Mary Ellis

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Mary Ellis
Mary Ellis em 2016
Nascimento 1917
vila de Leafield, Oxfordshire, Reino Unido
Morte 24 de julho de 2018 (101 anos)
Ilha de Wight, Southampton, Reino Unido
Nacionalidade britânica
Cônjuge Don Ellis (1961-2009)
Prémios Freedom of the Isle of Wight
Serviço militar
Lealdade
Serviço Força Aérea Real

Mary Ellis, nascida Mary Wilkins (vila de Leafield, 1917 - Ilha de Wight, 24 de julho de 2018) foi uma piloto britânica de Supermarine Spitfire durante a Segunda Guerra Mundial e uma das últimas mulheres pilotos da Segunda Guerra.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ellis nasceu em 1917 na vila de Leafield, em Oxfordshire, em uma família de fazendeiros. Fascinada por aviação desde pequena, sua família morava perto da base da Força Aérea de Bicester e Port Meadow.[2] Aos 11 anos, seu pai pagou um passeio em um biplano no parque aéreo da região e desde então ela decidiu que seria piloto. Aos 16 anos, começou a ter aulas de pilotagem em um clube, em Witney, onde conseguiu sua licença de voo. Voo por esporte por algum tempo até que em 1939 a aviação civil foi proibida por conta do início da Segunda Guerra.[1][3]

Em outubro de 1941, Mary se alistou na Air Transport Auxiliary, um serviço civil criado para auxiliar a Força Aérea Real na manutenção de seus aviões. Ela foi enviada para um posto em Hamble, Hampshire. Ao longo da guerra, ela voou em mais de mil aviões de 76 tipos diferentes, incluindo Harvards, Hawker Hurricanes, Spitfires e bombardeiros Vickers Wellingtons.[2] Algumas de suas missões eram para realocar aviões das bases para o front da guerra e de rebocar novos aviões das fábricas para os pátios das bases militares.[1][2][4] Com o fim da guerra, o Air Transport Auxiliary foi desmantelado, mas Mary continuou trabalhando na Força Aérea.[4]

Mary também foi a primeira mulher a voar no Gloster Meteor, o primeiro avião a jato britânico.[2] Depois de se mudar para a Ilha de Wight, Mary se tornou administradora do Aeroporto de Sandown, em 1950, tornando também a primeira mulher na Europa a ser comandante de uma aeronave. Mary administrou o aeroporto por 20 anos, nos quais ela também fundou o aeroclube da ilha.[1][5] Em 2016, ela publicou sua autobiografia, intitulada A Spitfire Girl: One of the World's Greatest Female ATA Ferry Pilots Tells Her Story.[6][7]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 1961, Mary se casou com o colega piloto Don Ellis que morreu em 2009.[1]

Morte[editar | editar código-fonte]

Mary morreu em sua casa na Ilha de Wight em 24 de julho de 2018, aos 101 anos.[8]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Em 2018, Mary ganhou o prêmio "Freedom of the Isle of Wight".[9]

Referências

  1. a b c d e McKay, Jessica (26 de julho de 2018). «Mary Ellis, the last female second world war pilot, dies aged 101». The Guardian. Consultado em 26 de julho de 2018. 
  2. a b c d «Obituary: Mary Ellis the air pioneer». BBC News. Consultado em 26 de julho de 2018. 
  3. Nichol, John (2018). Spitfire: A Very British Love Story. Londres: Simon and Schuster. 448 páginas. ISBN 978-1471159206 
  4. a b «Flying against all expectations – Island Life magazine». Visitilife. Consultado em 26 de julho de 2018. 
  5. «Isle of Wight mourns legendary aviator Mary Ellis». Isle of Wight County Press. Consultado em 26 de julho de 2018. 
  6. Foreman, Melody (2016). A Spitfire Girl: One of the World's Greatest Female ATA Ferry Pilots Tells Her Story. [S.l.]: Frontline Books. ISBN 978-1-47389-536-2 
  7. Mary Ellis, As Told To Melody Foreman; To Melody Foreman, As Told (2016). A Spitfire Girl: One of the World's Greatest Female ATA Ferry Pilots Tells Her Story. (em English). Havertown: Frontline Books. ISBN 9781473895393 
  8. «Last of the Spitfire girls Mary Ellis dies at her home aged 101». Mail Online. Consultado em 26 de julho de 2018. 
  9. «Mary Ellis, last surviving female WW2 Spitfire pilot, dies aged 101». The Telegraph. Consultado em 26 de julho de 2018.