeiro álbum, Generation Terrorists. Várias canções entraram no Top 40 da Inglaterra. O single "Suicide In Painless", relançado, chegou ao Top 10 e foi tema do filme M*A*S*H. Em 1993 foi lançado o segundo álbum, Gold Against the Soul. O Manic continuou na mídia, ora por frases polêmicas, ora por supostos problemas de saúde.

Mas foi em 1994 e 1995 que as manchetes sobre o Manic se multiplicaram. Primeiro foi a internação de Richey James por colapso nervoso em uma clínica. Depois saiu o terceiro álbum, The Holy Bible, uma gravação mais introspectiva e depressiva. E, por último, a tragédia. No dia 1º de fevereiro de 1995, Richey, abandonou o hotel em que estava em Londres, deixando no quarto o passaporte e cartões de crédito. Seu carro foi encontrado uma semana depois, perto da ponte Severen Bridge, em Bristol, local conhecido como palco de suicídios. O corpo de James, contudo, nunca foi localizado. Volta e meia aparecem relatos de que ele teria sido visto em locais improváveis. Num primeiro momento, os integrantes da banda não se preocuparam, pois não era a primeira vez que isso acontecia. Mas o sumiço se tornou longo demais e a preocupação aumentou quando encontraram o carro de Richey num local também conhecido pela procura de suicidas. O corpo nunca foi encontrado. O sumiço trágico do músico conferiu aura mítica à banda

Alguns meses depois a banda se recuperou da tragédia e decidiu continuar sem Richey depois de conversar com a família do guitarrista. Em 1996, os Manics lançaram o álbum Everything Must Go ainda com algumas canções de Richey.[1] O disco vendeu dois milhões de exemplares. O sucesso crescia e no Brit Awards 97 eles levaram para casa os prêmios de Melhor Banda e Melhor Álbum (repetidos em 99).[2]

This Is My Truth Tell Me Yours saiu em 98 e o single "If You Tolerate This Your Children Will Be Next" foi direto para o primeiro lugar das paradas. Em 2001, o Manic lançou Know Your Enemy. Gravado em El Cortizo, na Espanha, o álbum traz 16 faixas, mais uma, escondida. A turnê incluiu também um show em Cuba. Em 2002 e 2003 saíram duas coletâneas, Forever Delayed e Lipstick Traces (A Secret History of Manic Street Preachers).

Em 2003, a banda entrou em estúdio para gravar mais um álbum. Desta vez, a produção foi assinada por Tony Visconti, produtor de David Bowie. Lifeblood apostou num som mais pop, com variações eletrônicas. Assim como o anterior Know Your Enemy, a obra recebeu críticas mistas a negativas da crítica. Nisso, James e Nicky produziram discos solo.

Send Away the Tigers foi lançado em 2007, com o melhor desempenho comercial da banda desde o álbum de 1998. Definido pelas influências de hard rock e glam rock, a obra recebeu críticas favoráveis[3][4] e é lembrado, pelos integrantes, como o trabalho que conseguiu recolocar o grupo em forma.[5] Músicas como "Your Love Alone Is Not Enough" e "Autumnsong" entraram nas paradas do Reino Unido.

Em 2008, a banda gravou um cover de "Umbrella" para o álbum NME Awards 2008 e, com a morte de Richey anunciada, o trio revisitou as últimas letras deixadas por ele na produção de um novo disco, com produção de Steve Albini e Dave Eringa. A obra se contrasta dentre todos os trabalhos contemporâneos do Manic Street Preachers por fazer um "retorno" ao som que faziam nos anos 90, quando Richey desapareceu. Apesar da associação por parte de alguns críticos a sonoridade do álbum The Holy Bible, Journal for Plague Lovers, lançado em 2009, foi bem recebido pela maior parte da mídia especializada.[6]

