Maria José Valério

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Maria José Valério
Informação geral
Nascimento 6 de maio de 1933 (86 anos)
Local de nascimento Amadora
Nacionalidade portuguesa
Género(s) Música popular, fado
Instrumento(s) Voz
Período em atividade (1952-presente)
Editora(s) Movieplay, Valentim de Carvalho
Afiliação(ões) Frederico Valério

Maria José Valério (Amadora, 6 de Maio de 1933) é uma cantora portuguesa, bem conhecida pelo seu amor ao Sporting e por ser a intérprete da "Marcha do Sporting" adoptado como hino do clube.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria José Valério nasceu em 6 de Maio de 1933 na Amadora.[1]

Começou a cantar em 1950, no Liceu D. João de Castro onde era colega da atriz Lurdes Norberto.[2]

Frequentou o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, na então Emissora Nacional, ficando a fazer parte do elenco.[2]

Estreou-se em 1952 na Emissora Nacional. Era sobrinha do maestro Frederico Valério,[2] de quem gravou muitas canções.[1]

O seu nome foi ganhando projecção com o sucesso de temas como "O Polícia Sinaleiro" e ao actuar, por exemplo, no programa Serões para Trabalhadores ao lado de nomes como Rui de Mascarenhas, Gina Maria ou Paula Ribas.[2]

O seu maior sucesso é "Menina dos Telefones", de 1962, da autoria de Manuel Paião e Eduardo Damas.[3]

Maria José Valério esteve casada com o toureiro José Trincheira, chegando ambos a viver cerca de um ano em Angola nos inícios da década de 1960.[2]

Entre finais de 1972 e meados de 1973, Maria José Valério faz uma temporada no Brasil.[4]

Presença regular na televisão, Maria José Valério tornou-se mais conhecida das novas gerações por ser a intérprete da "Marcha do Sporting", o Hino do Sporting Clube de Portugal.[1] O tema foi re-editado em single quando o Sporting conquistou o Campeonato de Portugal de futebol de primeira divisão 1999/2000, tendo chegado ao primeiro lugar na tabela nacional de vendas.[5][6]

No primeiro dia de Abril de 2004, Maria José Valério foi agraciada com a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa, grau ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa e entregue numa cerimónia no Fórum Lisboa.[7]

Em 2008 foi lançada uma colectânea O Melhor de Maria José Valério com temas da sua obra gravados para a editora Valentim de Carvalho.[8]

Em 2017 é cabeça de cartaz, a par de António Calvário, na peça Da Revista ao Musical.[9]

Discografia[editar | editar código-fonte]

EP[editar | editar código-fonte]

  • 1967 - Maria José Valério ("Expedicionário") (EP, 45 rpm, Marfer, Madrid) "Expedicionário", "Um Dia", "Casa Sombria", "Deixa Andar"[10]
  • 1968 - Maria José Valério ("Lisboa dos Milagres") (EP, 45 rpm, Marfer, Madrid) "Lisboa dos Milagres", "Um Turista em Portugal", "Linda Terra é Lisboa", "De Quem É Esta Lisboa"[11]
  • 1969 - Maria José Valério ("Férias em Lisboa"") (EP, 45 rpm, Marfer, Madrid) "Férias em Lisboa", "Longos Dias", "Lisboa, Menina Vaidosa", "Nunca Mais"[12]

Compilações[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

Compilações[editar | editar código-fonte]

  • 1969 - "Marchas Populares de Lisboa" (EP, 45 rpm, Marfer, Madrid) "Lisboa dos Manjericos", "Espera aí" (Marcha dos Olivais)"[14]
  • 2004 - Os Reis da Rádio 2 (CD, EMI - Valentim de Carvalho) com o tema "Menina Dos Telefones"[15]
  • 2010 - Óculos de Sol (2CD, IPlay) com o tema "Menina Dos Telefones"[16]

Referências

  1. a b c Maria João Serra. «Música : Ídolos do passado». Cotonete. Consultado em 31 de outubro de 2011. Arquivado do original em 7 de julho de 2012 
  2. a b c d e José Manuel Moroso (18 de setembro de 1999). «Música : Ídolos do passado». Semanário Expresso. Consultado em 31 de outubro de 2011. Arquivado do original em 13 de dezembro de 2000 
  3. Manuel Halpern (18 de fevereiro de 2010). «Jukebox : Toca o telefone a toda a hora». Jornal de Letras. Revista Visão. Consultado em 12 de abril de 2016 
  4. Thais Matarazzo (14 de março de 2017). «Fado no Brasil: Maria José Valério». Mundo Lusíada. Excerto de "O Fado nas Noites Paulistanas…" (2015). Consultado em 18 de novembro de 2018 
  5. «Discos: "Só Eu Se Porque Não Fico em Casa", Juventude Leonina». NetParque. 2 de abril de 2004. Consultado em 11 de abril de 2002. Arquivado do original em 20 de junho de 2002  |wayb= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |wayb= e |arquivourl= redundantes (ajuda)
  6. Thais Matarazzo (15 de junho de 2002). «Music & Media : Eurochart : Portugal». Billboard (em inglês). p. 63. Consultado em 18 de novembro de 2018 
  7. «CML atribuiu Medalha de Mérito a Maria José Valério». Câmara Municipal de Lisboa. 2 de abril de 2004. Consultado em 18 de novembro de 2018. Arquivado do original em 6 de abril de 2004  |wayb= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |wayb= e |arquivourl= redundantes (ajuda)
  8. a b NL, Agência Lusa (29 de julho de 2008). «Música: Parceria Valentim de Carvalho/IPlay lança coleccção de CD "O melhor de..."». Notícias Sapo. Consultado em 12 de abril de 2016. Arquivado do original em 12 de abril de 2016  |wayb= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |wayb= e |arquivourl= redundantes (ajuda)
  9. Nuno Azinheira (6 de maio de 2017). «António Calvário: o artista eterno numa Lisboa esquecida». Jornal Económico. Consultado em 18 de novembro de 2018 
  10. OCLC 804819107. Consultado em 18 de novembro de 2018.
  11. OCLC 804915660. Consultado em 18 de novembro de 2018.
  12. OCLC 805044096. Consultado em 18 de novembro de 2018.
  13. «Catálogo - Detalhes do registo de "Maria José Valério; O melhor dos melhores; 78"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 12 de abril de 2016 
  14. OCLC 1055869287. Consultado em 18 de novembro de 2018.
  15. «Os Reis da Rádio 2"». Instituto Camões. 2005. Consultado em 18 de novembro de 2018 
  16. Maria João Caetano (15 de Agosto de 2010). «Dançar hoje ao ritmo das músicas de Verão dos anos 60 e 70». Diário de Notícias. Consultado em 18 de novembro de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]