Após isso, a banda anunciou a gravação de um novo disco, desta vez num som mais pop. Postcards from a Young Man (2010), caracterizado por um som mais próximo ao mainstream,[7] contém influências do power pop e foi considerado pela crítica o disco mais "alegre" e "descontraído" do grupo.[8][9] No ano seguinte, em comemoração de 20 anos do lançamento dos primeiros singles do conjunto, foi distribuída a coletânea National Treasures – The Complete Singles.[10]

Em 2013, o trio entrou novamente em estúdio. Na ocasião, gravaram dois álbuns de uma vez. O primeiro foi lançado ainda naquele ano e se chamou Rewind the Film. Com um som mais acústico e melancólico, o registro recebeu boas críticas e,[11] seu sucessor, Futurology (2014), tomou um caminho distinto, com sonoridade elétrica e com influências diversas, como o krautrock.[12] O lançamento acompanhou uma turnê comemorativa dos 20 anos de The Holy Bible.[13]

Em 2016, o grupo realizou uma turnê para comemorar os 20 anos de Everything Must Go. Paralelamente a isso, foi lançado o single "Together Stronger (C'mon Wales)", produzido como hino da Seleção Galesa de Futebol para o Campeonato Europeu de Futebol de 2016.[14]

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Ex-integrantes

Discografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fricke, David (11 de dezembro de 1996). «Everything Must Go: Manic Street Preachers: Review». Rolling Stone. Arquivado desde o original em 10 de dezembro de 2007. Consultado em 30 de agosto de 2009. 
  2. Erlewine, Stephen Thomas. «Everything Must Go - Manic Street Preachers: Songs, Reviews, Credits, Awards». Allmusic. Consultado em 8 de janeiro de 2016. 
  3. Erlewine, Stephen Thomas. «Send Away the Tigers - Manic Street Preachers: Songs, Reviews, Credits, Awards». Allmusic. Consultado em 14 de março de 2016. 
  4. Ângelo, Maurício Gomes. «Manic Street Preachers: Britânicos demais». Whiplash.net. Consultado em 14 de março de 2016. 
  5. Gourlay, Dom (22 de setembro de 2010). «DiS meets Nicky Wire: "Under New Labour, Britain became a giant call centre really..."». Drowned in Sound. Consultado em 10 de janeiro de 2013. 
  6. Erlewine, Stephen Thomas. «Journal for Plague Lovers - Manic Street Preachers: Songs, Reviews, Credits, Awards». Allmusic. Consultado em 22 de março de 2016. 
  7. Cope, Chris (26 de maio de 2010). «Manic Street Preachers Look to Aerosmith on New Album». spinnermusic.co.uk. Arquivado desde o original em 15 de junho de 2010. Consultado em 16 de julho de 2012. 
  8. Denney, Alex. «Album Review: Manic Street Preachers - 'Postcards From A Young Man' (Columbia)». NME. Consultado em 22 de março de 2016. 
  9. Nissim, Mayer (7 de junho de 2010). «Ex-GN'R Bassist Features on New Manics LP». Digital Spy. Consultado em 16 de julho de 2012. 
  10. «Critic Reviews for National Treasures: The Complete Singles». Metacritic. Consultado em 30 de novembro de 2012. 
  11. Erlewine, Stephen Thomas. «Rewind the Film - Manic Street Preachers: Songs, Reviews, Credits, Awards». Allmusic. Consultado em 8 de abril de 2016. 
  12. Hewitt, Ben (2 de julho de 2014). «Manic Street Preachers - 'Futurology'». NME. Consultado em 3 de julho de 2014. 
  13. «MANIC STREET PREACHERS ANNOUNCE UK HOLY BIBLE TOUR + REISSUE - TICKETS». Gigwise. 
  14. Lima, Moisés (16 de maio de 2016). «Ouça: Manic Street Preachers - Together Stronger (C'mon Wales)». Música Café. Consultado em 24 de maio de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Flag of the United Kingdom.svgGuitarra masc.png Este artigo sobre uma banda ou grupo musical do Reino Unido, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.